Horário de Atendimento:

8:00h - 20:00h

  • pt-br

Telefone:

(11) 5573-1970

Tratamento para Ronco

Estratégias de Tratamento para Ronco

Tratamento para Ronco. O ronco trata-se de um ruído, que ocorre durante o sono, decorrente de vibrações da mucosa e dos músculos da garganta. Roncar, além de ser um alvo de sátiras populares, pode ser um indício de doenças potencialmente fatais, como a apneia do sono. Neste artigo, vamos abordar as principais estratégias de tratamento para esta condição. Acompanhe.

Tratamento para Ronco

Quando dormimos, conforme nos aprofundamos no sono, nossos músculos se relaxam mais e mais. Para quem possui predisposição, esse relaxamento causa uma obstrução das vias aéreas, fazendo com que os tecidos vibrem e o ronco seja emitido.

Quando esse quadro se agrava, pode acarretar em uma doença fatal denominada apneia do sono. Esta ocorre quando a obstrução da região afetada se torna total.

Como Diagnosticar o Ronco Incomum

Ao menos uma vez na vida, todas as pessoas já roncaram durante o sono. O ato ocorre naturalmente após um dia excessivamente exaustivo ou após a ingestão de bebidas alcoólicas, por exemplo. Entretanto, quando o ronco é frequente, é importante ficar atento.

Quando o paciente notar que o ronco está presente em todas as suas noites de sono, é importante procurar o médico de sua confiança, que será capaz de diagnosticar se o ronco é ou não um indicativo de prejuízos mais graves à saúde. Médicos especialistas em distúrbios do sono são capazes de realizar esse diagnóstico.

As causas do ronco variam de pessoa para pessoa: pode ter relação com alterações ortodônticas e do esqueleto facial, e até mesmo com obesidade.

Polissonografia é a denominação do exame indicado para investigação do ronco: através deste, é possível identificar a gravidade do distúrbio do sono e se há presença de doenças mais graves no paciente, como a apneia do sono. Neste artigo, saiba mais sobre a realização do exame.

Estratégias de Tratamento para Ronco

Após o diagnóstico, o médico poderá prescrever o melhor tratamento para cada caso. É possível livrar-se do ronco seguindo algumas simples estratégias de tratamento para ronco.

  • Perda de Peso

A obesidade é um problema muito sério que afeta diversos brasileiros, e também uma das causas do ronco. Isso ocorre porque a pessoa que tem gordura acumulada no pescoço, em torno da garganta, tem maiores chances de ter a mesma fechada durante o sono, devido ao estreitamento da faringe.

Em alguns dos casos, a perda de peso pode ser eficaz na cura do ronco; em outros, não é suficiente para a resolução do problema.

  • Moderação no Consumo de Bebidas Alcoólicas

O consumo de álcool, principalmente no período noturno, agrava ainda mais o quadro de relaxamento dos músculos durante o sono. Para evitar o relaxamento exagerado dos músculos, a moderação com o consumo de bebidas alcoólicas é uma atitude positiva.

  • Hábitos Saudáveis

Buscar a melhor posição na hora de dormir para evitar o ronco, preferencialmente de lado, assim como evitar dormir com a barriga para cima, podem ajudar no processo.

Evitar a ingestão de alimentos e bebidas alcoólicas três horas antes de dormir, e consumir alimentos leves durante a noite também são métodos positivos no tratamento do ronco.

  • Tratamento de Alergias Respiratórias

Pacientes portadores de alergias respiratórias, como rinite e bronquite alérgica, tendem a roncar durante o sono, pois estão geralmente com o nariz entupido. O ronco pode ser gerado pelo esforço da pessoa para respirar e se desviar da congestão nasal.

A única alternativa nesses casos é o tratamento das alergias respiratórias, para diminuir a intensidade do ronco.

  • Alinhamento dos Dentes

Dentes desalinhados e problemas na arcada dentária são fatores que podem contribuir com o aparecimento do ronco. O caso deve ser tratado com o especialista que identificará a raiz do problema e indicará o melhor tratamento.

  • Aparelho Intraoral

Em alguns casos, o paciente pode necessitar de um aparelho feito pelo dentista especializado em medicina do sono. Contudo, sua utilização não é adequada em todos os casos.

Feito sob medida, na hora de dormir, o aparelho deve ser posicionado ente os dentes superiores e inferiores, de maneira confortável. Através de sua utilização, a mandíbula é reposicionada, assim como toda a musculatura orofaríngea, e assim as vias aéreas são desobstruídas, eliminando totalmente o ronco e a apneia.

  • Cirurgias

Nos casos mais graves de ronco, pode haver necessidade da realização de procedimentos cirúrgicos. Os fatores determinantes da cirurgia ideal variam de pessoa para pessoa; eis a necessidade do diagnóstico de um especialista.

Algumas intervenções cirúrgicas utilizadas no tratamento do ronco são: septoplastia, turbinectomia, amigdaletomia, uvulopalatoplastia, sinusectomia, remoção de pólipos nasais e implantes palatais.

  • CPAP

CPAP trata-se de um aparelho, utilizado pelos pacientes durante o sono, que introduz sob pressão o ar ambiente através de uma máscara facial/nasal. Esse tratamento é indicado apenas em casos mais graves de ronco, principalmente para portadores de apneia do sono, quando nenhum outro tipo de tratamento é acessível.

  • Implantes Estimuladores

Tratamento ainda não disponível no Brasil, os implantes estimuladores são um método mais eficaz e menos incômodo aos pacientes. Eles têm objetivo de evitar o relaxamento excessivo dos músculos da garganta durante o sono.

Conclui-se que são muitas as estratégias de tratamento para ronco, e a indicação varia de acordo com a gravidade de cada caso. A semelhança entre tantos tratamentos é seu objetivo único: elevar a qualidade de vida dos pacientes, aliviando os sintomas do ronco e diminuindo o índice de mortalidade em casos de apneia do sono, por exemplo.

Quem poderá indicar o tratamento ideal para cada paciente é o especialista em distúrbios do sono, após a consulta médica e a realização dos devidos exames para diagnosticar o problema.

Referência: National Sleep Foundation

Artigo publicado em 21 de fevereiro de 2018 e atualizado em 28 de agosto de 2019

Apneia do Sono e AVC

Apneia do Sono e AVC

Uma das principais avaliações que todos nós precisamos fazer diz respeito a quão bem respiramos durante o sono. Nós roncamos ou temos problemas para respirar enquanto dormimos? Apneia do sono não tratada e AVC possuem uma relação de risco, mas o tratamento da apneia do sono pode ajudar a prevenir o acidente vascular cerebral.

Veja neste artigo como os problemas respiratórios do sono aumentam seu fator de risco para acidente vascular cerebral.

Apneia do Sono não Tratada e AVC

Se você parar de respirar por 10 segundos ou mais durante o sono, poderá ter apneia do sono. O diagnóstico é realizado para qualquer pessoa que tenha uma média de 5 desses episódios por hora todas as noites.

A apneia obstrutiva do sono (AOS) é a forma de apneia do sono mais comum. Ocorre como resultado de uma mecânica defeituosa na via aérea superior. Pode ser causada por tecidos excessivamente grandes ou inchados, como a língua ou úvula bloqueando a passagem do ar. Outra condição que leva à AOS é a retenção de áreas fluidas e / ou gordurosas excessivas no pescoço, que pressionam a via aérea, dificultando a passagem do ar.

O colapso ou bloqueio de tecidos nessa área pode levar a respirações ofegantes, ronco alto, insônia, sono interrompido, pesadelos por não conseguir respirar e outros sintomas menos óbvios, como sonolência diurna excessiva, pressão alta, dor de cabeça matinal ou uma garganta extremamente seca ou dolorida ao despertar.

De acordo com um estudo da National Stroke Foundation, a apneia do sono pode ser um efeito posterior ao derrame, mas também pode ser a causa de um acidente vascular cerebral de primeira vez ou recorrente. A condição causa baixos níveis de oxigênio e pressão alta, ambos fatores que podem aumentar o risco de um derrame futuro.

Como a Apneia do Sono não Tratada pode Levar ao AVC

Durante um episódio apneico, o corpo realiza uma incrível quantidade de esforço para tentar abrir as vias aéreas e respirar. Infelizmente, esse esforço muitas vezes não fornece ao cérebro o oxigênio necessário para manter todo o corpo e todos os seus sistemas funcionando sem problemas durante o sono.

Quando o baixo nível de oxigênio no sangue persiste, o sistema nervoso simpático libera surtos de hormônios do estresse que elevam os níveis de pressão arterial e levam a flutuações na frequência cardíaca.

Com o tempo, essas condições contínuas e não tratadas durante o sono levarão a problemas sistêmicos com pressão arterial alta não controlada e uma condição de arritmia cardíaca conhecida como fibrilação atrial (AFib). Hipertensão e Afib são dois fatores de risco bem conhecidos para o acidente vascular cerebral.

Uma pesquisa do New England Journal of Medicine demonstrou evidências conclusivas de que a apneia do sono está significativamente associada ao risco de acidente vascular cerebral ou morte por qualquer causa, e essa associação é independente de outros fatores de risco, incluindo hipertensão.

Gravidade da Relação entre Apneia do Sono e AVC

Não é incomum as pessoas morrerem durante o sono ou sofrer danos cerebrais extensos, como resultado de um AVC durante a noite.

Se você tem um problema de respiração durante o sono, pode experimentar vários dos sintomas acima mencionados, ou ouvir de entes queridos que você ronca alto ou suspira enquanto dorme.

Não deixe de investigar esses sintomas ou observações. Procure um médico do sono, para realizar o diagnóstico por meio de um estudo do sono. Tratar o ronco e a apneia do sono pode levar a um risco muito reduzido de acidente vascular cerebral, bem como melhorias na sua qualidade de vida e saúde e bem-estar geral.

Apneia do Sono e Doenças Cardiovasculares

Apneia do Sono e Doenças Cardiovasculares

Apneia do sono e doenças cardiovasculares. Apneia do sono e / ou ronco habitual passaram a ser reconhecidos como fatores de risco independentes para hipertensão arterial, arritmias cardíacas, doença arterial coronariana, infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral isquêmico somente no final do século XX, quando pesquisadores reconheceram que pacientes com apneia do sono não tratada tinham maior risco de morbidade cardiovascular em comparação com pacientes com apneia do sono tratada. Estudos populacionais também já sugeriram que a apneia do sono pode ser um fator de risco para demência vascular.

Veja neste artigo mais informações sobre a relação entre apneia do sono e o desenvolvimento das doenças cardiovasculares.

Apneia do Sono e Doenças Cardiovasculares

Compreender os efeitos da apneia do sono no sistema nervoso autônomo (SNA) é importante para melhor compreensão da apneia do sono e as doenças cardiovasculares. O relógio biológico do corpo – núcleo supraquiasmático tem ritmicidade autônoma em sua atividade neuronal. As funções do corpo moduladas pelo SNA incluem equilíbrio simpático-parassimpático, produção de glicose hepática e sensibilidade à insulina.

Durante o sono, alterações fisiológicas na atividade respiratória e cardiovascular são predominantemente dependentes do ciclo do sono e mediadas pelo controle autonômico. Durante o NREM, há um aumento na atividade parassimpática, enquanto durante o sono REM, há uma diminuição na atividade parassimpática, responsável pelo aumento da atividade cardiovascular durante o último.

Qualquer excitação durante o sono resulta em aumento da atividade respiratória e cardiovascular. A ritmicidade intrínseca aumenta a frequência cardíaca e a pressão arterial com a inclinação do equilíbrio simpático-parassimpático em direção ao primeiro, imediatamente antes de acordar, preparando o corpo para as atividades diárias.

As respostas fisiopatológicas à AOS ocorrem principalmente em resposta à diminuição da tensão arterial de oxigênio iônico e ao aumento da tensão arterial por dióxido de carbono. Estes provocam um aumento na atividade do sistema nervoso simpático, causando vasoconstrição periférica para desviar o fluxo sanguíneo para órgãos vitais. Ao mesmo tempo, a atividade parassimpática reduz a atividade miocárdica e, consequentemente, as necessidades de oxigênio.

No final dos episódios apneicos, há um aumento na pressão sanguínea à medida que a função miocárdica é restaurada. A vasoconstrição e as alterações na atividade miocárdica causam um aumento na carga cardíaca, enquanto a vasoconstrição pulmonar induzida pela hipóxia pode contribuir para a insuficiência cardíaca.

Episódios frequentes e sustentados contribuem para a não-imersão da pressão arterial durante a noite e sensibilização da resposta sensorial hipóxica dos corpos carotídeos, que induz alterações nos níveis genéticos associados ao aumento do estresse oxidativo. A microneurografia demonstrou aumento da atividade nervosa simpática muscular no término de apneias em pacientes com AOS.

Apneia do Sono e Doenças Cardiovasculares – Tratamento com CPAP

O uso de CPAP melhora o equilíbrio simpático-parassimpático em pacientes com apneia do sono moderada e grave e melhora a variabilidade da frequência cardíaca. Outros tipos de aparelhos para apneia também podem ser indicados para tratamento, de acordo com as particularidades de cada paciente.

Em resumo, os pacientes com apneia do sono não tratada tendem a ter uma atividade simpática aumentada e desregulação autonômica que pode se beneficiar com o manejo da AOS com CPAP.

Núcleo do Sono

Núcleo do Sono – Conheça Melhor o Nosso Trabalho

Os distúrbios do sono podem causar graves danos à saúde. Como é durante o sono que o nosso organismo executa diversos mecanismos para regenerar-se, quando não dormimos bem, temos como consequência enfermidades cardiovasculares, metabólicas, cognitivas, entre outras. Neste artigo, saiba mais sobre o que é um Núcleo do Sono e como é a atuação de seus profissionais, no sentido de prevenir e tratar problemas como estes.

Núcleo do Sono – A Medicina do Sono

Segundo o autor Allan Hobson, em 1989, temos aprendido mais acerca do sono nos últimos 60 anos que nos anteriores 6.000 anos. Apesar deste complexo fenômeno ocupar um terço das nossas vidas, somente na segunda metade do século XX, a Medicina despertou para esta área.

Por volta dos anos 90, surgiu no Brasil a necessidade de profissionais especializados no tratamento de pacientes com doenças complexas relacionadas ao sono, como a apneia. A partir de então, a especialidade Medicina do Sono começou a se estabelecer, não só visando o tratamento de pacientes com apneia, mas também daqueles portadores dos diversos distúrbios do sono.

A Medicina do Sono tornou-se uma especialidade multidisciplinar envolvendo neurologistas, pneumologistas, psiquiatras, otorrinolaringologistas, bucomaxilos, cardiologistas, endocrinologistas, cirurgiões bariátricos, dentistas, fisioterapeutas e nutricionistas.

O que é um Núcleo do Sono

O objetivo de um Núcleo do Sono é desenvolver um sistema multidisciplinar para resgatar a saúde e o bem-estar de pacientes portadores de distúrbios do sono, evitando complicações como obesidade, doenças metabólicas, degenerativas, cardiovasculares e até mesmo ortopédicas.

Assim como existem inúmeros fatores que podem levar ao desenvolvimento de problemas ao dormir, também dispomos de uma gama de tecnologias que possibilitam diagnosticar os distúrbios do sono. As abordagens terapêuticas para estes problemas também estão cada vez mais aperfeiçoadas.

Quando Procurar um Núcleo do Sono

Entre os diversos problemas que podem afetar a qualidade do sono, estão a apneia, a insônia, a sonolência excessiva, a síndrome das pernas inquietas, o bruxismo e o sonambulismo. Na realidade, devido ao estilo de vida cada vez mais corrido e estressante a que estamos expostos, a cada dia vemos novas causas para um sono não reparador.

Uma adequada orientação sobre quando procurar o atendimento de profissionais especializados em sono está mais relacionada às consequências que estes problemas trazem à vida do indivíduo.

No momento em que a dificuldade para pegar no sono à noite, ou uma sonolência excessiva durante o dia começam a interferir em aspectos como o desempenho profissional ou o tempo com a família, buscar ajuda em um núcleo do sono pode ser o fator determinante para resgatar a saúde e também a qualidade de vida.

Porque Consultar o Núcleo do Sono

Atualmente, os distúrbios respiratórios do sono são causas frequentes de noites mal dormidas. Contudo, existem outras causas para um sono não reparador.

Entre elas estão os problemas hormonais, como hiper e hipotireoidismo; algumas doenças psiquiátricas e neurológicas, como ansiedade, depressão, doença de Parkinson, doenças cerebrais isquêmicas e doença de Alzheimer e doenças que causam dores, principalmente durante a noite, como a fibromialgia.

Situações como estas podem provocar muita sonolência durante o dia ou dificuldade para adormecer. Portanto, é necessário um diagnóstico diferencial, realizado preferencialmente por uma equipe multidisciplinar. Assim, podemos avaliar o paciente como um todo, para que o tratamento ofereça o melhor resultado.

Você percebe que poderia dormir melhor? Marque uma consulta com a nossa equipe e deixe-nos ajudar.

Artigo  Publicado em: 4 de dezembro de 2017 e atualizado em 24 de julho de 2019

Aparelho para Apneia

Saiba Mais sobre os Tipos de Aparelho para Apneia

Felizmente, há diversos tipos de aparelho para apneia que possibilitam uma melhora considerável da situação dos pacientes. Estes aparelhos são muito úteis para que as pessoas possam conseguir ganhar de volta a qualidade de vida e do sono. Veja neste artigo quais são estes diferentes tipos de aparelhos e quando eles são indicados.

Os Tipos de Aparelho para Apneia

Muitas pessoas sofrem com a ocorrência dos sintomas da apneia, fazendo com que sua qualidade de vida possa ser significativamente afetada pelos malefícios de noites mal dormidas, um mal funcionamento do sistema respiratório e até mesmo prejuízos em suas vidas cotidianas e relacionamentos.

Apesar de muitas pessoas ignorarem a ocorrência da apneia durante toda a vida, é extremamente recomendado que a amenização dos sintomas que fazem com que a mesma ocorra e o tratamento adequado para que ela possa cessar sejam realizados por um profissional.

O Que é a Apneia?

A apneia é caracterizada pela falta de respiração durante o período do sono, o que faz com que os processos de oxigenação do organismo sejam realizados precariamente, por meio de várias interrupções que fazem com que o indivíduo, apesar de não perceber, sofra com um sono perturbado e não saudável.

Apesar de extremamente comum, a apneia é um problema que precisa ser tratado com seriedade, dado que pode indicar diversos tipos de problemas de saúde que podem estar sendo negligenciados pelos pacientes, justamente pelo fato de ser um sintoma extremamente recorrente na sociedade.

Quais os Sintomas da Apneia?

Os sintomas da apneia podem ser notados pelo aparecimento de sonolência durante o período do dia, resultante de um sono conturbado e que não possibilita ao organismo o descanso e a regeneração que o mesmo requer, além do famoso barulho de ronco exacerbado que os indivíduos emitem.

Há também um alto índice de pacientes que apresentam uma irritabilidade excessiva durante o dia, bem como o aumento da dificuldade de concentrar-se, até sintomas mais agudos como a impotência sexual, a depressão e a hipertensão.

A apneia é mais comum entre os homens, afetando menos de 10% da população masculina, e entre as mulheres, os níveis não alcançam os 5%, entretanto, a ocorrência desta enfermidade se dá predominantemente em indivíduos obesos e que estão com idade acima dos 35 anos, bem como os portadores de hipertensão arterial.

Quais São as Causas da Apneia?

A apneia é causada por um entupimento parcial das vias respiratórias, que causam a obstrução dos processos de respiração durante o sono, principalmente na região da faringe, e que fazem com que haja uma brusca diminuição da saturação dos níveis de oxigênio no sangue.

Conheça o Aparelho para Apneia CPAP

Um dos métodos para tratamento de apneia se encontra no aparelho para apneia chamado CPAP, ou Continuous Positive Airway Pressure, o que significa uma Pressão Positiva Contínua das Vias Aéreas. Este aparelho consiste em uma máquina que funciona de maneira similar a um pequeno compressor de ar.

Por meio da utilização do CPAP, o paciente recebe durante toda a noite de sono, de maneira estabilizada, um melhor fluxo de ar diretamente nas vias aéreas: este fluxo é entregue aos usuários por meio da utilização de uma máscara facial semelhante à dos inaladores.

O CPAP fornece diferentes níveis de pressão para os diversos tipos de pacientes e suas condições, que podem afetar o grau da ocorrência da apneia. Por isso, a partir da pressão contínua do ar durante a noite, fica impossibilitado o bloqueio das vias respiratórias, impedindo que o usuário sofra apneia.

O CPAP, portanto, deve ser ajustado especificamente de acordo com as necessidades dos pacientes, sendo um dos aparelhos para apneia mais utilizados no mercado por profissionais da saúde que lidam com esta condição em seus pacientes.

Veja Alguns Outros Tipos de Aparelho para Apneia

Além do CPAP, existem aparelhos intraorais que possibilitam às pessoas que sofrem de apneia conseguirem uma melhor qualidade de vida por meio da melhoria do sono, evitando os sintomas que vem com a má oxigenação do cérebro devido à apneia.

Os aparelhos intraorais para melhora da apneia devem ser utilizados também durante a noite, sendo moldados para se encaixarem perfeitamente à boca do paciente, o que os torna um mecanismo significativamente mais confortável para as pessoas que optam por utiliza-los.

Por meio dos aparelhos intraorais, a mandíbula dos pacientes é posicionada de uma maneira que faz com que as vias respiratórias possam ficar completamente desobstruídas durante todo o período do sono, fazendo com que o ar possa circular de maneira tranquila, evitando a apneia, podendo também ser utilizados quando os métodos tradicionais não são aceitos.

A Odontologia do Sono para Melhoria da Apneia

Uma área relativamente nova na Medicina, a Odontologia do Sono permite aos pacientes tratarem da apneia de maneira completamente especializada e personalizada de acordo com suas necessidades e características específicas.

Por meio desta área, os pacientes podem realizar a customização dos aparelhos intraorais de sua escolha, bem como de acordo com a recomendação do dentista do sono, para que o conforto e a adaptação aos métodos possa ser otimizado, possibilitando uma melhoria enorme em sua qualidade de vida.

Aqui no Núcleo de Otorrinolaringologia e Medicina do Sono, contamos com profissionais especialistas em Odontologia do Sono, que podem indicar e adaptar os aparelhos intraorais para o seu tratamento. Marque uma consulta conosco e conheça o nosso trabalho.

Artigo Publicado em: 29 de setembro de 2017  e Revisado em 26 de junho de 2019

Clínica do Sono

Você Sabe o que É uma Clínica do Sono?

O sono é uma parte fundamental da vida de todos os seres humanos: é por meio dele que se dão diversos processos que beneficiam e regeneram a saúde do organismo de maneira geral. Por esta razão, a procura por uma Clínica do Sono tem crescido cada vez mais entre os mais diversos tipos de pacientes.

Os problemas para dormir têm sido cada vez mais comuns em uma sociedade que vive sob um alto e constante nível de stress: as tensões do cotidiano, as pressões em relação aos ambientes familiares, de trabalho, e do convívio humano em geral fazem com que muitas pessoas sofram de problemas para adormecer.

Muitos destes fatores podem passar despercebidos pela maioria das pessoas que estão sofrendo com problemas de sono: o que, em muitos casos, não são diagnosticados corretamente até mesmo pela falta de atenção do próprio paciente em relação às suas desvantagens na hora do descanso.

Noites mal dormidas ou até mesmo sem dormir podem causar enormes danos à saúde do organismo, impossibilitando o mesmo de conseguir regenerar-se, é possível que as pessoas desenvolvam uma série de enfermidades que serão resultado dos processos mal realizados da manutenção da saúde do corpo através do sono.

O Que é Uma Clínica do Sono?

Uma clínica do sono é um local onde estão inseridos diversos tipos de profissionais cujas especialidades envolvem variados fatores que podem ocasionar os problemas do sono.

Ou seja, assim como há inúmeros fatores que fazem com que as pessoas estejam com problemas na hora de dormir, é necessário uma gama de possibilidades na hora de diagnosticar quais são estes problemas.

Quais Tratamentos Uma Clínica do Sono Realiza?

Há diversas causas para inúmeros problemas que podem ocasionar complicações no sono dos pacientes. Isso se dá pela grande quantidade de fatores que podem afetar o desempenho das pessoas em seus cotidianos, sendo necessário, portanto, uma avaliação mais profunda.

Para casos comuns de problemas relacionados ao sono, como pernas inquietas, que se dão pelo agitamento descontrolado das pernas durante o sono, a clínica do sono possibilita a intervenção por meio de remédios que serão prescritos para atender às necessidades específicas de cada paciente, dependendo do grau em que ele estiver.

Já para casos de sonambulismo, a clínica do sono faz tratamentos psicológicos aliados à utilização de remédios que possibilitam a amenização dos sintomas e ocorrência de episódios.

Já a insônia, a mãe dos terrores do sono, pode sofrer tratamentos que envolvem também a utilização de remédios que irão induzir o paciente a melhorar os processos de higiene do sono, fazendo com que o mesmo possa adaptar-se e melhorar sua qualidade de vida.

A clínica do sono também pode realizar tratamentos para os casos de bruxismo, incluindo a recente participação da área de odontologia do sono, que possibilita uma melhoria nos sintomas da doença que faz com que o paciente ranja os dentes incontrolavelmente durante o período de descanso.

A apneia do sono e a sonolência excessiva também encontram tratamentos disponíveis em clínicas do sono, contando com profissionais especializados para lidar com os sintomas de maneira adequada, tanto pela utilização de medicamentos quanto de aparelhos para uma melhor qualidade de vida.

Quais Médicos Encontramos em Uma Clínica do Sono?

De acordo com a pluralidade dos motivos pelos quais os indivíduos podem possuir problemas com o sono, como previamente mencionado, é necessário que o ambiente de uma clínica do sono possua uma série de profissionais que poderão realizar uma análise ampla e qualificada do quadro dos pacientes.

Os profissionais que atuam em uma clínica do sono são os neurologistas, os psiquiatras, psicólogos, e otorrinolaringologistas. Mais recentemente, os profissionais dentistas também estão sendo chamados para atuar na área da clínica do sono por possuírem amplas vertentes de tratamento para distúrbios que afetam o descanso noturno, como a apneia.

Por meio da avaliação específica e detalhada destes profissionais, será fornecido ao paciente um diagnóstico amplo e assertivo das condições que podem estar ocasionando os problemas na hora do descanso, e, a partir daí, pode se dar início aos tratamentos de acordo com a área que está sendo afetada.

Quando Buscar Ajuda em Uma Clínica do Sono?

Os pacientes que sofrem de distúrbios relacionados ao sono geralmente sentem a necessidade de buscar tratamentos para os mesmos quando percebem que suas vidas cotidianas estão sendo diretamente afetadas pela falta de qualidade do sono.

Para distúrbios como a apneia, que, em sua maioria podem passar despercebidos pelo portador, é necessário também levar em conta a indicação de uma clínica do sono por pessoas próximas, dado que estes problemas podem afetar consideravelmente a saúde geral do organismo dos pacientes.

Além disso, a partir do momento em que o indivíduo encontra-se privado e uma vida saudável, notando os efeitos das noites mal ou não dormidas em seu desempenho e funcionamento do organismo no dia-a-dia, buscar a ajuda dos serviços fornecidos em uma clínica do sono se torna fundamental.

Está procurando por uma clínica do sono com profissionais experientes e atendimento diferenciado? Então marque uma consulta e venha conhecer o nosso trabalho.

Artigo Publicado em: 17 de outubro de 2017  e Revisado em 19 de junho de 2019

Medicina do Sono

Otorrinolaringologia e a Medicina do Sono

A Academia Americana de Otorrinolaringologia reconhece o importante papel da Otorrinolaringologia na Medicina do Sono, o que também gostaríamos de trazer à realidade brasileira.

Apesar do sono ocupar um terço das nossas vidas, somente na segunda metade do século XX a Medicina despertou para este complexo fenômeno. As pesquisas sobre o sono nasceram em Chicago com Kleitman, ganhando corpo com a descoberta do sono REM pelo mesmo e seu aluno Asersinsky em 1953.

Continue esta leitura e compreenda melhor o papel da Otorrinolaringologia na Medicina do Sono.

O Desenvolvimento da Medicina do Sono

A partir das pesquisas sobre o sono na segunda metade do século XX, uma explosão de pesquisas fundamentais foram acontecendo nos campos da eletrofisiologia, farmacologia, bioquímica, com o reconhecimento dos mistérios do sono e seus distúrbios.

Este rápido processo de desenvolvimento fica bem demonstrado com o crescimento das clínicas e laboratórios do sono que, a partir da Clínica de Distúrbios do Sono da Universidade de Stanford criada por Dement e seu discípulo Guilleminault em 1970, chegaram a 100 nos anos 80, atingindo hoje quase 3.000 nos USA.

A Medicina do Sono tornou-se uma especialidade multidisciplinar envolvendo neurologistas, pneumologistas, psiquiatras, otorrinolaringologistas, bucomaxilos, cardiologistas, endocrinologistas, cirurgiões bariátricos, dentistas, fisioterapeutas e nutricionistas.

Paralelamente, houve um especial interesse da indústria médica no desenvolvimento de aparelhos para diagnóstico (equipamentos de polissonografia) e tratamento (CPAP, equipamentos cirúrgicos).

No Brasil, este progresso chegou mais tarde, porém, expandiu-se rapidamente nos anos 90 e transformou-se numa das áreas mais atraentes de estudo e trabalho para o ORL.

A Evolução da Otorrinolaringologia no Tratamento da Apneia do Sono

Inicialmente como o último da linha, o Otorrinolaringologista era indicado para realizar traqueostomias naqueles pacientes com apneia grave sem outras alternativas.

Posteriormente, com um melhor conhecimento sobre as enfermidades do sono e com a descrição de Guilleminault de que a Síndrome da Apneia e Hipopneia Obstrutiva do Sono (SAHOS) não era um privilegio dos obesos, procedimentos cirúrgicos específicos com objetivo de reconstrução das vias aéreas superiores popularizaram-se nos anos 80 e 90, como a uvulopalatofaringoplastia, cirurgias nasais, de língua e sobre o esqueleto facial.

Depois de um grande entusiasmo inicial, resultados irrealísticos e controversos mostraram-se desanimadores em longo prazo, a grande maioria por indicações imprecisas e inconsistentes envolvendo somente uma área da obstrução, deixando outras áreas colapsáveis sem tratamento.

Isto levou ao descrédito o tratamento cirúrgico para a apneia do sono, estimulando os tratamentos não cirúrgicos, tentando-se de várias formas demonstrar a pouca efetividade das cirurgias.

Como em toda enfermidade complexa e de múltiplas variáveis, a Síndrome da Apneia-Hipopneia Obstrutiva do Sono (SAHOS) tem ainda aspectos não explicados em sua fisiopatologia, porém, o Otorrinolaringologista tem hoje uma melhor compreensão sobre como avaliar um paciente com esta patologia, tendo em conta que 80% deles apresentam múltiplos pontos de colapso das VAS que devem ser tratados.

Novas Perspectivas para a Medicina do Sono

No tratamento do câncer de cabeça e pescoço, temos o sistema TNM, um sistema de classificação para os médicos estadiarem diferentes tipos de câncer, com base em determinadas normas, sendo o guia fundamental na seleção do tratamento apropriado.

Contudo, nos distúrbios respiratórios sono-dependentes ainda não tínhamos um sistema de estadiamento universalmente aceito, o que agora vamos gradualmente conseguindo como o demonstra o estadiamento proposto por Friedman baseado na posição da língua, no tamanho das tonsilas palatinas e no índice de massa corporal.

Uma avaliação precisa constitui a peça fundamental no bom resultado do procedimento. E vemos atualmente que estas estatísticas melhoram a cada dia, podendo-se falar em melhora considerável da apneia por meio de cirurgias nasais, faríngeas, de base de língua e de avançamento maxilo-mandibular.

Artigo Publicado em: 17 de julho de 2017 e atualizado em: 22 de maio de 2019

Apneia do Sono e Diabetes

Apneia do Sono e Diabetes – Uma íntima relação

Se você tem diabetes tipo 2, há uma grande chance de ter apneia obstrutiva do sono. A relação entre apneia do sono e diabetes acontece pois a apneia obstrutiva do sono (AOS) altera o metabolismo da glicose e promove a resistência à insulina em ao menos 50% dos casos. Pesquisas estimam que este número chega a 60 a 80%. Neste artigo, vamos demonstrar a interação entre resistência à insulina e apneia do sono, além dos possíveis mecanismos que contribuem para esta comorbidade.

Apneia do Sono e Diabetes

A apneia obstrutiva manifesta-se com a interrupção da respiração durante o sono, por segundos ou até minutos, durante várias vezes à noite. A falta de oxigenação nestas paradas pode causar importantes problemas de saúde, com graves riscos, como ataques cardíacos, pressão alta, arritmias, derrames, diabetes e mesmo demências.

A obesidade é um moderador chave do efeito da AOS no diabetes tipo 2. No entanto, a exposição crônica à hipóxia intermitente e outros efeitos fisiopatológicos da AOS afetam diretamente o metabolismo da glicose, e o tratamento da AOS pode melhorar a homeostase da glicose.

Apneia do Sono e Doenças Cardiovasculares

Diversos estudos já mostraram que pacientes com Apneia Obstrutiva do Sono apresentam maior risco para doenças cardiovasculares. Contudo, ainda permanece inconclusivo se essa associação depende da obesidade ou se ocorre devido a alterações fisiológicas que a própria apneia do sono provoca, como ativação do sistema nervoso simpático, da inflamação e outras desordens que predispõem a danos vasculares.

Os mecanismos subjacentes à disfunção vascular na AOS incluem ativação simpática e estresse oxidativo (por hipóxia intermitente, hipercapnia e despertares). Essas perturbações resultam na redução da produção de vasodilatadores dependentes do endotélio, como o óxido nítrico. Além disso, a AOS está associada a um estado pró-inflamatório e hipercoagulável – outra via que causa lesão vascular. Esses mecanismos explicam a observação de que a gravidade da AOS, conforme indicado pelo IAH, está significativamente associada ao risco de AVC (razão de chances 2,5) em pacientes com diabetes tipo 2. Deve-se notar que este estudo incluiu populações mais velhas e obesas com alta prevalência de AOS (86%). Os efeitos independentes da AOS na DCV devem ser examinados em populações magras e jovens com diabetes tipo 2.

Muitos fatores de risco para doenças cardiovasculares estão fortemente associados ao distúrbio respiratório, entre eles hipertensão, obesidade, resistência à insulina e diabetes tipo 2.

Homens em torno de 40 anos, com sobrepeso ou obesidade apresentam um maior risco de apneia. Isto é preocupante pois a má qualidade do sono que esta doença causa prejudica a qualidade de vida e aumenta os risco de acidente automobilísticos e de trabalho.

A probabilidade destes pacientes terem diabetes tipo 2 também decorre do déficit de sono, estresse, excesso de peso, com dificuldades metabólicas, que levam a dificuldades de manter os níveis de açúcar sob controle.

Além do ronco e sonolência excessiva diurna, o aumento da diurese noturna, dores de cabeça pela manhã, engasgos e sudorese excessiva durante a noite também fazem parte do quadro.

Influência da Apneia do Sono na Síndrome Metabólica

Os mecanismos de resistência à insulina e disfunção das células β pancreáticas explicam as observações epidemiológicas de que a prevalência de pré-diabetes e diabetes tipo 2 está aumentada na AOS. Curiosamente, há evidências que sugerem que a diabetes tipo 2 aumenta independentemente a probabilidade de distúrbios respiratórios do sono, possivelmente devido aos efeitos no sistema nervoso central e autônomo. A prevalência de AOS em pessoas com diabetes tipo 2 é variável, e as estimativas variam de 18% na atenção primária a 58% em uma coorte mais velha e tão alto quanto 86% em populações obesas com diabetes tipo 2.

Tratamento da Apneia do Sono no Controle da Diabetes

Estudos recentes sugerem que o tratamento da AOS com terapia de pressão positiva contínua nas vias aéreas (CPAP) reduz a resistência à insulina e melhora o controle glicêmico em pacientes com pré-diabetes ou diabetes tipo 2.

Se você suspeita de ter apneia do sono, consulte um especialista, que vai realizar um estudo do seu sono. Estes estudos podem ser feitos em laboratórios ou mesmo em sua casa, com maior comodidade.

O diagnóstico precoce da apneia é fundamental para a profilaxia das inúmeras comorbidades que essa doença leva.

São vários tratamentos disponíveis atualmente, sejam cirúrgicos ou não cirúrgicos. Pacientes diabéticos com apneia, quando tratados, apresentam excelente melhora no controle do açúcar no sangue, com diminuição da necessidade de tratamento medicamentoso.

Artigo Publicado em: 14 de setembro de 2017 e Atualizado em: 02 de maio de 2019

Tipos de Polissonografia

Conheça os Diferentes Tipos de Polissonografia

As polissonografias são classificadas dependendo do nível de complexidade de investigação que oferecem. São classificadas em polissonografias diagnósticas dos níveis I, II, III e IV, polissonografias de titulação de CPAP e de outros aparelhos de ventilação não invasiva, além de polissonografias com montagem neurológica e com vídeo.​ Continue a leitura e saiba mais sobre os tipos de polissonografia.

Os Tipos de Polissonografia Diagnóstica

Polissonografia Nível I

A polissonografia nível I é o exame padrão realizado para diagnóstico dos distúrbios do sono. É um exame diferenciado, realizado no laboratório do sono de forma completa e abrangente. Podemos avaliar os vários estágios do sono, assim como os movimentos corporais, ritmo cardíaco, e os distúrbios respiratórios cujo ronco é o primeiro sintoma.

A polissonografia diagnóstica ou nível I é realizada com canais múltiplos de eletroencefalograma, oculograma, eletrocardiograma, eletromiograma, além de sensores para detecção de ronco, posição corporal, detecção de eventos respiratórios, movimento torácico e abdominal e eletrodos para avaliar movimentos anômalos das pernas e braços quando necessário.

Outras variáveis podem ser adicionadas como vídeo, CO2 transcutâneo e pressão esofágica ( para avaliar o esforço respiratório). A polissonografia tipo 1 distingue eventos centrais de obstrutivos, permite o reconhecimento de alguns diagnósticos alternativos (por distúrbio do movimento periódico dos membros, parassonias REM e não REM) e pode sugerir outras distúrbios (por exemplo, narcolepsia, restrição crônica do sono devido a perturbação do ritmo circadiano ). Fornece informações sobre a fragmentação do sono e despertares que são importantes na gênese dos sintomas diurnos decorrentes de alterações eventos respiratórios.

Polissonografia Nível II

Recentemente, pela dificuldade de locais com condições ideais e pelo alto custo de manutenção para a realização do exame, novos aparelhos de polissonografia foram desenvolvidos para exames domiciliares.

As polissonografias domiciliares tem ganhado mercado nos últimos anos, e tem sido realizadas com cada vez maior precisão e definição diagnóstica. Atualmente temos vários níveis de aparelhos domiciliares para diagnóstico, sendo os níveis II, III e IV os mais utilizados.

As polissonografias de nível II são as mais semelhantes aos exames realizados no laboratório, usando quase todos os parâmetros previamente relatados para diagnóstico. A maior diferença é o número de canais para eletroencefalografia, que é menor nos aparelhos nível 2 domiciliares.

Este tipo de polissonografia consiste em um dispositivo portátil locado. Ele registra um mínimo de sete canais, incluindo EEG, EOG, EMG, ECG ou frequência cardíaca, fluxo aéreo, esforço respiratório e saturação de oxigênio. Este tipo de monitoramento permite o estadiamento do sono e consequentemente cálculo do IAH. Ele é configurado de forma a permitir os estudos em casa.

Pacientes que não são candidatos para a Polissonografia Tipo 2:

A. Fatores relacionados ao paciente:

1. Neuropsicologicos:
• déficit intelectual grave (isso também pode ser um problema para estudos do tipo 1)
• Doença neuromuscular
• Dificuldade de comunicação grave

2. Incapacidade física grave com atendimento inadequado do cuidador

3. Ambiente doméstico inadequado – vários fatores precisam ser considerados
incluindo nível de ruído, interações entre parceiros / família, distância do laboratório de sono e a segurança de qualquer equipe de atendimento

B. Fatores relacionados ao distúrbio do sono:

• Parassonias / detecção de convulsões que requerem câmera infravermelha ou EEG estendido
•Necessidade de Monitoramento de CO2 transcutâneo.
• Confirmação de vídeo sobre os aspectos posicionais

Polissonografia Nível III

Estudo do sono de canal limitado (tipo 3 e 4) têm um número mais restrito de parâmetros medidos, geralmente uma combinação de variáveis respiratórias incluindo saturação arterial de O2, esforço respiratório e fluxo aéreo. Em geral, o estadiamento do sono é omitido nestes estudos.

Estudos tipo 3 têm pelo menos 4 variáveis monitoradas: oximetria mais esforço respiratório (peito, abdômen ou ambos), fluxo de ar (nasal ou oral por pressão ou termistor), posição do corpo, movimento da mandíbula, ECG, tonometria (um marcador de controle autonômico), actigrafia e som (detecção de vibração ou gravação de som verdadeira). Tonometria também está disponível (marcador de controle autonômico e, assim, sono) como adjunto à oximetria. É necessário equipamento descartável (por exemplo, WatchPAT).

A tecnologia da tonometria arterial periférica mede a variação do volume vascular na extremidade do dedo, avaliando o tônus vascular em resposta ao sistema nervoso simpático. Dispositivos como o WatchPAT (registrado) consistem em oximetria de pulso, microfone, tonometria arterial periférica, posição e actigrafia. Tem demonstrado ser uma ferramenta muito eficiente para o diagnóstico ambulatorial da apneia obstrutiva do sono com alta acurácia para apnéia moderada a grave.

Polissonografia Nível IV

O estudo do Tipo 4 é aquele que incorpora apenas um ou dois parâmetros medidos por exemplo saturação de oxigênio, frequência cardíaca ou fluxo de ar.

Limitações da oximetria com frequência são observadas em cardiopatias e pacientes neurológicos. Outras limitações incluem falta de dados posicionais e do tempo na cama em vez do tempo real de sono. Questionários preenchidos pelo paciente e parceiro de cama em relação às estimativas de tempo de sono, posição do corpo e presença de ronco podem ajudar a complementar os dados registrados a partir de estudos do tipo 4.

Pacientes com contra-indicação aos Tipo de Polissonografia 3 e 4:

1. Populações com baixa probabilidade pré-teste de SAOS moderada a grave

2. Pacientes que relatam sintomas sugestivos de uma condição diferente do sono, respiração desordenada que exigirá monitorização mais extensiva, parassonias, narcolepsia, distúrbios periódicos dos movimentos dos membros e epilepsia noturna.

3. Pacientes com qualquer um dos seguintes casos (hipoventilação noturna ou Apnéia central do sono provável):

a. Doença neuromuscular
b. DPOC grave ou doença pulmonar restritiva
c. Hipóxia e / ou hipercapnia em repouso ou necessidade de terapia com oxigênio suplementar
d. Obesidade mórbida e / ou suspeita de síndrome de hipoventilação da obesidade
e. Doença cardiovascular significativa, isto é, hospitalização recente por IAM, angina instável, insuficiência cardíaca descompensada
f. Uso crônico de narcótico
4. Incapacidade de realizar oximetria durante a noite em ambiente não monitorado. Por exemplo doença psiquiátrica significativa ativa.

Apesar das indicações das polissonografias domiciliares terem crescido no mercado, é importante lembrar que são exames realizados sem o acompanhamento técnico do laboratório do sono, podendo ter falhas mais frequentes por perda de sensores durante o sono, aumentando o risco de repetição do exame.

Não se preocupe em identificar qual dos tipos de polissonografia é o mais indicado para o seu caso. O seu médico do sono irá determinar qual exame solicitar para diagnosticar de forma adequada o seu distúrbio do sono.

Cirurgia Ortognática

A Cirurgia Ortognática no Tratamento dos Distúrbios do Sono

Um fato desconhecido por grande parte da sociedade é a eficácia da cirurgia ortognática no tratamento dos distúrbios do sono, como o ronco e a apneia do sono: pacientes que sofrem desses problemas podem também se beneficiar com a cirurgia.

Continue a leitura e saiba mais sobre a indicação e a realização deste procedimento.

A Cirurgia Ortognática

A cirurgia ortognática trata-se de um procedimento que corrige e reposiciona os ossos da mandíbula e, consequentemente, corrige o posicionamento dentário de pessoas que apresentam assimetria óssea na região. É segura, assertiva, apresenta alto índice de satisfação e traz resultados positivos para o paciente, elevando sua qualidade de vida e sua autoestima, pois melhora a harmonia da face, além das questões de saúde.

O termo ortognático deriva das palavras gregas “orto” (reto) e “gnathos” (mandíbulas). Abrange uma vasta gama de osteotomias maxilares e mandibulares empregadas para a correção e alinhamento de deformidades do esqueleto facial, a fim de obter forma, função e estética adequadas. Este é um serviço que é fornecido normalmente em conjunto com a terapia ortodôntica e visa corrigir grandes más oclusões dento-faciais.

Os Distúrbios Respiratórios do Sono

Existe uma série de distúrbios do sono que afetam diretamente a qualidade de vida do paciente, acarretando, muitas vezes, em sérios prejuízos à sua saúde: o ronco, a Síndrome da Apneia Obstrutiva, a Hipopneia Obstrutiva e a síndrome da resistência da via aérea superior são alguns desses distúrbios.

Muitas pessoas desenvolvem distúrbios do sono respiratórios devido a problemas no desenvolvimento dos ossos maxilares: disfunções nessa região podem afetar diretamente a qualidade do sono.

O paciente que apresenta retrognatismo (maxilar deslocado para trás) possui um estreitamento das vias aéreas inferiores e, quando está deitado, a passagem de ar nessa região diminui. Essas pessoas tendem a desenvolver distúrbios respiratórios durante o sono, principalmente a Síndrome da Apneia Obstrutiva.

A Síndrome da Apneia Obstrutiva é o distúrbio respiratório do sono mais comum. Caracteriza-se pelo ronco, impedimento completo ou parcial da circulação do ar nas vias aéreas durante o sono e, em alguns casos, sensação de sufocamento e micro paradas respiratórias.

Além da sensação de sonolência durante o dia do portador do distúrbio, por conta de não conseguir ter uma noite de sono plena, as consequências podem ser bem mais graves, tais como desordens cardiovasculares e até mesmo morte súbita.

O diagnóstico da condição é feito baseado no exame de polissonografia e através de investigações clínicas. A apneia do sono pode ser classificada em leve, moderada e grave, e seu tratamento varia de acordo com a gravidade de cada caso.

A Cirurgia Ortognática no Tratamento dos Distúrbios do Sono

A cirurgia ortognática realiza diversas funções quando executada, como correções na mordida, na alteração do esqueleto facial e na respiração.

O procedimento cirúrgico é realizado sempre em ambientes hospitalares, sob anestesia geral; o paciente permanece internado durante um dia, mas a duração da cirurgia é de aproximadamente quatro horas.

O profissional responsável pela execução da cirurgia ortognática para tratamento de distúrbios respiratórios de sono é o cirurgião buco-maxilo-facial.

Quando há obstrução na região respiratória por conta de complicações no crescimento dos ossos maxilares, a cirurgia ortognática deve ser a primeira opção no tratamento, e não reservada estritamente para casos severos.

Benefícios da Cirurgia Ortognática no Tratamento dos Distúrbios do Sono

Além de realizar ajustes estéticos na face do paciente, a cirurgia ortognática é considerada o tratamento cirúrgico mais eficaz para distúrbios respiratórios do sono. Como em qualquer ato cirúrgico, há possibilidade de complicações, mas o índice é muito baixo; na maior parte dos casos os resultados são assertivos.

Atualmente, não há necessidade da realização de cortes externos no rosto durante a cirurgia ortognática: o acesso é intraoral, possibilitando a ausência de cicatrizes.

Todos os movimentos da mandíbula do paciente são preservados, ou seja, o procedimento cirúrgico não deixa nenhuma sequela. Após a cirurgia, o paciente tem capacidade de falar e se alimentar normalmente.

Se você sofre de distúrbios respiratórios do sono, a cirurgia ortognática é capaz de te proporcionar novamente noites de sono plenas, e elevar sua qualidade de vida. Marque uma consulta e tire todas as suas dúvidas.

Artigo Publicado em: 14 de fevereiro de 2018 e Atualizado em 10 de abril de 2019

Se trata de uma plataforma moderada por Dr. Arturo Frick Carpes, Dr. José Antonio Pinto e Dra. Heloisa dos Santos. Todos os moderadores citados são responsáveis pela produção, edição, adaptação e curadoria dos textos presentes neste site, além de sua manutenção financeira. Este site é orientado ao público leigo e seu conteúdo é somente de intento informativo e pode não ser adequado a todos usuários. O conteúdo deste site não substitui o médico. Todos devem sempre consultar seu médico antes de tomar qualquer decisão com respeito à sua saúde. Este site utiliza cookies para lhe proporcionar uma melhor experiência. Ao navegar no mesmo, está a consentir a sua utilização. Caso pretenda saber mais, consulte a nossa Política de Privacidade/Cookie. Este site não hospeda ou recebe financiamento de publicidade ou exibição de conteúdo comercial. Política de Banners: Não temos publicidade e não fazemos trocas de Banner ou Display. Missão Do Site: prover Soluções cada vez mais completas de forma facilitada para a gestão da saúde e o bem-estar das pessoas, com excelência, humanidade e sustentabilidade.Todos os utilizadores da plataforma se comprometem a divulgar apenas informações verdadeiras. Caso o comentário não trate de uma experiência pessoal, forneça referências(links) sobre qualquer informação médica à ser publicada. Os comentários são visíveis a todos. Podem ser alterados ou apagados.