Horário de Atendimento:

8:00h - 20:00h

  • pt-br

Telefone:

(11) 5573-1970

Cirurgia Ortognática

A Cirurgia Ortognática no Tratamento dos Distúrbios do Sono

Um fato desconhecido por grande parte da sociedade é a eficácia da cirurgia ortognática no tratamento dos distúrbios do sono, como o ronco e a apneia do sono: pacientes que sofrem desses problemas podem também se beneficiar com a cirurgia.

Continue a leitura e saiba mais sobre a indicação e a realização deste procedimento.

A Cirurgia Ortognática

A cirurgia ortognática trata-se de um procedimento que corrige e reposiciona os ossos da mandíbula e, consequentemente, corrige o posicionamento dentário de pessoas que apresentam assimetria óssea na região. É segura, assertiva, apresenta alto índice de satisfação e traz resultados positivos para o paciente, elevando sua qualidade de vida e sua autoestima, pois melhora a harmonia da face, além das questões de saúde.

O termo ortognático deriva das palavras gregas “orto” (reto) e “gnathos” (mandíbulas). Abrange uma vasta gama de osteotomias maxilares e mandibulares empregadas para a correção e alinhamento de deformidades do esqueleto facial, a fim de obter forma, função e estética adequadas. Este é um serviço que é fornecido normalmente em conjunto com a terapia ortodôntica e visa corrigir grandes más oclusões dento-faciais.

Os Distúrbios Respiratórios do Sono

Existe uma série de distúrbios do sono que afetam diretamente a qualidade de vida do paciente, acarretando, muitas vezes, em sérios prejuízos à sua saúde: o ronco, a Síndrome da Apneia Obstrutiva, a Hipopneia Obstrutiva e a síndrome da resistência da via aérea superior são alguns desses distúrbios.

Muitas pessoas desenvolvem distúrbios do sono respiratórios devido a problemas no desenvolvimento dos ossos maxilares: disfunções nessa região podem afetar diretamente a qualidade do sono.

O paciente que apresenta retrognatismo (maxilar deslocado para trás) possui um estreitamento das vias aéreas inferiores e, quando está deitado, a passagem de ar nessa região diminui. Essas pessoas tendem a desenvolver distúrbios respiratórios durante o sono, principalmente a Síndrome da Apneia Obstrutiva.

A Síndrome da Apneia Obstrutiva é o distúrbio respiratório do sono mais comum. Caracteriza-se pelo ronco, impedimento completo ou parcial da circulação do ar nas vias aéreas durante o sono e, em alguns casos, sensação de sufocamento e micro paradas respiratórias.

Além da sensação de sonolência durante o dia do portador do distúrbio, por conta de não conseguir ter uma noite de sono plena, as consequências podem ser bem mais graves, tais como desordens cardiovasculares e até mesmo morte súbita.

O diagnóstico da condição é feito baseado no exame de polissonografia e através de investigações clínicas. A apneia do sono pode ser classificada em leve, moderada e grave, e seu tratamento varia de acordo com a gravidade de cada caso.

A Cirurgia Ortognática no Tratamento dos Distúrbios do Sono

A cirurgia ortognática realiza diversas funções quando executada, como correções na mordida, na alteração do esqueleto facial e na respiração.

O procedimento cirúrgico é realizado sempre em ambientes hospitalares, sob anestesia geral; o paciente permanece internado durante um dia, mas a duração da cirurgia é de aproximadamente quatro horas.

O profissional responsável pela execução da cirurgia ortognática para tratamento de distúrbios respiratórios de sono é o cirurgião buco-maxilo-facial.

Quando há obstrução na região respiratória por conta de complicações no crescimento dos ossos maxilares, a cirurgia ortognática deve ser a primeira opção no tratamento, e não reservada estritamente para casos severos.

Benefícios da Cirurgia Ortognática no Tratamento dos Distúrbios do Sono

Além de realizar ajustes estéticos na face do paciente, a cirurgia ortognática é considerada o tratamento cirúrgico mais eficaz para distúrbios respiratórios do sono. Como em qualquer ato cirúrgico, há possibilidade de complicações, mas o índice é muito baixo; na maior parte dos casos os resultados são assertivos.

Atualmente, não há necessidade da realização de cortes externos no rosto durante a cirurgia ortognática: o acesso é intraoral, possibilitando a ausência de cicatrizes.

Todos os movimentos da mandíbula do paciente são preservados, ou seja, o procedimento cirúrgico não deixa nenhuma sequela. Após a cirurgia, o paciente tem capacidade de falar e se alimentar normalmente.

Se você sofre de distúrbios respiratórios do sono, a cirurgia ortognática é capaz de te proporcionar novamente noites de sono plenas, e elevar sua qualidade de vida. Marque uma consulta e tire todas as suas dúvidas.

Artigo Publicado em: 14 de fevereiro de 2018 e Atualizado em 10 de abril de 2019

Hipertrofia de Adenoide em Adultos

A hipertrofia de adenoide é comum em crianças. O tamanho da adenoide aumenta até a idade de 6 anos, depois se atrofia lentamente e desaparece completamente com a idade de 16 anos. A hipertrofia de adenoide em adultos ainda é rara, mas está aumentando por várias causas.

O presente artigo aborda o aumento da massa adenoideana na nasofaringe, associados ou não à amigdalite crônica, assim como as causas da adenoide aumentada e as diferentes sintomatologias desses casos.

A Hipertrofia de Adenoide em Adultos

Os tecidos esponjosos (a adenoide), localizados entre a região do nariz e a região posterior à garganta, possuem uma tendência de reduzir o seu tamanho, por processos naturais do organismo. Isto acontece quando os indivíduos passam pela fase da adolescência e entram na fase adulta. Contudo, é muito comum que possam ocorrer os casos onde os pacientes adultos persistem a sofrer com esse incômodo.

Causas da Hipertrofia de Adenoide em Adultos

As adenoides são pequenas glândulas que começam a se formar ainda no período da gestação, enquanto o bebê está sendo formado na barriga, e o trabalho principal das mesmas no organismo é conseguir combater e prevenir a instalação de uma série de doenças no organismo, como as infecções, ou seja, elas possuem a mesma função que as amígdalas.

Por esse motivo, é extremamente comum que a hipertrofia de adenoide seja encontrada em pacientes com menor idade, fazendo com que eles possam ser mais afetados pelas infecções, e também de acordo com o fato de que as glândulas irão, geralmente, desaparecer conforme os mesmos avançarem para a idade adulta.

Nos casos em que as adenoides não são eliminadas do organismo, desaparecendo, elas podem também apresentar inflamações na vida adulta. Os sinais desse processo podem se dar em doenças do trato respiratório, infecções e diversos tipos de inflamações, e, um dos mais comuns, a apneia do sono.

As principais causas da disfunção de hipertrofia da adenoide em adultos se concentram nos fatores seguintes:

  • Disfunções do sistema de controle hormonal;
  • Obesidade e/ou sobrepeso;
  • Disfunções do sistema endócrino em adultos;
  • Tendências e heranças genéticas que influenciam na ocorrência do problema.

Hipertrofia de Adenoide em Adultos – Diagnóstico

Há uma série de procedimentos que podem ser realizados mediante ao acompanhamento com um profissional otorrinolaringologista especializado que possa indicar tanto os procedimentos para amenização dos sintomas, quanto para um tratamento mais intensivo.

Para os pacientes que apresentam alguns sintomas como a coriza, a dificuldade de respiração – principalmente no período noturno – e distúrbios do sono como a apneia, que é um dos principais sintomas que pode indicar a presença da doença em indivíduos adultos, e que é muito perigosa para a saúde, pois pode ocasionar problemas diversos devido à diminuição da qualidade do sono, o principal método de ação a partir da identificação dos sintomas é procurar a orientação de um médico especializado.

Por meio das consultas com o médico, é possível realizar exames que irão comprovar a ocorrência da hipertrofia de adenoide em adultos – o exame que geralmente é realizado nos casos de suspeita da doença é a rinoscopia, em que uma ferramenta específica localiza as glândulas da adenoide e identifica se elas estão inflamadas.

Hipertrofia de Adenoide em Adultos – Tratamento

A parte do diagnóstico para os adultos é extremamente importante, porque fará com que todos os sintomas e os prejuízos à saúde possam ser identificados de acordo com a sua relação com as glândulas inflamadas. A partir do mesmo, o tratamento a ser realizado poderá ocorrer de várias formas.

O curso de tratamento escolhido pelo profissional irá depender tanto do nível da inflamação presente nas glândulas de adenoide, quanto da necessidade de intervenção cirúrgica que pode se estabelecer de acordo com a extensão da mesma.

O método mais tradicional de tratamento para a hipertrofia de adenoide em adultos envolve a utilização de medicamentos de ação antibiótica, aliados também ao uso de medicamentos corticoides, que, de acordo com as orientações corretas do médico, podem surtir efeitos muito satisfatórios para os indivíduos que sofrem com as inflamações.

Alguns tipos de tratamentos naturais, para os indivíduos que preferirem evitar a utilização de medicamentos fortes como os citados acima, também podem ser eficazes, e é importante lembrar que o uso de soro fisiológico pode ser um ótimo método de manutenção para que o nariz possa se manter saudável e livre de infecções.

O processo de diagnóstico realizado com acompanhamento médico é muito importante, pois ele poderá identificar os casos de hipertrofia de adenoide em adultos que apresentam inflamações em graus mais elevados, fazendo com que seja necessário a retirada das glândulas por meio de procedimentos cirúrgicos, que fazem a raspagem das mesmas – a cirurgia é conhecida como adenoidectomia.

Para os pacientes que precisarem se submeter à cirurgia, não é preciso alarmar-se, pois o procedimento é completamente seguro, sendo realizado de forma rápida, e a recuperação tem um período de no máximo duas semanas.

Hipertrofia de Adenoide? Marque uma consulta e deixe-nos ajudar.

Artigo Publicado em: 10 de janeiro de 2018 e Atualizado em 03 de abril de 2019

Sono REM

Sono R.E.M. – O Que é e Qual Sua Importância

O sono é uma parte vital e extremamente importante para a otimização da saúde e manutenção de uma qualidade de vida adequada, ajudando o organismo humano a funcionar corretamente ao longo das horas que está acordado. Todas as partes do sono são muito importantes para a sua qualidade, mas o sono R.E.M. é especialmente fascinante porque é um momento de intensa atividade cerebral.

Além disso, essa fase do sono, dentre as muitas pelas quais nosso organismo passa, é muito importante também porque promove os métodos de aprendizado, fixando os conhecimentos e informações adquiridos ao longo dos dias, bem como cria os nossos sonhos.

Aproveitando a Semana do Sono, momento em que buscamos conscientizar sobre a necessidade de um sono de qualidade, fique conosco neste artigo para saber mais sobre essa fase do sono e sua importância.

O Sono R.E.M.

Enquanto temos o nosso descanso absolutamente necessário, que revitaliza e revigora o organismo, o corpo passa por uma série de ciclos de sono.

Os ciclos de sono ao longo da noite ocorrem em períodos que variam em torno de noventa e cento e vinte minutos de duração para cada, e o sono R.E.M. toma uma parte de cerca de 20% a 25% da proporção total dos ciclos ao longo da noite, podendo diminuir ao longo dos processos de envelhecimento – e, nos bebês, o sono R.E.M. ocorre por cerca de 80% do período da noite.

Como Acontece o Sono R.E.M.

Especificamente, o ciclo do sono R.E.M. se dá a partir da última metade do período de descanso, especialmente durante as três horas que se passam antes que o indivíduo desperte, e o componente do sono R.E.M. em cada ciclo de sono aumenta conforme a noite passa.

Como o nome sugere, a sigla se traduz em Rapid Eye Movements – do inglês ‘movimentos rápidos dos olhos’, o sono R.E.M. é o estado em que nossos olhos ficam se movendo de um lado para o outro enquanto permanecem fechados, um fenômeno que, aliás, pode ser monitorado e medido por um exame chamado eletro-oculografia.

Essa movimentação dos olhos não se dá de forma constante, mas sim de forma intermitente – ou seja, em fases. Embora diversos estudos sejam realizados a respeito do sono R.E.M., ainda não é sabido exatamente o propósito dos movimentos acelerados dos olhos durante esse ciclo do descanso, mas acredita-se que eles possam estar relacionados às imagens visuais internas que acontecem nos sonhos ao longo do período R.E.M.

Isso se dá especialmente por que essas imagens são associadas com picos de atividades cerebrais nas regiões que envolvem a utilização da visão – bem como em outros locais no córtex cerebral.

Por Que o Sono R.E.M. é Importante?

O sono R.E.M. é extremamente importante para a saúde e para todos os ciclos de sono porque é durante esse período em que são estimuladas as áreas do cérebro humano essenciais para os processos de aprendizado e para que o órgão possa realizar a criação e a retenção de novas memórias.

De acordo com estudos que privaram ratos da fase do sono R.E.M., sua expectativa de vida foi significativamente reduzida – de dois a três anos para cinco semanas. Os ratos que foram privados de todos os ciclos de sono viveram em média durante três semanas.

Portanto, a importância do sono R.E.M. está no fato de que, durante esse estágio do sono, nossos cérebros exercitam conexões neurais extremamente importantes que são a chave para o bem estar e a saúde, de forma geral, da mente e do corpo físico.

Despertares Durante o Sono R.E.M.

Embora a maioria das pessoas geralmente não seja acordada ao longo da duração do sono R.E.M., como alguns outros animais fazem, nós temos a tendência de acordar mais frequentemente ao longo dessa duração do que durante os outros estágios do descanso noturno.

Geralmente, esses micro despertares acontecem por períodos extremamente pequenos, durando apenas alguns segundos, e a pessoa que acorda geralmente não tem memória alguma da situação. Se muito estimulada, entretanto, uma pessoa pode acordar completamente, e, então, demorar um ciclo de sono inteiro, que se dá em torno de uma hora e meia a duas horas para conseguir dormir novamente.

Embora o sono R.E.M. tenha sido considerado amplamente como uma necessidade fisiológica, estudos recentes comprovam que, por exemplo, em casos onde os seres humanos são privados do estágio do sono R.E.M., eles tendem a compensar essa atividade ao sonharem durante os outros ciclos de sono.

Outros animais, por exemplo, quando não podem realizar o ciclo de sono R.E.M. por um período de até dois meses, parecem serem capazes de continuar suas vidas com pouca ou nenhuma mudança em relação à seus comportamentos ou apresentarem danos ou prejuízos à saúde física.

Mas é importante salientar a importância de um sono completo e reparador, que inclui estágios de sono R.E.M. Se você sente que poderia dormir melhor, marque uma consulta e deixe-nos ajudar a melhorar a qualidade do seu sono.

Publicado em: 23 de janeiro de 2018 e atualizado em: 20 de março de 2019

Bruxismo Infantil

Bruxismo Infantil – Saiba Mais

 

Uma das doenças mais mal diagnosticadas entre os pequenos, o Bruxismo Infantil, tem sido pauta para discussões que envolvem principalmente o aspecto social do convívio das crianças num mundo que exerce cada vez mais pressão sobre os indivíduos.

Continue a leitura para saber mais sobre este distúrbio do sono, suas causas e formas de tratamento.

O Bruxismo Infantil

Justamente por não ser uma doença cuja conversa e compreensão é incentivada para os pequenos, até mesmo pela falta de comunicação dos mesmos em relação aos sintomas, o bruxismo infantil pode ser extremamente prejudicial para a saúde em geral das crianças caso não seja tratado corretamente.

A percepção das crianças em relação ao mundo que as cerca pode ser um enigma para os adultos, por isso, para uma maior compreensão dos fatores que podem levar os pequenos a desenvolverem este tipo de comportamento involuntário, é essencial que haja uma observação extremamente detalhada por parte dos adultos.

Para além disso, é crucial entender também que o bruxismo infantil pode ser o causador de inúmeras enfermidades caso não seja diagnosticado e tratado de forma correta: a mastigação, método principal para a nutrição das crianças e dos seres humanos em geral, pode ser muito prejudicada, levando a complicações mais sérias caso o problema não seja corrigido à tempo.

Como Ocorre o Bruxismo Infantil?

O bruxismo infantil ocorre da mesma maneira que o bruxismo em adultos: se dá por meio da contração e do ranger dos músculos da face e da mandíbula, afetando a saúde dos dentes, bem como causando dores de cabeça, dores musculares na face, e uma série de problemas que estas consequências podem ocasionar.

É uma doença de cunho psicológico em sua maioria, mas estudos recentes apontam a influência de doenças respiratórias nas crianças que podem ser a causa do bruxismo infantil em uma grande parcela das mesmas.

Quais São as Causas do Bruxismo Infantil?

Há inúmeras causas possíveis para que as crianças passem a ranger os dentes durante o sono de forma a prejudicarem a dentição e os processos que envolvem a evolução da mesma, bem como os que dependem dela, como a mastigação, a respiração adequada e um funcionamento na vida social efetivo.

As crianças que passam por situações estressantes, como o divórcio dos pais, a realização de uma rotina que seja cheia de estímulos, bem como diversas outras situações em convívios sociais como mudanças de escolas e ambientes familiares podem sofrer com o bruxismo infantil como resultado.

Como mencionado anteriormente, é necessário entender que as doenças respiratórias como a rinite e a sinusite, que afetam profundamente os mecanismos das vias aéreas e, consequentemente, o funcionamento da mandíbula e da dentição durante a noite, podem agir também como causas da enfermidade, piorando a condição inclusive delas próprias.

Por Que o Bruxismo Infantil é de Difícil Diagnóstico e Tratamento?

Para a maioria dos adultos, entender e comunicar-se com uma criança de uma forma que seja horizontal e equivalente pode apresentar-se como um desafio e tanto. Por este motivo, é comum que as dores e sintomas que são exibidos pelos pequenos possam atuar de forma a descartar completamente a possibilidade dela estar sofrendo com o bruxismo infantil.

Fora isso, os sintomas associados a esta doença podem ser muito enganadores: as dores de cabeça, o sono durante o dia devido a um mau descanso durante a noite, a dificuldade de consumir produtos quentes ou frios pelo desgaste sofrido pela dentição… todos estes fatores podem apontar uma série de enfermidades antes que os pais possam pensar em bruxismo infantil.

Assim, para que os profissionais médicos possam conseguir analisar de forma ampla e correta para que seja feito o diagnóstico do caso de bruxismo infantil, é necessário que os pais estejam sempre atentos a todos os sintomas.

Estes sintomas muitas vezes são descartados por métodos e remédios que mascaram os mesmos, como remédios para dor e a sonequinha da tarde, que livra a criança de continuar cansada ao longo do dia, criando um ciclo ainda maior dos sintomas.

Tratamentos para o Bruxismo Infantil

Os tratamentos para o bruxismo infantil são similares aos tratamentos para o bruxismo em adultos, ou seja, é extremamente recomendada a utilização de uma placa para a contenção dos movimentos involuntários sofridos pela mandíbula ao decorrer das noites de sono, mas, para além disso, o acompanhamento psicológico das crianças e adultos também se torna essencial.

Entender quais são as causas emocionais e de diversas outras áreas que estão causando o aparecimento dos sintomas nas crianças é uma questão de necessidade: é a partir da compreensão destes sintomas que os médicos poderão conseguir tratar a raiz dos problemas, possibilitando uma melhor qualidade de vida às crianças, ao se livrar do bruxismo infantil.

O acompanhamento psicológico é, de fato, uma ótima ferramenta para conseguir fazer com que as crianças possam estar em contato constante com as suas indagações, medos, anseios e felicidades, o que pode ser crucial durantes os processos de desenvolvimento tanto da personalidade das mesmas quanto da sua atuação em sociedade.

Aqui no Núcleo de Otorrinolaringologia e Medicina do Sono, dispomos de uma equipe multidisciplinar totalmente qualificada para o tratamento de bruxismo em todas as idades. Marque uma consulta e venha conhecer o nosso trabalho.

Artigo Publicado em: 3 de outubro de 2017 e Atualizado em 20 de fevereiro de 2019

disfuncao-eretil

Disfunção Erétil na Apneia do Sono

A apneia do sono é um distúrbio caracterizado pela ocorrência frequente de obstrução da via aérea superior durante o sono. A condição pode acarretar em múltiplas consequências clínicas, incluindo alterações na regulação neural, hormonal e vascular, que favorecem o desenvolvimento de um quadro de DE (Disfunção Erétil).

Disfunção erétil é o termo empregado para a incapacidade consistente em obter ou manter uma ereção peniana que conceda uma relação sexual efetiva. A incidência da condição se dá sobre homens, sobretudo na faixa etária dos 40 aos 69 anos.

Uma pesquisa, realizada por um grupo de estudiosos e divulgada na Revista Portuguesa de Pneumologia, analisou uma amostra de indivíduos com apneia do sono, com objetivo de determinar a prevalência da disfunção erétil nestes pacientes.

disfuncao-eretil

Disfunção Erétil na Apneia do Sono

No estudo, foram incluídas 62 pessoas do sexo masculino, com idade média de 52 anos e com diagnóstico recente de SAOS (Síndrome de Apneia Obstrutiva do Sono). Eles preencheram um questionário composto por cinco questões relativas à função erétil e satisfação.

A pontuação obtida no questionário do estudo varia de 5 a 25, e compreende as classificações de disfunção erétil em cinco categorias: ausente, leve, leve à moderada, moderada e grave.

Todos os participantes da pesquisa foram submetidos a exames que calculam o número de episódios de apneia, assim como o índice de dessaturação de oxigênio por hora de sono.

Disfunção Erétil na Apneia do Sono – Resultados do estudo

Os resultados do estudo evidenciaram que diversos fatores se associam à disfunção erétil nos pacientes de apneia do sono, incluindo faixa etária, diabetes, obesidade, tabagismo, alcoolismo, hipertensão arterial, determinados tipos de medicação e antecedentes clínicos pessoais (como a ocorrência de um AVC, por exemplo).

Estima-se que a prevalência de disfunção erétil em pacientes com apneia é de 64,4%, sendo leve em 38,7%, de leve a moderada em 17,7%, moderada em 3,2% e grave em 4,8%.

O envelhecimento é um dos fatores mais determinantes na agravação do quadro de DE. Os grupos que apresentam algum dos fatores de risco citados estão diretamente associados aos episódios mais severos de disfunção erétil na apneia do sono.

Os resultados da pesquisa constataram também que a prevalência de disfunção erétil é maior no grupo de pacientes com quadros mais avançados de apneia do sono.

Disfunção Erétil na Apneia do Sono – Buscando Ajuda Médica

A disfunção erétil é uma condição mais comum do que se pensa entre os pacientes de apneia do sono; entretanto, muitos escondem e subestimam o problema devido ao constrangimento e à dificuldade em aceitar a condição e buscar ajuda médica.

Existem tratamentos disponíveis e eficazes relacionados à disfunção erétil na apneia do sono. Não deixe que o constrangimento te impeça de buscar ajuda médica, e não tenha medo do diagnóstico; quanto antes a condição for detectada, melhor será seu prognóstico.

Se você sofre de disfunção erétil na apneia do sono, não hesite em marcar uma consulta com o médico do sono de sua confiança. O tratamento da apneia do sono promove uma melhora no quadro de DE.

disturbios-sono

Distúrbios do Sono na Menopausa

Os distúrbios do sono costumam ser mais frequentes entre mulheres: a Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo afirma que há uma diferença de 30% de incidência entre mulheres e homens. A chegada da menopausa, que ocorre em torno dos 50 anos da mulher, pode potencializar esse problema.

A menopausa é a fase da vida das mulheres que corresponde à interrupção de sua etapa fértil, quando os ovários deixam de produzir o principal hormônio feminino, denominado estrogênio. É o período de 12 meses após a última menstruação espontânea da mulher, que marca a transição entre seu período reprodutivo e não-reprodutivo.

Após a menopausa, muitas mulheres passam a apresentar distúrbios do sono, e no caso das que já apresentavam dificuldades para dormir, as queixas tornam-se mais prevalentes.

disturbios-sono

Distúrbios do Sono na Menopausa

A menopausa é um marco de muitas mudanças na vida da mulher, incluindo sua saúde geral e seu perfil de doenças.

Estudos evidenciam que mulheres na menopausa apresentam uma dificuldade maior para dormir, assim como para manter o sono, fatores que minimizam, assim, sua eficiência. A má qualidade do sono pode comprometer suas atividades cotidianas, seu bem-estar mental e físico durante o dia e, consequentemente, sua qualidade de vida.

O aumento dos distúrbios do sono decorrente da menopausa deve-se às mudanças hormonais que ocorrem nesta fase. A mulher nasce com um “estoque” de óvulos que produzirá ao longo de toda a vida. Quando este estoque acaba, os hormônios que até então eram produzidos pelos ovários (progesterona e estrogênio) também sofrem um declínio.

O neurologista Álvaro Pentagna, do Ambulatório de Sono no Adulto do Hospital das Clínicas da USP, explica que a redução destes hormônios origina distúrbios que prejudicam a qualidade do sono da mulher, como a insônia:

“A progesterona é um hormônio que tem o potencial de fazer a pessoa ter mais sono, é como se fosse um indutor de sono. A mulher que engravida, por exemplo, tem o nível de progesterona aumentado, por isso sente aquele monte de sono no início da gestação. Na menopausa acontece o contrário. A progesterona cai e piora a qualidade do sono da mulher”.

Distúrbios do Sono na Menopausa – Apneia do Sono

O hormônio progesterona possui uma propriedade protetora das vias aéreas respiratórias. Quando deixa de ser produzido, a mulher torna-se mais vulnerável ao desenvolvimento de distúrbios respiratórios associados ao sono, como a apneia obstrutiva do sono.

A apneia do sono caracteriza-se pela obstrução completa do fluxo de ar pelo nariz ou pela boca, que ocorre durante o sono. Além de minimizar a concentração de oxigênio no sangue, a paciente de apneia do sono sofre de despertares frequentes durante a noite, que provocam cansaço, fadiga e sonolência durante o dia, baixa produtividade no trabalho e perdas em suas interações sociais.

A fragmentação do sono decorrente da apneia pode gerar uma série de danos graves à saúde da mulher, tais como: anemia, distúrbios renais, aumento da pressão arterial, distúrbios metabólicos e cardiovasculares, neuropatias e síndromes demenciais.

Distúrbios do Sono na Menopausa – Fogachos

O cenário de diminuição dos hormônios estrogênio e testosterona, devido à menopausa, leva a mulher a outra condição prejudicial ao sono: os fogachos.

Os fogachos, como são chamadas as famosas ondas de calor que marcam a menopausa, provocam desconforto à mulher e fragmentam seu sono, uma vez que fazem com que ela acorde diversas vezes durante a noite por conta das mudanças de temperatura.

Distúrbios do Sono na Menopausa – Mudanças de Humor

Problemas emocionais decorrentes da menopausa, como as mudanças de humor, também contribuem para um quadro de insônia. As alterações de humor marcam predominantemente o início da menopausa, a fase de interrupção dos ciclos menstruais.

Nesta fase, é comum que a mulher enfrente mudanças de humor, depressão, ansiedade, condições que favorecem o desenvolvimento de distúrbios do sono na menopausa.

Além disso, os distúrbios emocionais somam-se à condição social, que muitas vezes não vai bem. Problemas no casamento, filhos saindo de casa, o ponto de vista do envelhecimento… são muitos os fatores que podem afetar o aspecto emocional da mulher e colaboram para a má qualidade de seu sono.

Distúrbios do Sono na Menopausa – Buscando Ajuda Médica

Você está enfrentando distúrbios do sono na menopausa e não sabe como combatê-los? Não hesite em buscar ajuda de um médico especialista em sono, e siga suas orientações para melhorar suas noites de sono.

Certamente, bons hábitos de saúde, tais como a prática regular de exercícios físicos e uma dieta alimentar equilibrada, aliados ao acompanhamento médico adequado, são fundamentais no combate aos distúrbios do sono na menopausa. Durma melhor, marque uma consulta com um médico do sono!

Álcool e Apneia do Sono

Consumo de Álcool e a Apneia do Sono

A apneia do sono caracteriza-se por ruídos e interrupções na respiração do paciente, que repetem-se ao menos cinco vezes durante o sono.

Conhecida predominantemente pelo ronco que provoca, a condição é responsável por uma lista extensa de sintomas potencialmente graves, que afetam significativamente a qualidade de vida dos pacientes. Estima-se que cerca de 30% da população brasileira adulta sofre de apneia do sono.

Pacientes que sofrem de apneia do sono têm agravada a oxigenação de seu sangue (a quantidade de sangue que foi oxigenada após passar pelo pulmão) devido ao consumo de álcool.

O consumo frequente de bebidas alcoólicas, mesmo que em níveis moderados, potencializa a gravidade do distúrbio do sono, sobretudo quando aliado a outros fatores de risco, como a obesidade e o tabagismo.

Álcool e Apneia do Sono

Consumo de Álcool e a Apneia do Sono

Segundo um estudo britânico realizado pelo Centro do Sono de Londres, o consumo de bebidas alcoólicas prejudica os ciclos do sono e pode ocasionar danos graves à saúde quando consumido usualmente antes de dormir, como a apneia do sono.

Embora o consumo de álcool diminua o tempo necessário para cair do primeiro sono, ele pode anular o ciclo do sono responsável pelo maior descanso do indivíduo, o sono REM, no qual ocorrem os nossos sonhos.

Apesar da existência de muitos defensores das doses moderadas de álcool antes de dormir – em algumas clínicas e asilos, inclusive, elas são servidas regularmente aos pacientes -, é necessário ter cautela em relação à ingestão destas bebidas.

Segundo Irshaad Ebrahim, diretor-médico do Centro do Sono de Londres, “devemos tomar muito cuidado com a bebida alcoólica (consumida) regularmente. Um ou dois copos à noite podem ser bons no curto prazo, mas se você continua usando uma dose antes de dormir, poderá causar problemas”.

O especialista afirma que, ao ingerir bebidas alcoólicas, é melhor esperar entre uma hora e meia a duas horas para dormir, até que o efeito do álcool passe.

Você está lendo: “Consumo de Álcool e a Apneia do Sono”.

Consumo de Álcool e Alterações do Sono

A partir do estudo britânico realizado, algumas alterações no sono relacionadas ao consumo de álcool foram identificadas, assim como a relação entre o consumo de álcool e a apneia do sono

Primeiramente, a bebida acelera o início do sono. Em seguida, faz com que a pessoa entre em um sono profundo. Essas alterações assemelham-se às provocadas pelos remédios antidepressivos, e até parecem ser bons efeitos colaterais.

Entretanto, a terceira e última mudança é a prejudicial, e impacta o padrão do sono a partir da segunda metade da noite: o consumo de álcool reduz a duração do sono REM, o ciclo do sono que inclui nossos sonhos.

Os resultados do estudo demonstram que ingerir bebidas alcoólicas antes de dormir não é uma prática saudável, e não é útil para obter uma noite de sono de qualidade. Por mais que a pessoa caia rapidamente no sono profundo, o mesmo é interrompido mais tarde.

Como consequência, o sono torna-se menos repousante, pode gerar ronco e até mesmo interrupções na respiração do paciente, configurando um quadro de apneia do sono. Além disso, o álcool deixa a pessoa desidratada e comumente ela tem de levantar para ir ao banheiro durante a noite.

No caso dos pacientes que já sofrem com a apneia do sono, a recomendação é evitar o consumo de álcool, uma vez que o mesmo tem potencial de agravar o quadro do transtorno, além de desconfigurar ainda mais seus padrões de sono.

Distúrbios Emocionais

Distúrbios Emocionais e Insônia – Compreenda a Relação

Estima-se que cerca de 80 milhões de brasileiros sofram com a insônia, distúrbio do sono caracterizado por dificuldades para dormir, despertares frequentes durante a noite e má qualidade do sono.  

A insônia trata-se de um transtorno resultante da interação de fatores físicos, biológicos, genéticos, sociais, psiquiátricos e emocionais. A emoção possui um efeito muito poderoso sobre a química do cérebro e o sono.

Distúrbios Emocionais

Distúrbios Emocionais e Insônia

Distúrbios emocionais, tais como desequilíbrio, traumas, ansiedade, depressão, mudanças de hábitos, perda de emprego, luto e preocupações são fatores que podem influenciar no surgimento de um quadro de insônia e até mesmo no desenvolvimento da insônia crônica.

A insônia, entre outros distúrbios do sono em geral que privem o indivíduo de noites de sono reparadoras, têm potencial de danificar o cérebro, em especial as regiões relacionadas às emoções e à consciência.

Trata-se, portanto, de uma relação bilateral: da mesma forma que os distúrbios de cunho emocional podem ocasionar um quadro de insônia, o distúrbio do sono pode também culminar em problemas emocionais e psiquiátricos no paciente.

Distúrbios Emocionais e Insônia – Compreenda a Relação

Existe uma relação entre distúrbios emocionais e insônia: aproximadamente 40% das pessoas que apresentam insônia crônica sofrem de problemas emocionais ou psiquiátricos, incluindo estresse, depressão, bipolaridade, ansiedade, pânico, transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) e paranoia.

É importante saber que a insônia não é um distúrbio aleatório: sua origem remete ao histórico e ao estilo de vida do paciente, inclusive no âmbito emocional e psicológico.

Qualquer mudança significativa no estado emocional do indivíduo pode contribuir para um quadro de insônia aguda. Preocupação, tristeza, medo, alegria e exaltação são estados que alteram a química do cérebro e provocam interrupções e perturbações no sono.

Pesquisas indicam que pacientes que sofrem de insônia apresentam lesões concentradas no hemisfério direito do cérebro, responsável pelas emoções, além de redução na integridade da região responsável pela regulação da consciência, do sono e do estado de alerta.

Distúrbios Emocionais e Insônia – Tratamento

Sabendo que a relação entre distúrbios emocionais e insônia é bilateral, um bom tratamento para o distúrbio do sono deve ser voltado também ao estado emocional do paciente, e vice-versa. Compreender qual é a causa da insônia é um fator determinante na eficácia do tratamento e do combate definitivo da doença.

Um hábito comum entre pessoas que sofrem de insônia é a ingestão de medicamentos para dormir sem prescrição médica. Essa conduta pode trazer prejuízos ainda maiores à saúde do paciente e agravar o quadro do distúrbio do sono.

O primeiro passo do tratamento da insônia é identificar a causa da desordem do sono, e trabalhar a base do problema. Sessões de psicoterapia podem ajudar no tratamento: a evolução do quadro emocional do paciente tende a minimizar os sintomas do distúrbio.

Em alguns casos, é necessário aliar o acompanhamento psiquiátrico ao tratamento da insônia, quando os especialistas julgam necessária a introdução de medicamentos em conjunto à intervenção psicoterapêutica.

Existem outros métodos de tratar os distúrbios emocionais e, consequentemente, tratar a insônia, tais como: meditação, visualização, relaxamento, terapia cognitivo-comportamental (TCC), treinamento autógeno, biofeedback, hipnose, respiração compassada, relaxamento muscular progressivo e tratamento homeopático clássico.

Pare de sofrer com a insônia! Procure um médico do sono e dê início à investigação para identificar a causa da desordem. Ele prescreverá o tratamento adequado de acordo com suas especificidades. Evite a automedicação.

International Surgical Sleep Society

9th International Surgical Sleep Society Meeting em Munich

No período de 5 a 7 de abril de 2018 o Núcleo de Otorrinolaringologia de São Paulo teve a honra de participar do 9th International Surgical Sleep Society Meeting em Munich.

International Surgical Sleep Society

Esta foi mais uma oportunidade para criar e fortalecer laços em nível global, trocando experiências com profissionais da Cirurgia do sono em todo o mundo!

O encontro foi focado na fisiopatologia da apneia obstrutiva do sono (AOS) e suas opções de tratamento. Pudemos participar de uma série de eventos educacionais ao vivo, envolvendo líderes de opinião, resumos científicos, discussões de casos e dicas técnicas, em diferentes workshops.

International Surgical Sleep Society

A International Surgical Sleep Society consiste numa organização mundial das mais importantes, dedicada à avaliação cirúrgica e ao tratamento de pacientes com distúrbios do sono. A ISSS realiza reuniões científicas internacionais que proporcionam aos cirurgiões de todo o mundo discutir os avanços na cirurgia do sono e compartilhar seus achados de pesquisa.

Essas reuniões forneceram a base para as iniciativas de pesquisa em andamento do ISSS, que ajudarão os pacientes com ronco ou apneia obstrutiva do sono e os cirurgiões que cuidam deles.

Os congressos do ISSS reúnem muitos dos especialistas do mundo em cirurgia do sono para apresentações e intercâmbios sobre novos tratamentos e pesquisas inovadoras. Essas conferências internacionais são realizadas em todo o mundo, refletindo o compromisso de compartilhar experiências e insights para avançar no campo da cirurgia do sono.

Programa desta Edição em München, Alemanha

Entre os principais tópicos abordados nesta conferência, podemos destacar os seguintes:

  • Visão geral na apneia obstrutiva do sono para 2018;
  • A individualização do tratamento da AOS – além do CPAP;
  • CPAP e seu futuro em um mundo de tratamentos diversificados de OSA;
  • O papel do nariz nas vias aéreas superiores;
  • Modificações cirúrgicas do palato mole I (ronco);
  • Modificações cirúrgicas do palato mole II (AOS);
  • Estimulação do nervo hipoglosso
  • CPAP e aparelho bucal e avanço maxilomandibuar (MMA);
  • Tratamentos combinados com cirurgia multi-nível;
  • Distúrbio respiratório do sono pediátrico – papel das terapias conservadoras e cirúrgicas.

Sobre Munique, a Sede do Evento

Além disso, esta também foi uma excelente oportunidade para explorar a capital da Baviera, Munique, e explorar o centro histórico com vários locais famosos, como a “Marienplatz”, “Viktualienmarkt” ou a “Maximilianstraße”.

Agora, de volta ao Brasil, estamos ansiosos para colocar em prática todas as experiências trocadas com nossos colegas da área!

Apneia e Hipertensão

Compreenda a Relação entre Apneia e Hipertensão

Diversas pesquisas já apontaram a Relação entre Apneia e Hipertensão. Ou seja, que a apneia do sono pode elevar os riscos de hipertensão arterial, assim como a hipertensão pode causar apneia do sono e piorar as condições respiratórias de quem sofre da doença. Trata-se de uma relação bilateral.

Os distúrbios do sono estão cada vez mais presentes na vida da sociedade moderna, uma vez que estamos cada vez mais expostos a fatores prejudiciais à qualidade do sono, tais como estresse, obesidade, ansiedade, etc.

O distúrbio do sono mais comum é chamado de apneia obstrutiva do sono: a condição atinge cerca de 33% da população e caracteriza-se por engasgos e roncos durante a noite, provenientes de uma respiração rápida e com repetidas interrupções por hora, devido a uma obstrução da via aérea superior.

Apneia e Hipertensão

Apneia e Hipertensão

A relação entre apneia do sono e hipertensão arterial é mútua, uma vez que ambas condições andam juntas: em qualquer país do mundo, de 30 a 50% da população que sofre de hipertensão arterial têm apneia do sono, especialmente os pacientes que apresentam hipertensão resistente a diferentes possibilidades de tratamento já realizados.  

Pacientes com apneia obstrutiva do sono apresentam chance quatro vezes maior de desenvolver hipertensão arterial resistente, mesmo com o tratamento medicamentoso adequado. Essa junção entre ambas condições está associada a uma elevação significativa do risco de danos mais graves à saúde, como ataque cardíaco e AVC (Acidente Vascular Cerebral).

A apneia do sono incide principalmente sobre homens na faixa etária de 30 a 70 anos. Muito dos pacientes que sofrem de pressão arterial elevada, além de apresentarem essas características, também são obesos, o que justifica a quantidade de pessoas afetadas por ambas condições de saúde.

Tratamento de Pacientes com Apneia e Hipertensão

O tratamento para apneia do sono traz consequências positivas para a hipertensão. Um estilo de vida equilibrado e uma dieta alimentar balanceada é o primeiro método de prevenção e tratamento da apneia do sono.

Evitando fatores de risco como excesso de peso, tabagismo, alcoolismo e uso de sedativos, você consequentemente estará prevenindo o distúrbio.

Tratamento com CPAP

Uma possibilidade de tratamento para a hipertensão arterial é o uso de CPAP: essa terapia pode reduzir até 3mmHg da pressão arterial média e 2.6mmHg da pressão arterial sistólica. Este tratamento associado ao uso de medicamentos anti-hipertensivos possui impacto ainda maior. O uso de espironolactona reduz significativamente a hipertensão arterial desses pacientes.

Entretanto, há uma certa resistência da parte dos pacientes em realizar o tratamento com uso de CPAP: muitos se queixam a respeito do sufocamento provocado pela máquina durante o sono e da pouca eficácia da ferramenta na redução da hipertensão.

Outra estratégia de tratamento para pacientes com apneia do sono e hipertensão arterial é a mudança de hábitos de higiene do sono, perda de peso, alimentação e outros fatores de risco. A abordagem cirúrgica da via aérea pode auxiliar no tratamento em alguns dos casos.

A percepção dos sintomas e diagnóstico precoce favorecem a eficiência do tratamento; por isso, o acompanhamento médico é fundamental.

Se trata de uma plataforma moderada por Dr. Arturo Frick Carpes, Dr. José Antonio Pinto e Dra. Heloisa dos Santos. Todos os moderadores citados são responsáveis pela produção, edição, adaptação e curadoria dos textos presentes neste site, além de sua manutenção financeira. Este site é orientado ao público leigo e seu conteúdo é somente de intento informativo e pode não ser adequado a todos usuários. O conteúdo deste site não substitui o médico. Todos devem sempre consultar seu médico antes de tomar qualquer decisão com respeito à sua saúde. Este site utiliza cookies para lhe proporcionar uma melhor experiência. Ao navegar no mesmo, está a consentir a sua utilização. Caso pretenda saber mais, consulte a nossa Política de Privacidade/Cookie. Este site não hospeda ou recebe financiamento de publicidade ou exibição de conteúdo comercial. Política de Banners: Não temos publicidade e não fazemos trocas de Banner ou Display. Missão Do Site: prover Soluções cada vez mais completas de forma facilitada para a gestão da saúde e o bem-estar das pessoas, com excelência, humanidade e sustentabilidade.Todos os utilizadores da plataforma se comprometem a divulgar apenas informações verdadeiras. Caso o comentário não trate de uma experiência pessoal, forneça referências(links) sobre qualquer informação médica à ser publicada. Os comentários são visíveis a todos. Podem ser alterados ou apagados.