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Cirurgia Ortognática

A Cirurgia Ortognática no Tratamento dos Distúrbios do Sono

Um fato desconhecido por grande parte da sociedade é a eficácia da cirurgia ortognática no tratamento dos distúrbios do sono, como o ronco e a apneia do sono: pacientes que sofrem desses problemas podem também se beneficiar com a cirurgia.

Continue a leitura e saiba mais sobre a indicação e a realização deste procedimento.

A Cirurgia Ortognática

A cirurgia ortognática trata-se de um procedimento que corrige e reposiciona os ossos da mandíbula e, consequentemente, corrige o posicionamento dentário de pessoas que apresentam assimetria óssea na região. É segura, assertiva, apresenta alto índice de satisfação e traz resultados positivos para o paciente, elevando sua qualidade de vida e sua autoestima, pois melhora a harmonia da face, além das questões de saúde.

O termo ortognático deriva das palavras gregas “orto” (reto) e “gnathos” (mandíbulas). Abrange uma vasta gama de osteotomias maxilares e mandibulares empregadas para a correção e alinhamento de deformidades do esqueleto facial, a fim de obter forma, função e estética adequadas. Este é um serviço que é fornecido normalmente em conjunto com a terapia ortodôntica e visa corrigir grandes más oclusões dento-faciais.

Os Distúrbios Respiratórios do Sono

Existe uma série de distúrbios do sono que afetam diretamente a qualidade de vida do paciente, acarretando, muitas vezes, em sérios prejuízos à sua saúde: o ronco, a Síndrome da Apneia Obstrutiva, a Hipopneia Obstrutiva e a síndrome da resistência da via aérea superior são alguns desses distúrbios.

Muitas pessoas desenvolvem distúrbios do sono respiratórios devido a problemas no desenvolvimento dos ossos maxilares: disfunções nessa região podem afetar diretamente a qualidade do sono.

O paciente que apresenta retrognatismo (maxilar deslocado para trás) possui um estreitamento das vias aéreas inferiores e, quando está deitado, a passagem de ar nessa região diminui. Essas pessoas tendem a desenvolver distúrbios respiratórios durante o sono, principalmente a Síndrome da Apneia Obstrutiva.

A Síndrome da Apneia Obstrutiva é o distúrbio respiratório do sono mais comum. Caracteriza-se pelo ronco, impedimento completo ou parcial da circulação do ar nas vias aéreas durante o sono e, em alguns casos, sensação de sufocamento e micro paradas respiratórias.

Além da sensação de sonolência durante o dia do portador do distúrbio, por conta de não conseguir ter uma noite de sono plena, as consequências podem ser bem mais graves, tais como desordens cardiovasculares e até mesmo morte súbita.

O diagnóstico da condição é feito baseado no exame de polissonografia e através de investigações clínicas. A apneia do sono pode ser classificada em leve, moderada e grave, e seu tratamento varia de acordo com a gravidade de cada caso.

A Cirurgia Ortognática no Tratamento dos Distúrbios do Sono

A cirurgia ortognática realiza diversas funções quando executada, como correções na mordida, na alteração do esqueleto facial e na respiração.

O procedimento cirúrgico é realizado sempre em ambientes hospitalares, sob anestesia geral; o paciente permanece internado durante um dia, mas a duração da cirurgia é de aproximadamente quatro horas.

O profissional responsável pela execução da cirurgia ortognática para tratamento de distúrbios respiratórios de sono é o cirurgião buco-maxilo-facial.

Quando há obstrução na região respiratória por conta de complicações no crescimento dos ossos maxilares, a cirurgia ortognática deve ser a primeira opção no tratamento, e não reservada estritamente para casos severos.

Benefícios da Cirurgia Ortognática no Tratamento dos Distúrbios do Sono

Além de realizar ajustes estéticos na face do paciente, a cirurgia ortognática é considerada o tratamento cirúrgico mais eficaz para distúrbios respiratórios do sono. Como em qualquer ato cirúrgico, há possibilidade de complicações, mas o índice é muito baixo; na maior parte dos casos os resultados são assertivos.

Atualmente, não há necessidade da realização de cortes externos no rosto durante a cirurgia ortognática: o acesso é intraoral, possibilitando a ausência de cicatrizes.

Todos os movimentos da mandíbula do paciente são preservados, ou seja, o procedimento cirúrgico não deixa nenhuma sequela. Após a cirurgia, o paciente tem capacidade de falar e se alimentar normalmente.

Se você sofre de distúrbios respiratórios do sono, a cirurgia ortognática é capaz de te proporcionar novamente noites de sono plenas, e elevar sua qualidade de vida. Marque uma consulta e tire todas as suas dúvidas.

Artigo Publicado em: 14 de fevereiro de 2018 e Atualizado em 10 de abril de 2019

Sono REM

Sono R.E.M. – O Que é e Qual Sua Importância

O sono é uma parte vital e extremamente importante para a otimização da saúde e manutenção de uma qualidade de vida adequada, ajudando o organismo humano a funcionar corretamente ao longo das horas que está acordado. Todas as partes do sono são muito importantes para a sua qualidade, mas o sono R.E.M. é especialmente fascinante porque é um momento de intensa atividade cerebral.

Além disso, essa fase do sono, dentre as muitas pelas quais nosso organismo passa, é muito importante também porque promove os métodos de aprendizado, fixando os conhecimentos e informações adquiridos ao longo dos dias, bem como cria os nossos sonhos.

Aproveitando a Semana do Sono, momento em que buscamos conscientizar sobre a necessidade de um sono de qualidade, fique conosco neste artigo para saber mais sobre essa fase do sono e sua importância.

O Sono R.E.M.

Enquanto temos o nosso descanso absolutamente necessário, que revitaliza e revigora o organismo, o corpo passa por uma série de ciclos de sono.

Os ciclos de sono ao longo da noite ocorrem em períodos que variam em torno de noventa e cento e vinte minutos de duração para cada, e o sono R.E.M. toma uma parte de cerca de 20% a 25% da proporção total dos ciclos ao longo da noite, podendo diminuir ao longo dos processos de envelhecimento – e, nos bebês, o sono R.E.M. ocorre por cerca de 80% do período da noite.

Como Acontece o Sono R.E.M.

Especificamente, o ciclo do sono R.E.M. se dá a partir da última metade do período de descanso, especialmente durante as três horas que se passam antes que o indivíduo desperte, e o componente do sono R.E.M. em cada ciclo de sono aumenta conforme a noite passa.

Como o nome sugere, a sigla se traduz em Rapid Eye Movements – do inglês ‘movimentos rápidos dos olhos’, o sono R.E.M. é o estado em que nossos olhos ficam se movendo de um lado para o outro enquanto permanecem fechados, um fenômeno que, aliás, pode ser monitorado e medido por um exame chamado eletro-oculografia.

Essa movimentação dos olhos não se dá de forma constante, mas sim de forma intermitente – ou seja, em fases. Embora diversos estudos sejam realizados a respeito do sono R.E.M., ainda não é sabido exatamente o propósito dos movimentos acelerados dos olhos durante esse ciclo do descanso, mas acredita-se que eles possam estar relacionados às imagens visuais internas que acontecem nos sonhos ao longo do período R.E.M.

Isso se dá especialmente por que essas imagens são associadas com picos de atividades cerebrais nas regiões que envolvem a utilização da visão – bem como em outros locais no córtex cerebral.

Por Que o Sono R.E.M. é Importante?

O sono R.E.M. é extremamente importante para a saúde e para todos os ciclos de sono porque é durante esse período em que são estimuladas as áreas do cérebro humano essenciais para os processos de aprendizado e para que o órgão possa realizar a criação e a retenção de novas memórias.

De acordo com estudos que privaram ratos da fase do sono R.E.M., sua expectativa de vida foi significativamente reduzida – de dois a três anos para cinco semanas. Os ratos que foram privados de todos os ciclos de sono viveram em média durante três semanas.

Portanto, a importância do sono R.E.M. está no fato de que, durante esse estágio do sono, nossos cérebros exercitam conexões neurais extremamente importantes que são a chave para o bem estar e a saúde, de forma geral, da mente e do corpo físico.

Despertares Durante o Sono R.E.M.

Embora a maioria das pessoas geralmente não seja acordada ao longo da duração do sono R.E.M., como alguns outros animais fazem, nós temos a tendência de acordar mais frequentemente ao longo dessa duração do que durante os outros estágios do descanso noturno.

Geralmente, esses micro despertares acontecem por períodos extremamente pequenos, durando apenas alguns segundos, e a pessoa que acorda geralmente não tem memória alguma da situação. Se muito estimulada, entretanto, uma pessoa pode acordar completamente, e, então, demorar um ciclo de sono inteiro, que se dá em torno de uma hora e meia a duas horas para conseguir dormir novamente.

Embora o sono R.E.M. tenha sido considerado amplamente como uma necessidade fisiológica, estudos recentes comprovam que, por exemplo, em casos onde os seres humanos são privados do estágio do sono R.E.M., eles tendem a compensar essa atividade ao sonharem durante os outros ciclos de sono.

Outros animais, por exemplo, quando não podem realizar o ciclo de sono R.E.M. por um período de até dois meses, parecem serem capazes de continuar suas vidas com pouca ou nenhuma mudança em relação à seus comportamentos ou apresentarem danos ou prejuízos à saúde física.

Mas é importante salientar a importância de um sono completo e reparador, que inclui estágios de sono R.E.M. Se você sente que poderia dormir melhor, marque uma consulta e deixe-nos ajudar a melhorar a qualidade do seu sono.

Publicado em: 23 de janeiro de 2018 e atualizado em: 20 de março de 2019

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Distúrbios do Sono na Menopausa

Os distúrbios do sono costumam ser mais frequentes entre mulheres: a Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo afirma que há uma diferença de 30% de incidência entre mulheres e homens. A chegada da menopausa, que ocorre em torno dos 50 anos da mulher, pode potencializar esse problema.

A menopausa é a fase da vida das mulheres que corresponde à interrupção de sua etapa fértil, quando os ovários deixam de produzir o principal hormônio feminino, denominado estrogênio. É o período de 12 meses após a última menstruação espontânea da mulher, que marca a transição entre seu período reprodutivo e não-reprodutivo.

Após a menopausa, muitas mulheres passam a apresentar distúrbios do sono, e no caso das que já apresentavam dificuldades para dormir, as queixas tornam-se mais prevalentes.

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Distúrbios do Sono na Menopausa

A menopausa é um marco de muitas mudanças na vida da mulher, incluindo sua saúde geral e seu perfil de doenças.

Estudos evidenciam que mulheres na menopausa apresentam uma dificuldade maior para dormir, assim como para manter o sono, fatores que minimizam, assim, sua eficiência. A má qualidade do sono pode comprometer suas atividades cotidianas, seu bem-estar mental e físico durante o dia e, consequentemente, sua qualidade de vida.

O aumento dos distúrbios do sono decorrente da menopausa deve-se às mudanças hormonais que ocorrem nesta fase. A mulher nasce com um “estoque” de óvulos que produzirá ao longo de toda a vida. Quando este estoque acaba, os hormônios que até então eram produzidos pelos ovários (progesterona e estrogênio) também sofrem um declínio.

O neurologista Álvaro Pentagna, do Ambulatório de Sono no Adulto do Hospital das Clínicas da USP, explica que a redução destes hormônios origina distúrbios que prejudicam a qualidade do sono da mulher, como a insônia:

“A progesterona é um hormônio que tem o potencial de fazer a pessoa ter mais sono, é como se fosse um indutor de sono. A mulher que engravida, por exemplo, tem o nível de progesterona aumentado, por isso sente aquele monte de sono no início da gestação. Na menopausa acontece o contrário. A progesterona cai e piora a qualidade do sono da mulher”.

Distúrbios do Sono na Menopausa – Apneia do Sono

O hormônio progesterona possui uma propriedade protetora das vias aéreas respiratórias. Quando deixa de ser produzido, a mulher torna-se mais vulnerável ao desenvolvimento de distúrbios respiratórios associados ao sono, como a apneia obstrutiva do sono.

A apneia do sono caracteriza-se pela obstrução completa do fluxo de ar pelo nariz ou pela boca, que ocorre durante o sono. Além de minimizar a concentração de oxigênio no sangue, a paciente de apneia do sono sofre de despertares frequentes durante a noite, que provocam cansaço, fadiga e sonolência durante o dia, baixa produtividade no trabalho e perdas em suas interações sociais.

A fragmentação do sono decorrente da apneia pode gerar uma série de danos graves à saúde da mulher, tais como: anemia, distúrbios renais, aumento da pressão arterial, distúrbios metabólicos e cardiovasculares, neuropatias e síndromes demenciais.

Distúrbios do Sono na Menopausa – Fogachos

O cenário de diminuição dos hormônios estrogênio e testosterona, devido à menopausa, leva a mulher a outra condição prejudicial ao sono: os fogachos.

Os fogachos, como são chamadas as famosas ondas de calor que marcam a menopausa, provocam desconforto à mulher e fragmentam seu sono, uma vez que fazem com que ela acorde diversas vezes durante a noite por conta das mudanças de temperatura.

Distúrbios do Sono na Menopausa – Mudanças de Humor

Problemas emocionais decorrentes da menopausa, como as mudanças de humor, também contribuem para um quadro de insônia. As alterações de humor marcam predominantemente o início da menopausa, a fase de interrupção dos ciclos menstruais.

Nesta fase, é comum que a mulher enfrente mudanças de humor, depressão, ansiedade, condições que favorecem o desenvolvimento de distúrbios do sono na menopausa.

Além disso, os distúrbios emocionais somam-se à condição social, que muitas vezes não vai bem. Problemas no casamento, filhos saindo de casa, o ponto de vista do envelhecimento… são muitos os fatores que podem afetar o aspecto emocional da mulher e colaboram para a má qualidade de seu sono.

Distúrbios do Sono na Menopausa – Buscando Ajuda Médica

Você está enfrentando distúrbios do sono na menopausa e não sabe como combatê-los? Não hesite em buscar ajuda de um médico especialista em sono, e siga suas orientações para melhorar suas noites de sono.

Certamente, bons hábitos de saúde, tais como a prática regular de exercícios físicos e uma dieta alimentar equilibrada, aliados ao acompanhamento médico adequado, são fundamentais no combate aos distúrbios do sono na menopausa. Durma melhor, marque uma consulta com um médico do sono!

International Surgical Sleep Society

9th International Surgical Sleep Society Meeting em Munich

No período de 5 a 7 de abril de 2018 o Núcleo de Otorrinolaringologia de São Paulo teve a honra de participar do 9th International Surgical Sleep Society Meeting em Munich.

International Surgical Sleep Society

Esta foi mais uma oportunidade para criar e fortalecer laços em nível global, trocando experiências com profissionais da Cirurgia do sono em todo o mundo!

O encontro foi focado na fisiopatologia da apneia obstrutiva do sono (AOS) e suas opções de tratamento. Pudemos participar de uma série de eventos educacionais ao vivo, envolvendo líderes de opinião, resumos científicos, discussões de casos e dicas técnicas, em diferentes workshops.

International Surgical Sleep Society

A International Surgical Sleep Society consiste numa organização mundial das mais importantes, dedicada à avaliação cirúrgica e ao tratamento de pacientes com distúrbios do sono. A ISSS realiza reuniões científicas internacionais que proporcionam aos cirurgiões de todo o mundo discutir os avanços na cirurgia do sono e compartilhar seus achados de pesquisa.

Essas reuniões forneceram a base para as iniciativas de pesquisa em andamento do ISSS, que ajudarão os pacientes com ronco ou apneia obstrutiva do sono e os cirurgiões que cuidam deles.

Os congressos do ISSS reúnem muitos dos especialistas do mundo em cirurgia do sono para apresentações e intercâmbios sobre novos tratamentos e pesquisas inovadoras. Essas conferências internacionais são realizadas em todo o mundo, refletindo o compromisso de compartilhar experiências e insights para avançar no campo da cirurgia do sono.

Programa desta Edição em München, Alemanha

Entre os principais tópicos abordados nesta conferência, podemos destacar os seguintes:

  • Visão geral na apneia obstrutiva do sono para 2018;
  • A individualização do tratamento da AOS – além do CPAP;
  • CPAP e seu futuro em um mundo de tratamentos diversificados de OSA;
  • O papel do nariz nas vias aéreas superiores;
  • Modificações cirúrgicas do palato mole I (ronco);
  • Modificações cirúrgicas do palato mole II (AOS);
  • Estimulação do nervo hipoglosso
  • CPAP e aparelho bucal e avanço maxilomandibuar (MMA);
  • Tratamentos combinados com cirurgia multi-nível;
  • Distúrbio respiratório do sono pediátrico – papel das terapias conservadoras e cirúrgicas.

Sobre Munique, a Sede do Evento

Além disso, esta também foi uma excelente oportunidade para explorar a capital da Baviera, Munique, e explorar o centro histórico com vários locais famosos, como a “Marienplatz”, “Viktualienmarkt” ou a “Maximilianstraße”.

Agora, de volta ao Brasil, estamos ansiosos para colocar em prática todas as experiências trocadas com nossos colegas da área!

Apneia e Hipertensão

Compreenda a Relação entre Apneia e Hipertensão

Diversas pesquisas já apontaram a Relação entre Apneia e Hipertensão. Ou seja, que a apneia do sono pode elevar os riscos de hipertensão arterial, assim como a hipertensão pode causar apneia do sono e piorar as condições respiratórias de quem sofre da doença. Trata-se de uma relação bilateral.

Os distúrbios do sono estão cada vez mais presentes na vida da sociedade moderna, uma vez que estamos cada vez mais expostos a fatores prejudiciais à qualidade do sono, tais como estresse, obesidade, ansiedade, etc.

O distúrbio do sono mais comum é chamado de apneia obstrutiva do sono: a condição atinge cerca de 33% da população e caracteriza-se por engasgos e roncos durante a noite, provenientes de uma respiração rápida e com repetidas interrupções por hora, devido a uma obstrução da via aérea superior.

Apneia e Hipertensão

Apneia e Hipertensão

A relação entre apneia do sono e hipertensão arterial é mútua, uma vez que ambas condições andam juntas: em qualquer país do mundo, de 30 a 50% da população que sofre de hipertensão arterial têm apneia do sono, especialmente os pacientes que apresentam hipertensão resistente a diferentes possibilidades de tratamento já realizados.  

Pacientes com apneia obstrutiva do sono apresentam chance quatro vezes maior de desenvolver hipertensão arterial resistente, mesmo com o tratamento medicamentoso adequado. Essa junção entre ambas condições está associada a uma elevação significativa do risco de danos mais graves à saúde, como ataque cardíaco e AVC (Acidente Vascular Cerebral).

A apneia do sono incide principalmente sobre homens na faixa etária de 30 a 70 anos. Muito dos pacientes que sofrem de pressão arterial elevada, além de apresentarem essas características, também são obesos, o que justifica a quantidade de pessoas afetadas por ambas condições de saúde.

Tratamento de Pacientes com Apneia e Hipertensão

O tratamento para apneia do sono traz consequências positivas para a hipertensão. Um estilo de vida equilibrado e uma dieta alimentar balanceada é o primeiro método de prevenção e tratamento da apneia do sono.

Evitando fatores de risco como excesso de peso, tabagismo, alcoolismo e uso de sedativos, você consequentemente estará prevenindo o distúrbio.

Tratamento com CPAP

Uma possibilidade de tratamento para a hipertensão arterial é o uso de CPAP: essa terapia pode reduzir até 3mmHg da pressão arterial média e 2.6mmHg da pressão arterial sistólica. Este tratamento associado ao uso de medicamentos anti-hipertensivos possui impacto ainda maior. O uso de espironolactona reduz significativamente a hipertensão arterial desses pacientes.

Entretanto, há uma certa resistência da parte dos pacientes em realizar o tratamento com uso de CPAP: muitos se queixam a respeito do sufocamento provocado pela máquina durante o sono e da pouca eficácia da ferramenta na redução da hipertensão.

Outra estratégia de tratamento para pacientes com apneia do sono e hipertensão arterial é a mudança de hábitos de higiene do sono, perda de peso, alimentação e outros fatores de risco. A abordagem cirúrgica da via aérea pode auxiliar no tratamento em alguns dos casos.

A percepção dos sintomas e diagnóstico precoce favorecem a eficiência do tratamento; por isso, o acompanhamento médico é fundamental.

Falta de Sono

Falta de Sono – Causas e Consequências

Dormir não é apenas um ato prazeroso, mas também uma necessidade humana. Adormecer e sonhar ainda são atos enigmáticos desde o princípio da humanidade; enquanto dormimos, nossos corpos mantêm-se ativos, assim como nossa mente e todas nossas funções vitais – exceto as funções relacionadas à consciência plena. Veja neste artigo quais são as causas e consequências da falta de sono à sua saúde.

Falta de Sono

Falta de Sono

Existe uma quantidade habitual de horas de sono: oito horas por noite. No entanto, não são todos que se adaptam a esse tempo. Algumas pessoas sentem-se satisfeitas e renovadas dormindo quatro horas por noite. Outras, não se sentem satisfeitas dormindo por menos de nove horas. O fato é que, diariamente, boa parte da população sofre com a falta de sono.

A quantidade de horas de sono varia com o passar do tempo, hábitos e características de cada pessoa. Quando recém-nascidos, precisamos de um longo período de sono; entretanto, conforme envelhecemos, esse período diminui e nos habituamos com poucas horas de sono.

Sintomas da Falta de Sono

Ao menos uma vez na vida você já passou pela experiência de dormir menos horas que o suficiente. Consequentemente, surgem sensações de cansaço, dores de cabeça, náuseas, tonturas, falta de concentração, lentidão das atividades mentais e até mesmo sensação de irrealidade.

Os sintomas agravam-se conforme o tempo sem dormir se prolonga: visão turva, dores musculares, enfraquecimento do sistema muscular, tremores, aumento dos níveis de colesterol, problemas de memória, ansiedade, depressão, enxaqueca, alucinações e aumento da pressão arterial são alguns deles.

Falta de Sono – Causas

A falta de sono afeta grande parte da população, que encontra dificuldades em dormir e/ou permanecer dormindo durante o tempo suficiente. As causas mais comuns dessa privação são: estresse, exigências da vida acadêmica/profissional e maus hábitos de sono. Pode ser causada também por distúrbios psiquiátricos e até mesmo doenças.

Na maioria das vezes, a falta de sono tem relação com maus hábitos, tais como: uso de aparelhos eletrônicos, consumo de alimentos estimulantes e realização de atividades agitadas pouco antes de dormir.

O estresse mental também está relacionado à falta de sono. No nosso cotidiano, problemas em casa, no trabalho e na vida acadêmica, entre outras situações que gerem exaustão podem impedir uma noite de sono satisfatória. As insônias causadas por estresse geralmente são curtas.

Pessoas que trabalham em turnos e não tem horário definido para dormir e acordar costumam ser vítimas da falta de sono, assim como viajantes, mulheres grávidas ou que estão na fase da menopausa, idosos, usuários de drogas, etc.

Existem muitas causas para este problema, desde o ambiente onde se dorme e hábitos inadequados, até transtornos mentais e outras condições médicas, como transtornos hormonais, problemas respiratórios, dores crônicas, entre outras. A utilização de alguns medicamentos também pode estar relacionada com a privação do sono.

Falta de Sono – Consequências

Dormir o suficiente é um dos pilares para a boa saúde e qualidade de vida da população. Isso inclui a duração, continuidade e profundidade do sono. A privação dessa necessidade pode acarretar consequências altamente prejudiciais à saúde física e mental, como doenças cardiovasculares, câncer, diabetes e depressão.

A falta de sono muitas vezes vem relacionada à obesidade, má-alimentação e diabetes. Isso ocorre porque grande parte das pessoas que dormem pouco, alimentam-se mal. Dormir menos que o necessário aumenta o apetite e a resistência à insulina, além de afetar a regulação do metabolismo, principalmente em crianças.

Transtornos Físicos, Mentais e Comportamentais

Dormir pouco pode causar transtornos físicos, mentais e comportamentais. Pessoas que sofrem de problemas psicológicos, ansiedade e depressão são alvos de falta de sono, assim como, pessoas que sofrem de privação de sono tem tendem a ter sua saúde mental afetada: é um ciclo vicioso.

A probabilidade de sofrer um acidente aumenta à medida que as horas de sono diminuem: um em cada cinco acidentes tem relação com a falta de sono. Além do risco de sofrer acidentes no trânsito ao dormir no volante, a privação do sono te expõe a outros riscos, como acidentes domésticos, entre outros.

Outra consequência da falta de sono é o impacto no rendimento físico. Uma boa noite de sono é necessária para que haja energia durante o dia, para realização das nossas atividades cotidianas. Se não há descanso durante a noite, o processo de regeneração de tecidos cerebrais e físicos é prejudicado, afetando o rendimento intelectual e físico.

A ausência de sono gera diversos impactos negativos sobre a saúde, em curto e longo prazo, na capacidade de atenção, memória e aprendizagem das pessoas (perda cognitiva). Além de todos os problemas citados, ela pode causar também a diminuição da libido, prejuízos à saúde da pele, etc.

A importância de dormir oito horas por noite frequentemente é subestimada, quando, na realidade, deveria ser encarada seriamente pela sociedade, devido à gravidade das consequências que a ausência desse hábito pode acarretar.

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