Horário de Atendimento:

8:00h - 20:00h

  • pt-br

Telefone:

(11) 5573-1970

Bruxismo Infantil

Bruxismo Infantil – Saiba Mais

 

Uma das doenças mais mal diagnosticadas entre os pequenos, o Bruxismo Infantil, tem sido pauta para discussões que envolvem principalmente o aspecto social do convívio das crianças num mundo que exerce cada vez mais pressão sobre os indivíduos.

Continue a leitura para saber mais sobre este distúrbio do sono, suas causas e formas de tratamento.

O Bruxismo Infantil

Justamente por não ser uma doença cuja conversa e compreensão é incentivada para os pequenos, até mesmo pela falta de comunicação dos mesmos em relação aos sintomas, o bruxismo infantil pode ser extremamente prejudicial para a saúde em geral das crianças caso não seja tratado corretamente.

A percepção das crianças em relação ao mundo que as cerca pode ser um enigma para os adultos, por isso, para uma maior compreensão dos fatores que podem levar os pequenos a desenvolverem este tipo de comportamento involuntário, é essencial que haja uma observação extremamente detalhada por parte dos adultos.

Para além disso, é crucial entender também que o bruxismo infantil pode ser o causador de inúmeras enfermidades caso não seja diagnosticado e tratado de forma correta: a mastigação, método principal para a nutrição das crianças e dos seres humanos em geral, pode ser muito prejudicada, levando a complicações mais sérias caso o problema não seja corrigido à tempo.

Como Ocorre o Bruxismo Infantil?

O bruxismo infantil ocorre da mesma maneira que o bruxismo em adultos: se dá por meio da contração e do ranger dos músculos da face e da mandíbula, afetando a saúde dos dentes, bem como causando dores de cabeça, dores musculares na face, e uma série de problemas que estas consequências podem ocasionar.

É uma doença de cunho psicológico em sua maioria, mas estudos recentes apontam a influência de doenças respiratórias nas crianças que podem ser a causa do bruxismo infantil em uma grande parcela das mesmas.

Quais São as Causas do Bruxismo Infantil?

Há inúmeras causas possíveis para que as crianças passem a ranger os dentes durante o sono de forma a prejudicarem a dentição e os processos que envolvem a evolução da mesma, bem como os que dependem dela, como a mastigação, a respiração adequada e um funcionamento na vida social efetivo.

As crianças que passam por situações estressantes, como o divórcio dos pais, a realização de uma rotina que seja cheia de estímulos, bem como diversas outras situações em convívios sociais como mudanças de escolas e ambientes familiares podem sofrer com o bruxismo infantil como resultado.

Como mencionado anteriormente, é necessário entender que as doenças respiratórias como a rinite e a sinusite, que afetam profundamente os mecanismos das vias aéreas e, consequentemente, o funcionamento da mandíbula e da dentição durante a noite, podem agir também como causas da enfermidade, piorando a condição inclusive delas próprias.

Por Que o Bruxismo Infantil é de Difícil Diagnóstico e Tratamento?

Para a maioria dos adultos, entender e comunicar-se com uma criança de uma forma que seja horizontal e equivalente pode apresentar-se como um desafio e tanto. Por este motivo, é comum que as dores e sintomas que são exibidos pelos pequenos possam atuar de forma a descartar completamente a possibilidade dela estar sofrendo com o bruxismo infantil.

Fora isso, os sintomas associados a esta doença podem ser muito enganadores: as dores de cabeça, o sono durante o dia devido a um mau descanso durante a noite, a dificuldade de consumir produtos quentes ou frios pelo desgaste sofrido pela dentição… todos estes fatores podem apontar uma série de enfermidades antes que os pais possam pensar em bruxismo infantil.

Assim, para que os profissionais médicos possam conseguir analisar de forma ampla e correta para que seja feito o diagnóstico do caso de bruxismo infantil, é necessário que os pais estejam sempre atentos a todos os sintomas.

Estes sintomas muitas vezes são descartados por métodos e remédios que mascaram os mesmos, como remédios para dor e a sonequinha da tarde, que livra a criança de continuar cansada ao longo do dia, criando um ciclo ainda maior dos sintomas.

Tratamentos para o Bruxismo Infantil

Os tratamentos para o bruxismo infantil são similares aos tratamentos para o bruxismo em adultos, ou seja, é extremamente recomendada a utilização de uma placa para a contenção dos movimentos involuntários sofridos pela mandíbula ao decorrer das noites de sono, mas, para além disso, o acompanhamento psicológico das crianças e adultos também se torna essencial.

Entender quais são as causas emocionais e de diversas outras áreas que estão causando o aparecimento dos sintomas nas crianças é uma questão de necessidade: é a partir da compreensão destes sintomas que os médicos poderão conseguir tratar a raiz dos problemas, possibilitando uma melhor qualidade de vida às crianças, ao se livrar do bruxismo infantil.

O acompanhamento psicológico é, de fato, uma ótima ferramenta para conseguir fazer com que as crianças possam estar em contato constante com as suas indagações, medos, anseios e felicidades, o que pode ser crucial durantes os processos de desenvolvimento tanto da personalidade das mesmas quanto da sua atuação em sociedade.

Aqui no Núcleo de Otorrinolaringologia e Medicina do Sono, dispomos de uma equipe multidisciplinar totalmente qualificada para o tratamento de bruxismo em todas as idades. Marque uma consulta e venha conhecer o nosso trabalho.

Artigo Publicado em: 3 de outubro de 2017 e Atualizado em 20 de fevereiro de 2019

disfuncao-eretil

Disfunção Erétil na Apneia do Sono

A apneia do sono é um distúrbio caracterizado pela ocorrência frequente de obstrução da via aérea superior durante o sono. A condição pode acarretar em múltiplas consequências clínicas, incluindo alterações na regulação neural, hormonal e vascular, que favorecem o desenvolvimento de um quadro de DE (Disfunção Erétil).

Disfunção erétil é o termo empregado para a incapacidade consistente em obter ou manter uma ereção peniana que conceda uma relação sexual efetiva. A incidência da condição se dá sobre homens, sobretudo na faixa etária dos 40 aos 69 anos.

Uma pesquisa, realizada por um grupo de estudiosos e divulgada na Revista Portuguesa de Pneumologia, analisou uma amostra de indivíduos com apneia do sono, com objetivo de determinar a prevalência da disfunção erétil nestes pacientes.

disfuncao-eretil

Disfunção Erétil na Apneia do Sono

No estudo, foram incluídas 62 pessoas do sexo masculino, com idade média de 52 anos e com diagnóstico recente de SAOS (Síndrome de Apneia Obstrutiva do Sono). Eles preencheram um questionário composto por cinco questões relativas à função erétil e satisfação.

A pontuação obtida no questionário do estudo varia de 5 a 25, e compreende as classificações de disfunção erétil em cinco categorias: ausente, leve, leve à moderada, moderada e grave.

Todos os participantes da pesquisa foram submetidos a exames que calculam o número de episódios de apneia, assim como o índice de dessaturação de oxigênio por hora de sono.

Disfunção Erétil na Apneia do Sono – Resultados do estudo

Os resultados do estudo evidenciaram que diversos fatores se associam à disfunção erétil nos pacientes de apneia do sono, incluindo faixa etária, diabetes, obesidade, tabagismo, alcoolismo, hipertensão arterial, determinados tipos de medicação e antecedentes clínicos pessoais (como a ocorrência de um AVC, por exemplo).

Estima-se que a prevalência de disfunção erétil em pacientes com apneia é de 64,4%, sendo leve em 38,7%, de leve a moderada em 17,7%, moderada em 3,2% e grave em 4,8%.

O envelhecimento é um dos fatores mais determinantes na agravação do quadro de DE. Os grupos que apresentam algum dos fatores de risco citados estão diretamente associados aos episódios mais severos de disfunção erétil na apneia do sono.

Os resultados da pesquisa constataram também que a prevalência de disfunção erétil é maior no grupo de pacientes com quadros mais avançados de apneia do sono.

Disfunção Erétil na Apneia do Sono – Buscando Ajuda Médica

A disfunção erétil é uma condição mais comum do que se pensa entre os pacientes de apneia do sono; entretanto, muitos escondem e subestimam o problema devido ao constrangimento e à dificuldade em aceitar a condição e buscar ajuda médica.

Existem tratamentos disponíveis e eficazes relacionados à disfunção erétil na apneia do sono. Não deixe que o constrangimento te impeça de buscar ajuda médica, e não tenha medo do diagnóstico; quanto antes a condição for detectada, melhor será seu prognóstico.

Se você sofre de disfunção erétil na apneia do sono, não hesite em marcar uma consulta com o médico do sono de sua confiança. O tratamento da apneia do sono promove uma melhora no quadro de DE.

disturbios-sono

Distúrbios do Sono na Menopausa

Os distúrbios do sono costumam ser mais frequentes entre mulheres: a Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo afirma que há uma diferença de 30% de incidência entre mulheres e homens. A chegada da menopausa, que ocorre em torno dos 50 anos da mulher, pode potencializar esse problema.

A menopausa é a fase da vida das mulheres que corresponde à interrupção de sua etapa fértil, quando os ovários deixam de produzir o principal hormônio feminino, denominado estrogênio. É o período de 12 meses após a última menstruação espontânea da mulher, que marca a transição entre seu período reprodutivo e não-reprodutivo.

Após a menopausa, muitas mulheres passam a apresentar distúrbios do sono, e no caso das que já apresentavam dificuldades para dormir, as queixas tornam-se mais prevalentes.

disturbios-sono

Distúrbios do Sono na Menopausa

A menopausa é um marco de muitas mudanças na vida da mulher, incluindo sua saúde geral e seu perfil de doenças.

Estudos evidenciam que mulheres na menopausa apresentam uma dificuldade maior para dormir, assim como para manter o sono, fatores que minimizam, assim, sua eficiência. A má qualidade do sono pode comprometer suas atividades cotidianas, seu bem-estar mental e físico durante o dia e, consequentemente, sua qualidade de vida.

O aumento dos distúrbios do sono decorrente da menopausa deve-se às mudanças hormonais que ocorrem nesta fase. A mulher nasce com um “estoque” de óvulos que produzirá ao longo de toda a vida. Quando este estoque acaba, os hormônios que até então eram produzidos pelos ovários (progesterona e estrogênio) também sofrem um declínio.

O neurologista Álvaro Pentagna, do Ambulatório de Sono no Adulto do Hospital das Clínicas da USP, explica que a redução destes hormônios origina distúrbios que prejudicam a qualidade do sono da mulher, como a insônia:

“A progesterona é um hormônio que tem o potencial de fazer a pessoa ter mais sono, é como se fosse um indutor de sono. A mulher que engravida, por exemplo, tem o nível de progesterona aumentado, por isso sente aquele monte de sono no início da gestação. Na menopausa acontece o contrário. A progesterona cai e piora a qualidade do sono da mulher”.

Distúrbios do Sono na Menopausa – Apneia do Sono

O hormônio progesterona possui uma propriedade protetora das vias aéreas respiratórias. Quando deixa de ser produzido, a mulher torna-se mais vulnerável ao desenvolvimento de distúrbios respiratórios associados ao sono, como a apneia obstrutiva do sono.

A apneia do sono caracteriza-se pela obstrução completa do fluxo de ar pelo nariz ou pela boca, que ocorre durante o sono. Além de minimizar a concentração de oxigênio no sangue, a paciente de apneia do sono sofre de despertares frequentes durante a noite, que provocam cansaço, fadiga e sonolência durante o dia, baixa produtividade no trabalho e perdas em suas interações sociais.

A fragmentação do sono decorrente da apneia pode gerar uma série de danos graves à saúde da mulher, tais como: anemia, distúrbios renais, aumento da pressão arterial, distúrbios metabólicos e cardiovasculares, neuropatias e síndromes demenciais.

Distúrbios do Sono na Menopausa – Fogachos

O cenário de diminuição dos hormônios estrogênio e testosterona, devido à menopausa, leva a mulher a outra condição prejudicial ao sono: os fogachos.

Os fogachos, como são chamadas as famosas ondas de calor que marcam a menopausa, provocam desconforto à mulher e fragmentam seu sono, uma vez que fazem com que ela acorde diversas vezes durante a noite por conta das mudanças de temperatura.

Distúrbios do Sono na Menopausa – Mudanças de Humor

Problemas emocionais decorrentes da menopausa, como as mudanças de humor, também contribuem para um quadro de insônia. As alterações de humor marcam predominantemente o início da menopausa, a fase de interrupção dos ciclos menstruais.

Nesta fase, é comum que a mulher enfrente mudanças de humor, depressão, ansiedade, condições que favorecem o desenvolvimento de distúrbios do sono na menopausa.

Além disso, os distúrbios emocionais somam-se à condição social, que muitas vezes não vai bem. Problemas no casamento, filhos saindo de casa, o ponto de vista do envelhecimento… são muitos os fatores que podem afetar o aspecto emocional da mulher e colaboram para a má qualidade de seu sono.

Distúrbios do Sono na Menopausa – Buscando Ajuda Médica

Você está enfrentando distúrbios do sono na menopausa e não sabe como combatê-los? Não hesite em buscar ajuda de um médico especialista em sono, e siga suas orientações para melhorar suas noites de sono.

Certamente, bons hábitos de saúde, tais como a prática regular de exercícios físicos e uma dieta alimentar equilibrada, aliados ao acompanhamento médico adequado, são fundamentais no combate aos distúrbios do sono na menopausa. Durma melhor, marque uma consulta com um médico do sono!

Álcool e Apneia do Sono

Consumo de Álcool e a Apneia do Sono

A apneia do sono caracteriza-se por ruídos e interrupções na respiração do paciente, que repetem-se ao menos cinco vezes durante o sono.

Conhecida predominantemente pelo ronco que provoca, a condição é responsável por uma lista extensa de sintomas potencialmente graves, que afetam significativamente a qualidade de vida dos pacientes. Estima-se que cerca de 30% da população brasileira adulta sofre de apneia do sono.

Pacientes que sofrem de apneia do sono têm agravada a oxigenação de seu sangue (a quantidade de sangue que foi oxigenada após passar pelo pulmão) devido ao consumo de álcool.

O consumo frequente de bebidas alcoólicas, mesmo que em níveis moderados, potencializa a gravidade do distúrbio do sono, sobretudo quando aliado a outros fatores de risco, como a obesidade e o tabagismo.

Álcool e Apneia do Sono

Consumo de Álcool e a Apneia do Sono

Segundo um estudo britânico realizado pelo Centro do Sono de Londres, o consumo de bebidas alcoólicas prejudica os ciclos do sono e pode ocasionar danos graves à saúde quando consumido usualmente antes de dormir, como a apneia do sono.

Embora o consumo de álcool diminua o tempo necessário para cair do primeiro sono, ele pode anular o ciclo do sono responsável pelo maior descanso do indivíduo, o sono REM, no qual ocorrem os nossos sonhos.

Apesar da existência de muitos defensores das doses moderadas de álcool antes de dormir – em algumas clínicas e asilos, inclusive, elas são servidas regularmente aos pacientes -, é necessário ter cautela em relação à ingestão destas bebidas.

Segundo Irshaad Ebrahim, diretor-médico do Centro do Sono de Londres, “devemos tomar muito cuidado com a bebida alcoólica (consumida) regularmente. Um ou dois copos à noite podem ser bons no curto prazo, mas se você continua usando uma dose antes de dormir, poderá causar problemas”.

O especialista afirma que, ao ingerir bebidas alcoólicas, é melhor esperar entre uma hora e meia a duas horas para dormir, até que o efeito do álcool passe.

Você está lendo: “Consumo de Álcool e a Apneia do Sono”.

Consumo de Álcool e Alterações do Sono

A partir do estudo britânico realizado, algumas alterações no sono relacionadas ao consumo de álcool foram identificadas, assim como a relação entre o consumo de álcool e a apneia do sono

Primeiramente, a bebida acelera o início do sono. Em seguida, faz com que a pessoa entre em um sono profundo. Essas alterações assemelham-se às provocadas pelos remédios antidepressivos, e até parecem ser bons efeitos colaterais.

Entretanto, a terceira e última mudança é a prejudicial, e impacta o padrão do sono a partir da segunda metade da noite: o consumo de álcool reduz a duração do sono REM, o ciclo do sono que inclui nossos sonhos.

Os resultados do estudo demonstram que ingerir bebidas alcoólicas antes de dormir não é uma prática saudável, e não é útil para obter uma noite de sono de qualidade. Por mais que a pessoa caia rapidamente no sono profundo, o mesmo é interrompido mais tarde.

Como consequência, o sono torna-se menos repousante, pode gerar ronco e até mesmo interrupções na respiração do paciente, configurando um quadro de apneia do sono. Além disso, o álcool deixa a pessoa desidratada e comumente ela tem de levantar para ir ao banheiro durante a noite.

No caso dos pacientes que já sofrem com a apneia do sono, a recomendação é evitar o consumo de álcool, uma vez que o mesmo tem potencial de agravar o quadro do transtorno, além de desconfigurar ainda mais seus padrões de sono.

Distúrbios Emocionais

Distúrbios Emocionais e Insônia – Compreenda a Relação

Estima-se que cerca de 80 milhões de brasileiros sofram com a insônia, distúrbio do sono caracterizado por dificuldades para dormir, despertares frequentes durante a noite e má qualidade do sono.  

A insônia trata-se de um transtorno resultante da interação de fatores físicos, biológicos, genéticos, sociais, psiquiátricos e emocionais. A emoção possui um efeito muito poderoso sobre a química do cérebro e o sono.

Distúrbios Emocionais

Distúrbios Emocionais e Insônia

Distúrbios emocionais, tais como desequilíbrio, traumas, ansiedade, depressão, mudanças de hábitos, perda de emprego, luto e preocupações são fatores que podem influenciar no surgimento de um quadro de insônia e até mesmo no desenvolvimento da insônia crônica.

A insônia, entre outros distúrbios do sono em geral que privem o indivíduo de noites de sono reparadoras, têm potencial de danificar o cérebro, em especial as regiões relacionadas às emoções e à consciência.

Trata-se, portanto, de uma relação bilateral: da mesma forma que os distúrbios de cunho emocional podem ocasionar um quadro de insônia, o distúrbio do sono pode também culminar em problemas emocionais e psiquiátricos no paciente.

Distúrbios Emocionais e Insônia – Compreenda a Relação

Existe uma relação entre distúrbios emocionais e insônia: aproximadamente 40% das pessoas que apresentam insônia crônica sofrem de problemas emocionais ou psiquiátricos, incluindo estresse, depressão, bipolaridade, ansiedade, pânico, transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) e paranoia.

É importante saber que a insônia não é um distúrbio aleatório: sua origem remete ao histórico e ao estilo de vida do paciente, inclusive no âmbito emocional e psicológico.

Qualquer mudança significativa no estado emocional do indivíduo pode contribuir para um quadro de insônia aguda. Preocupação, tristeza, medo, alegria e exaltação são estados que alteram a química do cérebro e provocam interrupções e perturbações no sono.

Pesquisas indicam que pacientes que sofrem de insônia apresentam lesões concentradas no hemisfério direito do cérebro, responsável pelas emoções, além de redução na integridade da região responsável pela regulação da consciência, do sono e do estado de alerta.

Distúrbios Emocionais e Insônia – Tratamento

Sabendo que a relação entre distúrbios emocionais e insônia é bilateral, um bom tratamento para o distúrbio do sono deve ser voltado também ao estado emocional do paciente, e vice-versa. Compreender qual é a causa da insônia é um fator determinante na eficácia do tratamento e do combate definitivo da doença.

Um hábito comum entre pessoas que sofrem de insônia é a ingestão de medicamentos para dormir sem prescrição médica. Essa conduta pode trazer prejuízos ainda maiores à saúde do paciente e agravar o quadro do distúrbio do sono.

O primeiro passo do tratamento da insônia é identificar a causa da desordem do sono, e trabalhar a base do problema. Sessões de psicoterapia podem ajudar no tratamento: a evolução do quadro emocional do paciente tende a minimizar os sintomas do distúrbio.

Em alguns casos, é necessário aliar o acompanhamento psiquiátrico ao tratamento da insônia, quando os especialistas julgam necessária a introdução de medicamentos em conjunto à intervenção psicoterapêutica.

Existem outros métodos de tratar os distúrbios emocionais e, consequentemente, tratar a insônia, tais como: meditação, visualização, relaxamento, terapia cognitivo-comportamental (TCC), treinamento autógeno, biofeedback, hipnose, respiração compassada, relaxamento muscular progressivo e tratamento homeopático clássico.

Pare de sofrer com a insônia! Procure um médico do sono e dê início à investigação para identificar a causa da desordem. Ele prescreverá o tratamento adequado de acordo com suas especificidades. Evite a automedicação.

International Surgical Sleep Society

9th International Surgical Sleep Society Meeting em Munich

No período de 5 a 7 de abril de 2018 o Núcleo de Otorrinolaringologia de São Paulo teve a honra de participar do 9th International Surgical Sleep Society Meeting em Munich.

International Surgical Sleep Society

Esta foi mais uma oportunidade para criar e fortalecer laços em nível global, trocando experiências com profissionais da Cirurgia do sono em todo o mundo!

O encontro foi focado na fisiopatologia da apneia obstrutiva do sono (AOS) e suas opções de tratamento. Pudemos participar de uma série de eventos educacionais ao vivo, envolvendo líderes de opinião, resumos científicos, discussões de casos e dicas técnicas, em diferentes workshops.

International Surgical Sleep Society

A International Surgical Sleep Society consiste numa organização mundial das mais importantes, dedicada à avaliação cirúrgica e ao tratamento de pacientes com distúrbios do sono. A ISSS realiza reuniões científicas internacionais que proporcionam aos cirurgiões de todo o mundo discutir os avanços na cirurgia do sono e compartilhar seus achados de pesquisa.

Essas reuniões forneceram a base para as iniciativas de pesquisa em andamento do ISSS, que ajudarão os pacientes com ronco ou apneia obstrutiva do sono e os cirurgiões que cuidam deles.

Os congressos do ISSS reúnem muitos dos especialistas do mundo em cirurgia do sono para apresentações e intercâmbios sobre novos tratamentos e pesquisas inovadoras. Essas conferências internacionais são realizadas em todo o mundo, refletindo o compromisso de compartilhar experiências e insights para avançar no campo da cirurgia do sono.

Programa desta Edição em München, Alemanha

Entre os principais tópicos abordados nesta conferência, podemos destacar os seguintes:

  • Visão geral na apneia obstrutiva do sono para 2018;
  • A individualização do tratamento da AOS – além do CPAP;
  • CPAP e seu futuro em um mundo de tratamentos diversificados de OSA;
  • O papel do nariz nas vias aéreas superiores;
  • Modificações cirúrgicas do palato mole I (ronco);
  • Modificações cirúrgicas do palato mole II (AOS);
  • Estimulação do nervo hipoglosso
  • CPAP e aparelho bucal e avanço maxilomandibuar (MMA);
  • Tratamentos combinados com cirurgia multi-nível;
  • Distúrbio respiratório do sono pediátrico – papel das terapias conservadoras e cirúrgicas.

Sobre Munique, a Sede do Evento

Além disso, esta também foi uma excelente oportunidade para explorar a capital da Baviera, Munique, e explorar o centro histórico com vários locais famosos, como a “Marienplatz”, “Viktualienmarkt” ou a “Maximilianstraße”.

Agora, de volta ao Brasil, estamos ansiosos para colocar em prática todas as experiências trocadas com nossos colegas da área!

Apneia e Hipertensão

Compreenda a Relação entre Apneia e Hipertensão

Diversas pesquisas já apontaram a Relação entre Apneia e Hipertensão. Ou seja, que a apneia do sono pode elevar os riscos de hipertensão arterial, assim como a hipertensão pode causar apneia do sono e piorar as condições respiratórias de quem sofre da doença. Trata-se de uma relação bilateral.

Os distúrbios do sono estão cada vez mais presentes na vida da sociedade moderna, uma vez que estamos cada vez mais expostos a fatores prejudiciais à qualidade do sono, tais como estresse, obesidade, ansiedade, etc.

O distúrbio do sono mais comum é chamado de apneia obstrutiva do sono: a condição atinge cerca de 33% da população e caracteriza-se por engasgos e roncos durante a noite, provenientes de uma respiração rápida e com repetidas interrupções por hora, devido a uma obstrução da via aérea superior.

Apneia e Hipertensão

Apneia e Hipertensão

A relação entre apneia do sono e hipertensão arterial é mútua, uma vez que ambas condições andam juntas: em qualquer país do mundo, de 30 a 50% da população que sofre de hipertensão arterial têm apneia do sono, especialmente os pacientes que apresentam hipertensão resistente a diferentes possibilidades de tratamento já realizados.  

Pacientes com apneia obstrutiva do sono apresentam chance quatro vezes maior de desenvolver hipertensão arterial resistente, mesmo com o tratamento medicamentoso adequado. Essa junção entre ambas condições está associada a uma elevação significativa do risco de danos mais graves à saúde, como ataque cardíaco e AVC (Acidente Vascular Cerebral).

A apneia do sono incide principalmente sobre homens na faixa etária de 30 a 70 anos. Muito dos pacientes que sofrem de pressão arterial elevada, além de apresentarem essas características, também são obesos, o que justifica a quantidade de pessoas afetadas por ambas condições de saúde.

Tratamento de Pacientes com Apneia e Hipertensão

O tratamento para apneia do sono traz consequências positivas para a hipertensão. Um estilo de vida equilibrado e uma dieta alimentar balanceada é o primeiro método de prevenção e tratamento da apneia do sono.

Evitando fatores de risco como excesso de peso, tabagismo, alcoolismo e uso de sedativos, você consequentemente estará prevenindo o distúrbio.

Tratamento com CPAP

Uma possibilidade de tratamento para a hipertensão arterial é o uso de CPAP: essa terapia pode reduzir até 3mmHg da pressão arterial média e 2.6mmHg da pressão arterial sistólica. Este tratamento associado ao uso de medicamentos anti-hipertensivos possui impacto ainda maior. O uso de espironolactona reduz significativamente a hipertensão arterial desses pacientes.

Entretanto, há uma certa resistência da parte dos pacientes em realizar o tratamento com uso de CPAP: muitos se queixam a respeito do sufocamento provocado pela máquina durante o sono e da pouca eficácia da ferramenta na redução da hipertensão.

Outra estratégia de tratamento para pacientes com apneia do sono e hipertensão arterial é a mudança de hábitos de higiene do sono, perda de peso, alimentação e outros fatores de risco. A abordagem cirúrgica da via aérea pode auxiliar no tratamento em alguns dos casos.

A percepção dos sintomas e diagnóstico precoce favorecem a eficiência do tratamento; por isso, o acompanhamento médico é fundamental.

Apneia do Sono e Obesidade

Apneia do sono e Obesidade – Compreenda esta Relação

A apneia do sono não se trata de um simples ronco: o distúrbio caracteriza-se pela obstrução completa do fluxo de ar pelo nariz ou pela boca, durante 10 segundos ou mais. A condição pode acarretar em danos mais graves à saúde do paciente, uma vez que minimiza a concentração de oxigênio no sangue.

Além da redução da oxigenação no sangue, o paciente de apneia do sono sofre de despertares frequentes durante a noite, o que culmina em cansaço, fadiga e sonolência durante o dia, baixa produtividade no trabalho, além de prejudicar suas interações sociais.

O exame que investiga e identifica a presença da apneia do sono é a polissonografia, realizado em ambiente laboratorial através da monitorização de diversos parâmetros, como eletrocardiograma e oxigenação.

Há uma relação entre apneia do sono e obesidade: ambas condições andam juntas e se retroalimentam. O excesso de peso está entre os principais fatores de risco para desenvolvimento do distúrbio do sono.

Apneia do Sono e Obesidade

Relação entre Apneia do Sono e Obesidade

A associação entre apneia do sono e obesidade tem sido estudada há muitos anos. Com o avanço da medicina e o surgimento de exames diagnósticos (sobretudo a polissonografia), tal hipótese foi esclarecida e confirmada.

O excesso de peso corporal é um dos principais fatores de risco para a síndrome, devido ao acúmulo de gordura que ocorre na região do pescoço. Esse fator provoca o estreitamento da faringe, além de alterar suas propriedades físicas, favorecendo um maior colapso.

Estudos recentes indicam que a apneia do sono, por sua vez, parece influenciar o metabolismo lipídico, fator que contribui para o acúmulo de gordura do paciente.

Trata-se, portanto, de uma relação bilateral: a obesidade contribui para o desenvolvimento da apneia do sono, enquanto esta influencia no acúmulo de gordura, prejudicando a perda de peso.

Compreendendo a associação entre apneia do sono e obesidade, facilmente entende-se que o tratamento desses pacientes deve englobar ações simultâneas e conjuntas para combate de ambas condições.

Apneia do sono e Obesidade – Tratamento

O tratamento para controle da apneia do sono nem sempre requer a utilização de aparelhos. Nos casos em que a doença está associada à obesidade, programas de reeducação alimentar em junção a mudanças de hábitos e prática de exercícios físicos são métodos eficazes no combate à doença.

Entretanto, cada caso contém as suas particularidades e a avaliação de um especialista para orientação do tratamento adequado é fundamental. Afinal, a obesidade é somente um dos diversos fatores desencadeantes da doença.

Apneia do sono e Obesidade –  Prevenção

Sabendo que a obesidade pode desencadear a apneia do sono, a principal forma de prevenção é um estilo de vida saudável, que inclua uma dieta alimentar equilibrada em junção à prática regular de exercícios físicos.

O tabagismo pode influenciar também no desenvolvimento da apneia do sono. Deixar o cigarro de lado e maneirar na ingestão de bebidas alcoólicas são métodos de prevenir a doença, uma vez que tais excessos interferem no ciclo do sono e no relaxamento da musculatura da garganta.

 

Tratamento para Ronco

Estratégias de Tratamento para Ronco

O ronco trata-se de um ruído, que ocorre durante o sono, decorrente de vibrações da mucosa e dos músculos da garganta. Roncar, além de ser um alvo de sátiras populares, pode ser um indício de doenças potencialmente fatais, como a apneia do sono. Neste artigo, vamos abordar as principais estratégias de tratamento para ronco.

Tratamento para Ronco

Quando dormimos, conforme nos aprofundamos no sono, nossos músculos se relaxam mais e mais. Para quem possui predisposição, esse relaxamento causa uma obstrução das vias aéreas, fazendo com que os tecidos vibrem e o ronco seja emitido.

Quando esse quadro se agrava, pode acarretar em uma doença fatal denominada apneia do sono. Esta ocorre quando a obstrução da região afetada se torna total.

Como Identificar o Ronco Incomum

Ao menos uma vez na vida, todas as pessoas já roncaram durante o sono. O ato ocorre naturalmente após um dia excessivamente exaustivo ou após a ingestão de bebidas alcoólicas, por exemplo. Entretanto, quando o ronco é frequente, é importante ficar atento.

Quando o paciente notar que o ronco está presente em todas as suas noites de sono, é importante procurar o médico de sua confiança, que será capaz de diagnosticar se o ronco é ou não um indicativo de prejuízos mais graves à saúde. Médicos especialistas em distúrbios do sono são capazes de realizar esse diagnóstico.

As causas do ronco variam de pessoa para pessoa: pode ter relação com alterações ortodônticas e do esqueleto facial, e até mesmo com obesidade.

Polissonografia é a denominação do exame indicado para investigação do ronco: através deste, é possível identificar a gravidade do distúrbio do sono e se há presença de doenças mais graves no paciente, como a apneia do sono.

Estratégias de Tratamento para Ronco

Após o diagnóstico, o médico poderá prescrever o melhor tratamento para cada caso. É possível livrar-se do ronco seguindo algumas simples estratégias de tratamento para ronco.

  • Perda de Peso

A obesidade é um problema muito sério que afeta diversos brasileiros, e também uma das causas do ronco. Isso ocorre porque a pessoa que tem gordura acumulada no pescoço, em torno da garganta, tem maiores chances de ter a mesma fechada durante o sono, devido ao estreitamento da faringe.

Em alguns dos casos, a perda de peso pode ser eficaz na cura do ronco; em outros, não é suficiente para a resolução do problema.

  • Moderação no Consumo de Bebidas Alcoólicas

O consumo de álcool, principalmente no período noturno, agrava ainda mais o quadro de relaxamento dos músculos durante o sono. Para evitar o relaxamento exagerado dos músculos, a moderação com o consumo de bebidas alcoólicas é uma atitude positiva.

  • Hábitos Saudáveis

Buscar a melhor posição na hora de dormir para evitar o ronco, preferencialmente de lado, assim como evitar dormir com a barriga para cima, podem ajudar no processo.

Evitar a ingestão de alimentos e bebidas alcoólicas três horas antes de dormir, e consumir alimentos leves durante a noite também são métodos positivos no tratamento do ronco.

  • Tratamento de Alergias Respiratórias

Pacientes portadores de alergias respiratórias, como rinite e bronquite alérgica, tendem a roncar durante o sono, pois estão geralmente com o nariz entupido. O ronco pode ser gerado pelo esforço da pessoa para respirar e se desviar da congestão nasal.

A única alternativa nesses casos é o tratamento das alergias respiratórias, para diminuir a intensidade do ronco.

  • Alinhamento dos Dentes

Dentes desalinhados e problemas na arcada dentária são fatores que podem contribuir com o aparecimento do ronco. O caso deve ser tratado com o especialista que identificará a raiz do problema e indicará o melhor tratamento.

  • Aparelho Intraoral

Em alguns casos, o paciente pode necessitar de um aparelho feito pelo dentista especializado em medicina do sono. Contudo, sua utilização não é adequada em todos os casos.

Feito sob medida, na hora de dormir, o aparelho deve ser posicionado ente os dentes superiores e inferiores, de maneira confortável. Através de sua utilização, a mandíbula é reposicionada, assim como toda a musculatura orofaríngea, e assim as vias aéreas são desobstruídas, eliminando totalmente o ronco e a apneia.

  • Cirurgias

Nos casos mais graves de ronco, pode haver necessidade da realização de procedimentos cirúrgicos. Os fatores determinantes da cirurgia ideal variam de pessoa para pessoa; eis a necessidade do diagnóstico de um especialista.

Algumas intervenções cirúrgicas utilizadas no tratamento do ronco são: septoplastia, turbinectomia, amigdaletomia, uvulopalatoplastia, sinusectomia, remoção de pólipos nasais e implantes palatais.

  • CPAP

CPAP trata-se de um aparelho, utilizado pelos pacientes durante o sono, que introduz sob pressão o ar ambiente através de uma máscara facial/nasal. Esse tratamento é indicado apenas em casos mais graves de ronco, principalmente para portadores de apneia do sono, quando nenhum outro tipo de tratamento é acessível.

  • Implantes Estimuladores

Tratamento ainda não disponível no Brasil, os implantes estimuladores são um método mais eficaz e menos incômodo aos pacientes. Eles têm objetivo de evitar o relaxamento excessivo dos músculos da garganta durante o sono.

Conclui-se que são muitas as estratégias de tratamento para ronco, e a indicação varia de acordo com a gravidade de cada caso. A semelhança entre tantos tratamentos é seu objetivo único: elevar a qualidade de vida dos pacientes, aliviando os sintomas do ronco e diminuindo o índice de mortalidade em casos de apneia do sono, por exemplo.

Quem poderá indicar o tratamento ideal para cada paciente é o especialista em distúrbios do sono, após a consulta médica e a realização dos devidos exames para diagnosticar o problema.

Cirurgia Ortognática

A Cirurgia Ortognática no Tratamento dos Distúrbios do Sono

A cirurgia ortognática trata-se de um procedimento que corrige e reposiciona os ossos da mandíbula e, consequentemente, corrige o posicionamento dentário de pessoas que apresentam assimetria óssea na região.

A cirurgia ortognática é segura, assertiva, apresenta alto índice de satisfação e traz resultados positivos para o paciente, elevando sua qualidade de vida e sua autoestima, pois melhora a harmonia da face, além das questões de saúde.

Um fato desconhecido por grande parte da sociedade é a eficácia da cirurgia ortognática no tratamento dos distúrbios do sono, como o ronco e a apneia do sono: pacientes que sofrem desses problemas podem também se beneficiar com a cirurgia.

Cirurgia Ortognática e os Distúrbios Respiratórios do Sono

Existe uma série de distúrbios do sono que afetam diretamente a qualidade de vida do paciente, acarretando, muitas vezes, em sérios prejuízos à sua saúde: o ronco, a Síndrome da Apneia Obstrutiva e a Hipopneia Obstrutiva são alguns desses distúrbios.

Muitas pessoas desenvolvem distúrbios do sono respiratórios devido a problemas no desenvolvimento dos ossos maxilares: disfunções nessa região podem afetar diretamente a qualidade do sono.

O paciente que apresenta retrognatismo (maxilar deslocado para trás) possui um estreitamento das vias aéreas inferiores e, quando está deitado, a passagem de ar nessa região diminui. Essas pessoas tendem a desenvolver distúrbios respiratórios durante o sono, principalmente a Síndrome da Apneia Obstrutiva.

A Síndrome da Apneia Obstrutiva é o distúrbio respiratório do sono mais comum. Caracteriza-se pelo ronco, impedimento completo ou parcial da circulação do ar nas vias aéreas durante o sono e, em alguns casos, sensação de sufocamento e micro paradas respiratórias.

Além da sensação de sonolência durante o dia do portador do distúrbio, por conta de não conseguir ter uma noite de sono plena, as consequências podem ser bem mais graves, tais como desordens cardiovasculares e até mesmo morte súbita.

O diagnóstico da condição é feito baseado no exame de polissonografia e através de investigações clínicas. A apneia do sono pode ser classificada em leve, moderada e grave, e seu tratamento varia de acordo com a gravidade de cada caso.

A Cirurgia Ortognática no Tratamento dos Distúrbios do Sono

A cirurgia ortognática realiza diversas funções quando executada, como correções na mordida, na alteração do esqueleto facial e na respiração.

O procedimento cirúrgico é realizado sempre em ambientes hospitalares, sob anestesia geral; o paciente permanece internado durante um dia, mas a duração da cirurgia é de aproximadamente quatro horas.

O profissional responsável pela execução da cirurgia ortognática para tratamento de distúrbios respiratórios de sono é o cirurgião buco-maxilo-facial.

Quando há obstrução na região respiratória por conta de complicações no crescimento dos ossos maxilares, a cirurgia ortognática deve ser a primeira opção no tratamento, e não reservada estritamente para casos severos.

Benefícios da Cirurgia Ortognática no Tratamento dos Distúrbios do Sono

Além de realizar ajustes estéticos na face do paciente, a cirurgia ortognática é considerada o tratamento cirúrgico mais eficaz para distúrbios respiratórios do sono. Como em qualquer ato cirúrgico, há possibilidade de complicações, mas o índice é muito baixo; na maior parte dos casos os resultados são assertivos.

Atualmente, não há necessidade da realização de cortes externos no rosto durante a cirurgia ortognática: o acesso é intraoral, possibilitando a ausência de cicatrizes.

Todos os movimentos da mandíbula do paciente são preservados, ou seja, o procedimento cirúrgico não deixa nenhuma sequela. Após a cirurgia, o paciente tem capacidade de falar e se alimentar normalmente.

Se você sofre de distúrbios respiratórios do sono, a cirurgia ortognática é capaz de te proporcionar novamente noites de sono plenas, e elevar sua qualidade de vida. Marque uma consulta e tire todas as suas dúvidas.