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Disfonia Espasmódica

Disfonia Espasmódica – Diagnóstico e Tratamento

A disfonia espasmódica, chamada também de distonia laríngea, trata-se de um distúrbio vocal raro provocado por espasmos ou movimentos involuntários de um ou mais músculos da laringe ou do aparelho vocal, que resultam na tensão das pregas vocais e no aumento da resistência glótica.

Neste artigo, você saberá mais informações sobre a condição, seus sintomas e tratamento. Acompanhe.

A Disfonia Espasmódica

A disfonia do tipo espasmódica incide sobretudo em pessoas na terceira idade, e é mais frequente em mulheres, mas pode afetar qualquer pessoa. Ainda de origem desconhecida, a doença persiste como umas das mais difíceis de serem diagnosticadas e tratadas.

Os sintomas da disfonia espasmódica variam desde uma dificuldade ocasional do paciente em pronunciar uma ou outra palavra, até uma dificuldade forte o suficiente para prejudicar sua comunicação. A doença impacta negativamente a qualidade de vida do indivíduo, podendo levá-lo até mesmo ao isolamento social.

Classificações e Sintomas

A disfonia espasmódica divide-se em três tipos: D.E de adução, D.E de abdução e D.E mista. A classificação varia de acordo com a musculatura laríngea envolvida.

Os sintomas do distúrbio manifestam-se somente no momento da fala e podem aumentar ou reduzir, de acordo com o tipo de emissão. São eles: voz tensa-estrangulada; quebras de sonoridade instáveis; esforço fonatório excessivo; esforço para emitir a voz e cansaço vocal.

Diagnóstico

A disfonia espasmódica é uma doença rara e difícil de ser diagnosticada, e por isso o intervalo de tempo entre a manifestação dos sintomas e o diagnóstico geralmente é muito longo: os portadores deste distúrbio vocal levam, em média, mais de 4 anos para serem assertivamente diagnosticados.

O diagnóstico da disfonia espasmódica baseia-se na descrição da progressão dos sintomas e em uma avaliação detalhada do paciente.

O principal recurso diagnóstico da disfonia espasmódica é o exame laringoscópico; entretanto, este não evidencia alterações estruturais que caracterizam a doença. Por isso, muitos pacientes são diagnosticados equivocadamente como portadores de distúrbios conversivos ou psiquiátricos.

Avaliação Clínica

A avaliação dos pacientes com disfonia espasmódica é realizada por uma equipe médica que inclui um otorrinolaringologista (médico especializado em distúrbios do ouvido, nariz e garganta), um fonoaudiólogo (especialista habilitado para diagnosticar e tratar distúrbios de fala, linguagem e voz) e um neurologista (médico especializado em distúrbios do sistema nervoso).

O otorrinolaringologista é responsável por avaliar o movimento das pregas vocais, através de um procedimento denominado nasolaringoscopia por fibra óptica, que consiste na introdução de um pequeno tubo luminoso para examinar o nariz e a garganta do paciente.

Tratamento

Atualmente, não existe cura para a disfonia espasmódica, mas existem tratamentos disponíveis eficazes na minimização dos sintomas do distúrbio. A terapia vocal pode reduzir alguns sintomas, sobretudo em casos mais leves.

Aconselhamentos psicológicos e ocupacionais podem beneficiar os pacientes de disfonia espasmódica, ajudando-os a encarar a condição de maneira positiva e se adaptar a ela.

Aplicação da Toxina Botulínica

O tratamento atual mais promissor na redução dos sintomas é a aplicação de pequena quantidades da toxina botulínica (botox) nos músculos afetados da laringe. Estas injeções geralmente promovem uma melhora da voz por um período de 3 a 4 meses, e depois os sintomas retornam gradativamente.

Por isso, o ideal é que a aplicação da toxina botulínica seja feita novamente após este período, para manter a melhora da voz. Os efeitos colaterais do tratamento, que geralmente passam após alguns dias ou semanas, podem incluir fraqueza temporária, voz sussurrada e dificuldades ocasionais de deglutição.

Artigo Publicado em: 17 de janeiro de 2018 e Revisado em 29 de maio de 2019

Bruxismo Infantil

Bruxismo Infantil – Saiba Mais

 

Uma das doenças mais mal diagnosticadas entre os pequenos, o Bruxismo Infantil, tem sido pauta para discussões que envolvem principalmente o aspecto social do convívio das crianças num mundo que exerce cada vez mais pressão sobre os indivíduos.

Continue a leitura para saber mais sobre este distúrbio do sono, suas causas e formas de tratamento.

O Bruxismo Infantil

Justamente por não ser uma doença cuja conversa e compreensão é incentivada para os pequenos, até mesmo pela falta de comunicação dos mesmos em relação aos sintomas, o bruxismo infantil pode ser extremamente prejudicial para a saúde em geral das crianças caso não seja tratado corretamente.

A percepção das crianças em relação ao mundo que as cerca pode ser um enigma para os adultos, por isso, para uma maior compreensão dos fatores que podem levar os pequenos a desenvolverem este tipo de comportamento involuntário, é essencial que haja uma observação extremamente detalhada por parte dos adultos.

Para além disso, é crucial entender também que o bruxismo infantil pode ser o causador de inúmeras enfermidades caso não seja diagnosticado e tratado de forma correta: a mastigação, método principal para a nutrição das crianças e dos seres humanos em geral, pode ser muito prejudicada, levando a complicações mais sérias caso o problema não seja corrigido à tempo.

Como Ocorre o Bruxismo Infantil?

O bruxismo infantil ocorre da mesma maneira que o bruxismo em adultos: se dá por meio da contração e do ranger dos músculos da face e da mandíbula, afetando a saúde dos dentes, bem como causando dores de cabeça, dores musculares na face, e uma série de problemas que estas consequências podem ocasionar.

É uma doença de cunho psicológico em sua maioria, mas estudos recentes apontam a influência de doenças respiratórias nas crianças que podem ser a causa do bruxismo infantil em uma grande parcela das mesmas.

Quais São as Causas do Bruxismo Infantil?

Há inúmeras causas possíveis para que as crianças passem a ranger os dentes durante o sono de forma a prejudicarem a dentição e os processos que envolvem a evolução da mesma, bem como os que dependem dela, como a mastigação, a respiração adequada e um funcionamento na vida social efetivo.

As crianças que passam por situações estressantes, como o divórcio dos pais, a realização de uma rotina que seja cheia de estímulos, bem como diversas outras situações em convívios sociais como mudanças de escolas e ambientes familiares podem sofrer com o bruxismo infantil como resultado.

Como mencionado anteriormente, é necessário entender que as doenças respiratórias como a rinite e a sinusite, que afetam profundamente os mecanismos das vias aéreas e, consequentemente, o funcionamento da mandíbula e da dentição durante a noite, podem agir também como causas da enfermidade, piorando a condição inclusive delas próprias.

Por Que o Bruxismo Infantil é de Difícil Diagnóstico e Tratamento?

Para a maioria dos adultos, entender e comunicar-se com uma criança de uma forma que seja horizontal e equivalente pode apresentar-se como um desafio e tanto. Por este motivo, é comum que as dores e sintomas que são exibidos pelos pequenos possam atuar de forma a descartar completamente a possibilidade dela estar sofrendo com o bruxismo infantil.

Fora isso, os sintomas associados a esta doença podem ser muito enganadores: as dores de cabeça, o sono durante o dia devido a um mau descanso durante a noite, a dificuldade de consumir produtos quentes ou frios pelo desgaste sofrido pela dentição… todos estes fatores podem apontar uma série de enfermidades antes que os pais possam pensar em bruxismo infantil.

Assim, para que os profissionais médicos possam conseguir analisar de forma ampla e correta para que seja feito o diagnóstico do caso de bruxismo infantil, é necessário que os pais estejam sempre atentos a todos os sintomas.

Estes sintomas muitas vezes são descartados por métodos e remédios que mascaram os mesmos, como remédios para dor e a sonequinha da tarde, que livra a criança de continuar cansada ao longo do dia, criando um ciclo ainda maior dos sintomas.

Tratamentos para o Bruxismo Infantil

Os tratamentos para o bruxismo infantil são similares aos tratamentos para o bruxismo em adultos, ou seja, é extremamente recomendada a utilização de uma placa para a contenção dos movimentos involuntários sofridos pela mandíbula ao decorrer das noites de sono, mas, para além disso, o acompanhamento psicológico das crianças e adultos também se torna essencial.

Entender quais são as causas emocionais e de diversas outras áreas que estão causando o aparecimento dos sintomas nas crianças é uma questão de necessidade: é a partir da compreensão destes sintomas que os médicos poderão conseguir tratar a raiz dos problemas, possibilitando uma melhor qualidade de vida às crianças, ao se livrar do bruxismo infantil.

O acompanhamento psicológico é, de fato, uma ótima ferramenta para conseguir fazer com que as crianças possam estar em contato constante com as suas indagações, medos, anseios e felicidades, o que pode ser crucial durantes os processos de desenvolvimento tanto da personalidade das mesmas quanto da sua atuação em sociedade.

Aqui no Núcleo de Otorrinolaringologia e Medicina do Sono, dispomos de uma equipe multidisciplinar totalmente qualificada para o tratamento de bruxismo em todas as idades. Marque uma consulta e venha conhecer o nosso trabalho.

Artigo Publicado em: 3 de outubro de 2017 e Atualizado em 20 de fevereiro de 2019

Dia Mundial da Voz

Dia Mundial da Voz – Como Evitar a Disfonia

Hoje, 16 de abril, comemoramos o Dia Mundial da Voz.

Dia Mundial da Voz

A voz é uma ferramenta primordial de comunicação entre os seres humanos, e carrega traços de personalidade, gênero, faixa etária e estado emocional de cada um, além de enriquecer a transmissão de uma mensagem ou um sentimento.

Para os profissionais da voz, ou seja, aqueles que fazem uso constante da voz em sua vida profissional, o recurso representa muito mais do que uma ferramenta de comunicação: trata-se de um instrumento indispensável de trabalho.

No caso dos profissionais que utilizam sua voz como ferramenta de trabalho, é fundamental que sua voz seja bem projetada, com uma articulação precisa, sonoridade, ritmo e velocidade adequados, para expressar seus pensamentos com clareza.

Professores, cantores, atores, apresentadores, repórteres, operadores de telesserviços, secretárias, médicos, entre outros profissionais, sem dúvida, estão mais expostos a alterações na propagação da voz, e os mesmos são os principais interessados em manter sua integridade.

Neste dia Mundial da Voz, vamos abordar como os profissionais que utilizam a voz podem evitar a disfonia e cuidar melhor da saúde vocal.

Dia Mundial da Voz e Disfonia

A disfonia trata-se de qualquer alteração na emissão vocal que limite, dificulte ou impeça a propagação natural da voz. Entre os tipos mais comuns de disfonias estão o cansaço vocal, rouquidão e dificuldade para projetar a voz.

No caso dos profissionais da voz, a disfonia está na categoria etiológica funcional, uma vez que as alterações vocais são consequência do uso inadequado ou abusivo da própria voz.

A disfonia é consequência da demanda vocal excessiva presente na carga horária destes profissionais, aliada ao uso prolongado da voz, acúmulo de funções, ritmo de trabalho estressante, exposição a fatores inapropriados do ambiente, entre outros.

O sintoma de disfonia pode impactar negativamente no rendimento profissional do indivíduo. Existem alguns cuidados que devem ser adotados pelos profissionais da voz para evitar a disfonia e evitar que esta prejudique sua ferramenta básica de trabalho.

Dia Mundial da Voz – Como Evitar a Disfonia

Para manter a integridade, saúde e funcionalidade da voz, sobretudo dos profissionais que utilizam a mesma como ferramenta de trabalho, existem alguns métodos de prevenção que evitam o surgimento de disfonias.

Alguns destes métodos são comuns para todos os profissionais da voz, tais como limitar o tempo diário de uso da voz, exercitá-la com regularidade, realizar intervalos periódicos durante a jornada de trabalho, manter os hábitos de higiene vocal diários, entre outros.

  • Hidratação

Um dos métodos de prevenir e tratar a disfonia é manter o corpo hidratado: um organismo bem hidratado favorece maior lubrificação da laringe, fator que exige menor esforço à fonação e, consequentemente, melhora a produção vocal.

A recomendação dos especialistas é ingerir dois litros de água diariamente. O hábito de beber água não deve anteceder somente o exercício profissional, e sim, ser algo presente no cotidiano.

Todos os profissionais da voz devem ter acesso à água no ambiente de trabalho; conhecendo os benefícios que a ingestão regular de água oferece à sua saúde vocal, os profissionais passam a utilizá-la como método preventivo da disfonia.  

  • Uso de Microfone nas Salas de Aula

Aproximadamente 95% dos professores sofrem de pelo menos uma das alterações vocais, tais como: rouquidão, ardência, cansaço, sequidão, sensação de corpo estranho e falhas na voz. Cerca de 72% dos professores são considerados disfônicos.

Um método eficaz de prevenção contra a disfonia nos professores é o uso de microfone nas salas de aula, para que o esforço em propagar a voz seja menor. Entretanto, a maioria das escolas e universidades não oferecem esta infraestrutura aos seus funcionários.

  • Hábitos Alimentares

Os hábitos alimentares também podem favorecer um quadro de disfonia: quando mal balanceada, a dieta pode afetar a voz, devido à passagem do suco gástrico para a faringe e a laringe.

Para evitar a laringite, as pessoas devem evitar laticínios, chocolates, alimentos condimentados, gordurosos e café antes do exercício profissional da voz.

Profissionais da Voz e Disfonia – Buscando Ajuda Médica

Professores, cantores e todos os demais profissionais da voz devem procurar ajuda médica diante da manifestação da disfonia. O profissional especializado em diagnosticar e tratar os distúrbios de comportamento vocal é o médico otorrinolaringologista.

Não exite em buscar ajuda médica! Somente o especialista saberá prescrever com propriedade o tratamento adequado e as orientações corretas para que a disfonia dê espaço ao uso saudável da voz.

O que é Laringoscopia?

O que é Laringoscopia? Conheça Melhor o Exame

A laringoscopia trata-se de um exame relativamente simples que permite que o médico observe as vias aéreas superiores (nariz, laringe e faringe) do paciente através de um aparelho endoscópico, denominado laringoscópio.

O procedimento é utilizado principalmente no diagnóstico de problemas da laringe (via aérea responsável pela produção do som), função que deu origem ao termo. O exame também permite o controle da evolução de algumas cirurgias e patologias.

Além dessas utilidades, a laringoscopia pode ser útil na realização de intervenções de cunho terapêutico, tais como: retirada de pólipos, nódulos e corpos estranhos, cauterização de lesões vasculares e dilatação de estreitamentos.

O que é Laringoscopia?

O que é Laringoscopia 

Existem dois tipos de aparelhos diferentes para a realização da laringoscopia: um deles é um aparelho rígido, geralmente introduzido pela boca do paciente. O outro é de um aparelho flexível que consiste em um fino tubo de fibras óticas, introduzido pelo nariz (nasolaringoscopia).

A semelhança entre o laringoscópio rígido e flexível é que ambos possuem em sua extremidade uma minicâmera que detecta imagens do interior das vias aéreas superiores do paciente e permite que o profissional as visualize, seja por via direta ou através de um monitor de vídeo.

Quando a visualização se dá por vídeo, o exame recebe a denominação de videolaringoscopia ou videonasolaringoscopia.

O que é Laringoscopia – Como Funciona o Procedimento

A laringoscopia não exige preparamento prévio – exceto jejum absoluto de oito horas antecedentes ao exame – e não impede o paciente de retornar às suas atividades cotidianas após o exame.

O procedimento é realizado em ambiente ambulatorial e tem duração média de 5 a 10 minutos. O paciente permanece sentado durante todo o procedimento, apenas com a língua para fora da boca, se for o caso.

As regiões da faringe e da laringe são previamente anestesiadas (geralmente com spray anestésico)  e então o laringoscópio é introduzido via oral ou nasal, e direcionado à região que será examinada.

A introdução do aparelho não costuma causar grandes incômodos aos pacientes. Porém, em alguns casos, o procedimento pode provocar reações apesar da anestesia, tais como: espirros, tosses, náuseas, vômitos, rouquidão passageira, inflamação e inchaço da garganta.

O exame não se restringe a nenhuma idade, mas a laringoscopia via oral exige certa colaboração do paciente, que só é possível de ser obtida a partir dos 12 ou 13 anos de idade.

Dependendo da resistência do paciente, o médico pode optar em realizar o exame de laringoscopia com o paciente sedado, principalmente nos casos de crianças.

O que é Laringoscopia – Indicações

A laringoscopia é uma ferramenta útil no diagnóstico de lesões orgânicas ou funcionais localizadas na cavidade oral,  oral, orofaringe, hipofaringe, laringe e cordas vocais. O exame é solicitado nos casos de pacientes que apresentam:

  • Rouquidão ou disfonia prolongadas;
  • Tosse crônica ou acompanhada de sangue;
  • Dificuldade/dor para engolir ou mastigar;
  • Surgimento de aftas com frequência;
  • Refluxo gastroesofágico;
  • Dor de garganta crônica;
  • Suspeita de câncer;
  • Tabagismo crônico;
  • Sensação de possuir um caroço na garganta;
  • Histórico familiar de câncer de cabeça ou pescoço.

O que é Laringoscopia – Contraindicações

O exame de laringoscopia quase não possui contraindicações. Cabe ao especialista avaliar as especificidades de cada paciente e restringir o procedimento, quando julgar necessário.

Os pacientes portadores de distúrbios neurológicos, cardiopatias graves, doenças pulmonares crônicas ou alergias aos medicamentos utilizados no exame merecem uma atenção especial em relação ao aconselhamento da laringoscopia.

O que é Laringoscopia – Cuidados Posteriores

Quando se trata do exame simples de laringoscopia, sem sedativo, o paciente pode ser liberado logo após do exame, sem restrição para retornar às suas atividades cotidianas. A única recomendação é que o mesmo permaneça em repouso durante as horas seguintes ao procedimento, mantendo uma alimentação leve.

Já nos casos em que o paciente recebeu o sedativo, este deve aguardar cerca de 30 minutos até o fim do efeito da medicação e contar com um acompanhante para abandonar o ambulatório. Nas 12 horas posteriores ao procedimento, o paciente não deve dirigir ou realizar tarefas complexas e permanecer em repouso absoluto, evitando tossir, respirar e assoar o nariz.

O mais importante é ouvir atentamente as orientações do médico após a realização da laringoscopia, e seguir os cuidados posteriores recomendados.

Rouquidão

Rouquidão – Quando Procurar Ajuda Médica

A rouquidão trata-se da mudança que ocorre no tom ou na qualidade da voz; um tom de voz mais “áspero”, pode-se dizer. Existem dois tipos de rouquidão: a aguda (de curta duração) e a crônica (de longa duração).

Rouquidão

Rouquidão – Saiba Mais

A rouquidão aparece comumente após festas com som alto, principalmente em junção ao uso de cigarro e álcool, ou em profissões que exigem muita comunicação. Esses casos são episódios de rouquidão aguda, geralmente ocasionados pelo cansaço vocal. A voz retorna ao normal dentro de alguns dias, com o descanso e os cuidados necessários.

Entretanto, mesmo esses episódios de rouquidão devem ser encarados como anormalidades do corpo, e não como uma simples casualidade passageira. Existem algumas condições médicas graves que desencadeiam a rouquidão constante, podendo vir acompanhadas inclusive de sintomas como tosse, dor, pigarro, sangue, dificuldade para respirar ou engolir, entre outros.

Causas da Rouquidão

A rouquidão representa um mau funcionamento da laringe que, através da vibração das cordas vocais, emite o som. O uso indevido da voz (como nos exemplos citados acima) pode gerar inflamação nas cordas vocais e, consequentemente, a rouquidão.

Porém, quando a condição é recorrente ou acompanhada de outros sintomas, pode ser um sinal de alerta de doenças mais graves, tais como:

  • Doença das Vias Aéreas Superiores

As vias aéreas nasais são estruturas constituídas pelas cavidades nasais, faringe e laringe. Toda e qualquer condição que acometa essa região – geralmente gripes, resfriados, alergias e inflamações virais/bacterianas – e cause algum tipo de irritação e/ou dor na garganta, pode ocasionar a rouquidão.

  • Refluxo Faringo-Laríngeo (RFL)

O refluxo é um ácido do estômago que geralmente que afeta o exôfago. Porém, em casos mais graves e não tratados, a condição pode afetar a faringe e a laringe, provocando irritação e dor na região devido à nocividade da substância à garganta. Esses sintomas vêm acompanhados ainda de tosse seca, pigarro e rouquidão.

  • Papilomatose laríngea

A papiloma de laringe é uma enfermidade causada pela infecção por HPV, que acarreta tumores benignos na região da laringe.

O sintoma inicial da doença é a rouquidão e a alteração da voz, e em casos mais extremos a papiloma pode até mesmo vir a bloquear as vias respiratórias, de acordo com sua progressão, podendo levar o paciente a dificuldades respiratórias intensas.

  • Câncer de Laringe

São muitos os fatores que podem ocasionar o câncer de laringe, entre eles: falta de cuidado com a garganta, lesões nas cordas vocais, refluxo faringo-laríngeo e papiloma de laringe. O tumor pode se encontrar em diferentes regiões, mas, quando localizado nas cordas vocais, a rouquidão é o primeiro sintoma que se manifesta.

  • Outras Causas

Além das citadas acima, existem outras condições podem desencadear a rouquidão, tais como: alergias, inalação de substâncias irritantes, tosse crônica, aneurismas da aorta superior, broncoscopia, dano aos nervos ligados à voz, tireoide pouco ativa, nódulo nas cordas vocais, fraqueza dos músculos em torno da laringe, consumo excessivo de cigarro e/ou álcool e puberdade.

Rouquidão – Quando Procurar Ajuda Médica

Caso a rouquidão seja recorrente ou venha acompanhada de outros sintomas, como dificuldade em respirar ou engolir, muita salivação, ou se o paciente for um bebê com menos de três meses, deve-se procurar ajuda médica. O especialista será capaz de diagnosticar a causa da rouquidão e prescrever o tratamento adequado.

Parkinson e os Músculos da Garganta

Doença de Parkinson e os Músculos da Garganta

A Doença de Parkinson é um distúrbio neurológico e degenerativo do sistema nervoso central, que incide principalmente sobre pessoas com mais de 60 anos. Trata-se de uma doença crônica, portanto, não existe cura. Entretanto, existem tratamentos disponíveis eficazes no controle da doença.

A manifestação dos sintomas do Mal de Parkinson geralmente é lenta, e estes tornam-se mais evidentes à medida que a doença progride. Um dos prejuízos decorrentes da Doença de Parkinson é acometimento dos músculos da garganta.

Parkinson e os Músculos da Garganta

Doença de Parkinson e os Músculos da Garganta

Alguns dos pacientes acometidos com a Doença de Parkinson têm os músculos da laringe e da cavidade oral comprometidos, e queixam-se muito de engasgos e de lentidão ao falar.

As principais alterações vocais provocadas pela Doença de Parkinson são: rouquidão, voz trêmula, soprosidade, redução da intensidade da voz, imprecisão articulatória, gama tonal reduzida e dificuldades na mastigação e na deglutição.

A disfagia é uma das complicações que podem ser ocasionadas pelo Parkinson. Trata-se, basicamente, da dificuldade em fazer a deglutição de alimentos ou líquidos. Esta condição pode comprometer o estado nutricional do paciente, em estágios mais avançados.

Estas alterações da voz podem minimizar a efetividade da comunicação oral dos pacientes parkinsonianos, afetando seu bem-estar social, psicológico e econômico.

Doença de Parkinson e os Músculos da Garganta – Causas das Alterações Vocais

As alterações vocais citadas nos pacientes com Parkinson têm sido atribuídas ao fechamento glótico incompleto, à redução da sinergia e ativação da musculatura laríngea, atrofia ou fadiga muscular, assimetria de tensão ou movimento das pregas vocais, rigidez das pregas vocais ou dos músculos respiratórios.

Em alguns casos, o comprometimento dos músculos da garganta deve-se à disfunção cerebral neurocognitiva, neuroafetiva ou psicomotora.

Doença de Parkinson e os Músculos da Garganta – Diagnóstico e Tratamento

O médico responsável pelo diagnóstico, avaliação e tratamento de alterações vocais é o otorrinolaringologista. Os pacientes parkinsonianos que têm seus músculos da garganta acometidos devem procurar este profissional, para obter uma avaliação clínica e um diagnóstico assertivo acerca da alteração vocal.

Após o diagnóstico médico, o paciente deve dar início ao tratamento prescrito para estimular sua musculatura comprometida, de acordo suas especificidades – região afetada e estágio da doença.

O tratamento tradicional para para as alterações vocais do paciente parkinsoniano possui três abordagens distintas: mioterapia, coordenação das estruturas de fala e respiração. São exercícios realizados de uma a duas vezes por semana, com foco na articulação, velocidade e emissão da voz.

O tratamento para a reabilitação da voz exige muita dedicação e disciplina do paciente. É um processo geralmente lento, mas os resultados surgem ao longo do tempo.

Doença de Parkinson e os Músculos da Garganta – Acompanhamento Médico

O acompanhamento médico regular dos pacientes com alterações vocais provocadas pela Doença de Parkinson é de extrema importância em sua reabilitação. Os exercícios prescritos podem até ser realizados em casa.

O processo de reabilitação vocal é lento, mas traz resultados positivos quando realizado corretamente, elevando a efetividade da comunicação, alimentação e qualidade de vida do paciente parkinsoniano. A orientação é seguir à risca as orientações do otorrinolaringologista.

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