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O que é Laringoscopia

O que é Laringoscopia? Conheça Melhor o Exame

O que é Laringoscopia? A laringoscopia trata-se de um exame relativamente simples que permite que o médico observe as vias aéreas superiores (nariz, laringe e faringe) do paciente através de um aparelho endoscópico, denominado laringoscópio.

O procedimento é utilizado principalmente no diagnóstico de problemas da laringe (via aérea responsável pela produção do som), função que deu origem ao termo. O exame também permite o controle da evolução de algumas cirurgias e patologias.

Além dessas utilidades, a laringoscopia pode ser útil na realização de intervenções de cunho terapêutico, tais como: retirada de pólipos, nódulos e corpos estranhos, cauterização de lesões vasculares e dilatação de estreitamentos.

Saiba o que é Laringoscopia

Existem dois tipos de aparelhos diferentes para a realização da laringoscopia: um deles é um aparelho rígido, geralmente introduzido pela boca do paciente. O outro é de um aparelho flexível que consiste em um fino tubo de fibras óticas, introduzido pelo nariz (nasolaringoscopia).

A semelhança entre o laringoscópio rígido e flexível é que ambos possuem em sua extremidade uma minicâmera que detecta imagens do interior das vias aéreas superiores do paciente e permite que o profissional as visualize, seja por via direta ou através de um monitor de vídeo.

Quando a visualização se dá por vídeo, o exame recebe a denominação de videolaringoscopia ou videonasolaringoscopia.

O que é Laringoscopia – Como Funciona o Procedimento

A laringoscopia não exige preparamento prévio – exceto jejum absoluto de oito horas antecedentes ao exame – e não impede o paciente de retornar às suas atividades cotidianas após o exame.

O procedimento é realizado em ambiente ambulatorial e tem duração média de 5 a 10 minutos. O paciente permanece sentado durante todo o procedimento, apenas com a língua para fora da boca, se for o caso.

As regiões da faringe e da laringe são previamente anestesiadas (geralmente com spray anestésico)  e então o laringoscópio é introduzido via oral ou nasal, e direcionado à região que será examinada.

A introdução do aparelho não costuma causar grandes incômodos aos pacientes. Porém, em alguns casos, o procedimento pode provocar reações apesar da anestesia, tais como: espirros, tosses, náuseas, vômitos, rouquidão passageira, inflamação e inchaço da garganta.

O exame não se restringe a nenhuma idade, mas a laringoscopia via oral exige certa colaboração do paciente, que só é possível de ser obtida a partir dos 12 ou 13 anos de idade.

Dependendo da resistência do paciente, o médico pode optar em realizar o exame de laringoscopia com o paciente sedado, principalmente nos casos de crianças.

O que é Laringoscopia – Indicações

A laringoscopia é uma ferramenta útil no diagnóstico de lesões orgânicas ou funcionais localizadas na cavidade oral,  oral, orofaringe, hipofaringe, laringe e cordas vocais. O exame é solicitado nos casos de pacientes que apresentam:

  • Rouquidão ou disfonia prolongadas;
  • Tosse crônica ou acompanhada de sangue;
  • Dificuldade/dor para engolir ou mastigar;
  • Surgimento de aftas com frequência;
  • Refluxo gastroesofágico;
  • Dor de garganta crônica;
  • Suspeita de câncer;
  • Tabagismo crônico;
  • Sensação de possuir um caroço na garganta;
  • Histórico familiar de câncer de cabeça ou pescoço.

O que é Laringoscopia – Contraindicações

O exame de laringoscopia quase não possui contraindicações. Cabe ao especialista avaliar as especificidades de cada paciente e restringir o procedimento, quando julgar necessário.

Os pacientes portadores de distúrbios neurológicos, cardiopatias graves, doenças pulmonares crônicas ou alergias aos medicamentos utilizados no exame merecem uma atenção especial em relação ao aconselhamento da laringoscopia.

O que é Laringoscopia – Cuidados Posteriores

Quando se trata do exame simples de laringoscopia, sem sedativo, o paciente pode ser liberado logo após do exame, sem restrição para retornar às suas atividades cotidianas. A única recomendação é que o mesmo permaneça em repouso durante as horas seguintes ao procedimento, mantendo uma alimentação leve.

Já nos casos em que o paciente recebeu o sedativo, este deve aguardar cerca de 30 minutos até o fim do efeito da medicação e contar com um acompanhante para abandonar o ambulatório. Nas 12 horas posteriores ao procedimento, o paciente não deve dirigir ou realizar tarefas complexas e permanecer em repouso absoluto, evitando tossir, respirar e assoar o nariz.

O mais importante é ouvir atentamente as orientações do médico após a realização da laringoscopia, e seguir os cuidados posteriores recomendados.

Referência: HealthDirect

Artigo Publicado em: 28 de março de 2018 e Atualizado em: 09 de outubro de 2019

Tratamento para Ronco

Estratégias de Tratamento para Ronco

Tratamento para Ronco. O ronco trata-se de um ruído, que ocorre durante o sono, decorrente de vibrações da mucosa e dos músculos da garganta. Roncar, além de ser um alvo de sátiras populares, pode ser um indício de doenças potencialmente fatais, como a apneia do sono. Neste artigo, vamos abordar as principais estratégias de tratamento para esta condição. Acompanhe.

Tratamento para Ronco

Quando dormimos, conforme nos aprofundamos no sono, nossos músculos se relaxam mais e mais. Para quem possui predisposição, esse relaxamento causa uma obstrução das vias aéreas, fazendo com que os tecidos vibrem e o ronco seja emitido.

Quando esse quadro se agrava, pode acarretar em uma doença fatal denominada apneia do sono. Esta ocorre quando a obstrução da região afetada se torna total.

Como Diagnosticar o Ronco Incomum

Ao menos uma vez na vida, todas as pessoas já roncaram durante o sono. O ato ocorre naturalmente após um dia excessivamente exaustivo ou após a ingestão de bebidas alcoólicas, por exemplo. Entretanto, quando o ronco é frequente, é importante ficar atento.

Quando o paciente notar que o ronco está presente em todas as suas noites de sono, é importante procurar o médico de sua confiança, que será capaz de diagnosticar se o ronco é ou não um indicativo de prejuízos mais graves à saúde. Médicos especialistas em distúrbios do sono são capazes de realizar esse diagnóstico.

As causas do ronco variam de pessoa para pessoa: pode ter relação com alterações ortodônticas e do esqueleto facial, e até mesmo com obesidade.

Polissonografia é a denominação do exame indicado para investigação do ronco: através deste, é possível identificar a gravidade do distúrbio do sono e se há presença de doenças mais graves no paciente, como a apneia do sono. Neste artigo, saiba mais sobre a realização do exame.

Estratégias de Tratamento para Ronco

Após o diagnóstico, o médico poderá prescrever o melhor tratamento para cada caso. É possível livrar-se do ronco seguindo algumas simples estratégias de tratamento para ronco.

  • Perda de Peso

A obesidade é um problema muito sério que afeta diversos brasileiros, e também uma das causas do ronco. Isso ocorre porque a pessoa que tem gordura acumulada no pescoço, em torno da garganta, tem maiores chances de ter a mesma fechada durante o sono, devido ao estreitamento da faringe.

Em alguns dos casos, a perda de peso pode ser eficaz na cura do ronco; em outros, não é suficiente para a resolução do problema.

  • Moderação no Consumo de Bebidas Alcoólicas

O consumo de álcool, principalmente no período noturno, agrava ainda mais o quadro de relaxamento dos músculos durante o sono. Para evitar o relaxamento exagerado dos músculos, a moderação com o consumo de bebidas alcoólicas é uma atitude positiva.

  • Hábitos Saudáveis

Buscar a melhor posição na hora de dormir para evitar o ronco, preferencialmente de lado, assim como evitar dormir com a barriga para cima, podem ajudar no processo.

Evitar a ingestão de alimentos e bebidas alcoólicas três horas antes de dormir, e consumir alimentos leves durante a noite também são métodos positivos no tratamento do ronco.

  • Tratamento de Alergias Respiratórias

Pacientes portadores de alergias respiratórias, como rinite e bronquite alérgica, tendem a roncar durante o sono, pois estão geralmente com o nariz entupido. O ronco pode ser gerado pelo esforço da pessoa para respirar e se desviar da congestão nasal.

A única alternativa nesses casos é o tratamento das alergias respiratórias, para diminuir a intensidade do ronco.

  • Alinhamento dos Dentes

Dentes desalinhados e problemas na arcada dentária são fatores que podem contribuir com o aparecimento do ronco. O caso deve ser tratado com o especialista que identificará a raiz do problema e indicará o melhor tratamento.

  • Aparelho Intraoral

Em alguns casos, o paciente pode necessitar de um aparelho feito pelo dentista especializado em medicina do sono. Contudo, sua utilização não é adequada em todos os casos.

Feito sob medida, na hora de dormir, o aparelho deve ser posicionado ente os dentes superiores e inferiores, de maneira confortável. Através de sua utilização, a mandíbula é reposicionada, assim como toda a musculatura orofaríngea, e assim as vias aéreas são desobstruídas, eliminando totalmente o ronco e a apneia.

  • Cirurgias

Nos casos mais graves de ronco, pode haver necessidade da realização de procedimentos cirúrgicos. Os fatores determinantes da cirurgia ideal variam de pessoa para pessoa; eis a necessidade do diagnóstico de um especialista.

Algumas intervenções cirúrgicas utilizadas no tratamento do ronco são: septoplastia, turbinectomia, amigdaletomia, uvulopalatoplastia, sinusectomia, remoção de pólipos nasais e implantes palatais.

  • CPAP

CPAP trata-se de um aparelho, utilizado pelos pacientes durante o sono, que introduz sob pressão o ar ambiente através de uma máscara facial/nasal. Esse tratamento é indicado apenas em casos mais graves de ronco, principalmente para portadores de apneia do sono, quando nenhum outro tipo de tratamento é acessível.

  • Implantes Estimuladores

Tratamento ainda não disponível no Brasil, os implantes estimuladores são um método mais eficaz e menos incômodo aos pacientes. Eles têm objetivo de evitar o relaxamento excessivo dos músculos da garganta durante o sono.

Conclui-se que são muitas as estratégias de tratamento para ronco, e a indicação varia de acordo com a gravidade de cada caso. A semelhança entre tantos tratamentos é seu objetivo único: elevar a qualidade de vida dos pacientes, aliviando os sintomas do ronco e diminuindo o índice de mortalidade em casos de apneia do sono, por exemplo.

Quem poderá indicar o tratamento ideal para cada paciente é o especialista em distúrbios do sono, após a consulta médica e a realização dos devidos exames para diagnosticar o problema.

Referência: National Sleep Foundation

Artigo publicado em 21 de fevereiro de 2018 e atualizado em 28 de agosto de 2019

Tratamento da Perda Auditiva

Prevenção e Tratamento da Perda Auditiva e Surdez

No geral, sugere-se que metade de todos os casos de perda auditiva podem ser evitados. Em crianças com menos de 15 anos de idade, por exemplo, 60% das perdas auditivas são atribuíveis a causas evitáveis. Esse número é maior em países de baixa e média renda (75%) em comparação com países de alta renda (49%). Veja neste artigo mais informações sobre as formas de prevenção e tratamento da perda auditiva e surdez.

Tratamento da Perda Auditiva e Surdez

A detecção e a intervenção precoces são cruciais para minimizar o impacto da perda auditiva no desenvolvimento educacional e nas realizações de uma criança. Em bebês e crianças pequenas com perda auditiva, a identificação e o manejo precoce por meio de programas de triagem auditiva infantil podem melhorar os resultados linguísticos e educacionais para a criança. Crianças com surdez devem ter a oportunidade de aprender a língua de sinais junto com suas famílias.

As pessoas com perda auditiva podem se beneficiar do uso de aparelhos auditivos, implantes cocleares e outros dispositivos auxiliares. Eles também podem se beneficiar de terapia da fala, reabilitação auditiva e outros serviços relacionados.

As pessoas que desenvolvem perda auditiva podem aprender a se comunicar por meio do desenvolvimento de habilidades de leitura labial, uso de texto escrito ou impresso e linguagem de sinais. Ensinar em linguagem de sinais irá beneficiar crianças com perda auditiva, enquanto a prestação de legendas e interpretação de linguagem de sinais na televisão facilitará o acesso à informação.

Reconhecer oficialmente as línguas de sinais nacionais e aumentar a disponibilidade de intérpretes de língua de sinais são ações importantes para melhorar o acesso aos serviços em linguagem de sinais. Incentivar organizações de pessoas com perda auditiva, pais e grupos de apoio familiar; e o fortalecimento da legislação de direitos humanos também pode ajudar a garantir uma melhor inclusão para pessoas com perda auditiva.

Prevenção da Perda Auditiva e Surdez

Em geral, as causas evitáveis ​​de perda auditiva infantil incluem:

    • Infecções como caxumba, sarampo, rubéola, meningite, infecções por citomegalovírus e otite média crônica.
    • Complicações no momento do nascimento, como asfixia ao nascer, baixo peso ao nascer, prematuridade e icterícia.
    • Uso de medicamentos ototóxicos em gestantes e bebês.

Algumas estratégias simples para prevenção de perda auditiva incluem:

    • imunizar crianças contra doenças da infância, incluindo sarampo, meningite, rubéola e caxumba;
    • imunizar adolescentes e mulheres em idade reprodutiva contra a rubéola antes da gravidez;
    • prevenir infecções por citomegalovírus em gestantes através de boa higiene; rastreio e tratamento de sífilis e outras infecções em mulheres grávidas;
    • fortalecimento dos programas de saúde materna e infantil, incluindo a promoção do parto seguro;
    • seguir práticas saudáveis ​​de cuidado do ouvido;
    • reduzir a exposição (tanto ocupacional quanto recreativa) a sons altos, aumentando a conscientização sobre os riscos;
    • desenvolvimento e aplicação de legislação relevante; e encorajar os indivíduos a usarem dispositivos de proteção pessoal, como tampões de ouvido e fones de ouvido e fones de ouvido com cancelamento de ruído.
    • triagem de crianças por otite média, seguida de intervenções médicas ou cirúrgicas apropriadas;
    • evitar o uso de substâncias específicas que possam ser prejudiciais à audição, a menos que prescritas e monitoradas por um médico qualificado;
    • referindo bebês de alto risco, como aqueles com histórico familiar de surdez ou aqueles nascidos com baixo peso ao nascer, asfixia no nascimento, icterícia ou meningite, para avaliação precoce da audição, para garantir diagnóstico imediato e manejo adequado, conforme necessário;
    • educação de jovens e população em geral sobre perda auditiva, suas causas, prevenção e identificação.

A triagem pré-escolar, escolar e ocupacional para doenças do ouvido e perda auditiva é uma ferramenta eficaz para a identificação precoce e o gerenciamento da perda auditiva.

Perda Auditiva e Surdez

Causas da Perda Auditiva e Surdez

Mais de 5% da população mundial – ou 466 milhões de pessoas – tem deficiência auditiva incapacitante (432 milhões de adultos e 34 milhões de crianças). Estima-se que até 2050, mais de 900 milhões de pessoas – ou uma em cada dez pessoas – terão perda auditiva incapacitante. Existem diversas causas da perda auditiva e surdez. Com a leitura deste artigo, você saberá quais são e suas formas de tratamento.

A perda auditiva incapacitante refere-se à perda auditiva maior que 40 decibéis (dB) na orelha auditiva melhor em adultos e uma perda auditiva superior a 30 dB na orelha auditiva melhor em crianças. A maioria das pessoas com deficiência auditiva incapacitante vive em países de baixa e média renda.

Aproximadamente um terço das pessoas com mais de 65 anos de idade são afetadas por deficiências auditivas incapacitantes. A prevalência nesta faixa etária é maior no sul da Ásia, Ásia-Pacífico e África subsaariana.

Perda Auditiva e Surdez

Uma pessoa que não é capaz de ouvir tão bem quanto alguém com audição normal – limiares auditivos de 25 dB ou melhor em ambas as orelhas – é considerada portadora de perda auditiva. A perda auditiva pode ser leve, moderada, severa ou profunda. Pode afetar um ouvido ou ambos os ouvidos e leva a dificuldades em ouvir a fala de conversação ou sons altos.

‘Dificuldade auditiva’ refere-se a pessoas com perda auditiva que variam de leve a grave. As pessoas com dificuldades de audição geralmente se comunicam por meio da linguagem falada e podem se beneficiar de aparelhos auditivos, implantes cocleares e outros dispositivos auxiliares. Pessoas com perdas auditivas mais significativas podem se beneficiar dos implantes cocleares.

As pessoas “surdas” geralmente têm perda auditiva profunda, o que implica muito pouca ou nenhuma audição. Eles costumam usar linguagem de sinais para comunicação.

Causas da Perda Auditiva e Surdez

As causas de perda auditiva e surdez podem ser congênitas ou adquiridas.

Causas congênitas podem levar à perda auditiva presente ou adquirida logo após o nascimento. A perda auditiva pode ser causada por fatores genéticos hereditários e não hereditários ou por certas complicações durante a gravidez e o parto, incluindo:

  • rubéola materna, sífilis ou outras infecções durante a gravidez;
  • baixo peso de nascimento;
  • asfixia ao nascer (falta de oxigênio no momento do nascimento);
  • uso inadequado de medicamentos específicos durante a gravidez, como aminoglicosídeos, substâncias citotóxicas, antimaláricas e diuréticos;
  • icterícia grave no período neonatal, que pode danificar o nervo auditivo em um recém-nascido.

Causas adquiridas podem levar à perda auditiva em qualquer idade, como:

  • doenças infecciosas incluindo meningite, sarampo e caxumba;
  • infecções crônicas do ouvido;
  • otite média;
  • uso de certos medicamentos, como aqueles usados ​​no tratamento de infecções neonatais, malária, tuberculose resistente a medicamentos e cânceres;
  • lesão na cabeça ou no ouvido;
  • ruído excessivo, incluindo ruído ocupacional, como o de máquinas e explosões;
  • exposição recreativa a sons altos, como o uso de dispositivos de áudio pessoais em grandes volumes e por períodos prolongados de tempo, e a participação regular em shows, boates, bares e eventos esportivos;
  • envelhecimento, em particular devido à degeneração das células sensoriais;
  • cera ou corpos estranhos que bloqueiam o canal auditivo.

Entre as crianças, a otite média crônica é uma causa comum de perda auditiva.

Tratamento da Perda Auditiva e Surdez

As pessoas que desenvolvem perda auditiva podem aprender a se comunicar por meio do desenvolvimento de habilidades de leitura labial, uso de texto escrito ou impresso e linguagem de sinais. Elas também podem se beneficiar do uso de aparelhos auditivos, implantes cocleares e outros dispositivos auxiliares.

A detecção e a intervenção precoces são cruciais para minimizar o impacto da perda auditiva no desenvolvimento educacional e nas realizações de uma criança.

Disfonia Espasmódica

Disfonia Espasmódica – Diagnóstico e Tratamento

A disfonia espasmódica, chamada também de distonia laríngea, trata-se de um distúrbio vocal raro provocado por espasmos ou movimentos involuntários de um ou mais músculos da laringe ou do aparelho vocal, que resultam na tensão das pregas vocais e no aumento da resistência glótica.

Neste artigo, você saberá mais informações sobre a condição, seus sintomas e tratamento. Acompanhe.

A Disfonia Espasmódica

A disfonia do tipo espasmódica incide sobretudo em pessoas na terceira idade, e é mais frequente em mulheres, mas pode afetar qualquer pessoa. Ainda de origem desconhecida, a doença persiste como umas das mais difíceis de serem diagnosticadas e tratadas.

Os sintomas da disfonia espasmódica variam desde uma dificuldade ocasional do paciente em pronunciar uma ou outra palavra, até uma dificuldade forte o suficiente para prejudicar sua comunicação. A doença impacta negativamente a qualidade de vida do indivíduo, podendo levá-lo até mesmo ao isolamento social.

Classificações e Sintomas

A disfonia espasmódica divide-se em três tipos: D.E de adução, D.E de abdução e D.E mista. A classificação varia de acordo com a musculatura laríngea envolvida.

Os sintomas do distúrbio manifestam-se somente no momento da fala e podem aumentar ou reduzir, de acordo com o tipo de emissão. São eles: voz tensa-estrangulada; quebras de sonoridade instáveis; esforço fonatório excessivo; esforço para emitir a voz e cansaço vocal.

Diagnóstico

A disfonia espasmódica é uma doença rara e difícil de ser diagnosticada, e por isso o intervalo de tempo entre a manifestação dos sintomas e o diagnóstico geralmente é muito longo: os portadores deste distúrbio vocal levam, em média, mais de 4 anos para serem assertivamente diagnosticados.

O diagnóstico da disfonia espasmódica baseia-se na descrição da progressão dos sintomas e em uma avaliação detalhada do paciente.

O principal recurso diagnóstico da disfonia espasmódica é o exame laringoscópico; entretanto, este não evidencia alterações estruturais que caracterizam a doença. Por isso, muitos pacientes são diagnosticados equivocadamente como portadores de distúrbios conversivos ou psiquiátricos.

Avaliação Clínica

A avaliação dos pacientes com disfonia espasmódica é realizada por uma equipe médica que inclui um otorrinolaringologista (médico especializado em distúrbios do ouvido, nariz e garganta), um fonoaudiólogo (especialista habilitado para diagnosticar e tratar distúrbios de fala, linguagem e voz) e um neurologista (médico especializado em distúrbios do sistema nervoso).

O otorrinolaringologista é responsável por avaliar o movimento das pregas vocais, através de um procedimento denominado nasolaringoscopia por fibra óptica, que consiste na introdução de um pequeno tubo luminoso para examinar o nariz e a garganta do paciente.

Tratamento

Atualmente, não existe cura para a disfonia espasmódica, mas existem tratamentos disponíveis eficazes na minimização dos sintomas do distúrbio. A terapia vocal pode reduzir alguns sintomas, sobretudo em casos mais leves.

Aconselhamentos psicológicos e ocupacionais podem beneficiar os pacientes de disfonia espasmódica, ajudando-os a encarar a condição de maneira positiva e se adaptar a ela.

Aplicação da Toxina Botulínica

O tratamento atual mais promissor na redução dos sintomas é a aplicação de pequena quantidades da toxina botulínica (botox) nos músculos afetados da laringe. Estas injeções geralmente promovem uma melhora da voz por um período de 3 a 4 meses, e depois os sintomas retornam gradativamente.

Por isso, o ideal é que a aplicação da toxina botulínica seja feita novamente após este período, para manter a melhora da voz. Os efeitos colaterais do tratamento, que geralmente passam após alguns dias ou semanas, podem incluir fraqueza temporária, voz sussurrada e dificuldades ocasionais de deglutição.

Artigo Publicado em: 17 de janeiro de 2018 e Revisado em 29 de maio de 2019

Medicina do Sono

Otorrinolaringologia e a Medicina do Sono

A Academia Americana de Otorrinolaringologia reconhece o importante papel da Otorrinolaringologia na Medicina do Sono, o que também gostaríamos de trazer à realidade brasileira.

Apesar do sono ocupar um terço das nossas vidas, somente na segunda metade do século XX a Medicina despertou para este complexo fenômeno. As pesquisas sobre o sono nasceram em Chicago com Kleitman, ganhando corpo com a descoberta do sono REM pelo mesmo e seu aluno Asersinsky em 1953.

Continue esta leitura e compreenda melhor o papel da Otorrinolaringologia na Medicina do Sono.

O Desenvolvimento da Medicina do Sono

A partir das pesquisas sobre o sono na segunda metade do século XX, uma explosão de pesquisas fundamentais foram acontecendo nos campos da eletrofisiologia, farmacologia, bioquímica, com o reconhecimento dos mistérios do sono e seus distúrbios.

Este rápido processo de desenvolvimento fica bem demonstrado com o crescimento das clínicas e laboratórios do sono que, a partir da Clínica de Distúrbios do Sono da Universidade de Stanford criada por Dement e seu discípulo Guilleminault em 1970, chegaram a 100 nos anos 80, atingindo hoje quase 3.000 nos USA.

A Medicina do Sono tornou-se uma especialidade multidisciplinar envolvendo neurologistas, pneumologistas, psiquiatras, otorrinolaringologistas, bucomaxilos, cardiologistas, endocrinologistas, cirurgiões bariátricos, dentistas, fisioterapeutas e nutricionistas.

Paralelamente, houve um especial interesse da indústria médica no desenvolvimento de aparelhos para diagnóstico (equipamentos de polissonografia) e tratamento (CPAP, equipamentos cirúrgicos).

No Brasil, este progresso chegou mais tarde, porém, expandiu-se rapidamente nos anos 90 e transformou-se numa das áreas mais atraentes de estudo e trabalho para o ORL.

A Evolução da Otorrinolaringologia no Tratamento da Apneia do Sono

Inicialmente como o último da linha, o Otorrinolaringologista era indicado para realizar traqueostomias naqueles pacientes com apneia grave sem outras alternativas.

Posteriormente, com um melhor conhecimento sobre as enfermidades do sono e com a descrição de Guilleminault de que a Síndrome da Apneia e Hipopneia Obstrutiva do Sono (SAHOS) não era um privilegio dos obesos, procedimentos cirúrgicos específicos com objetivo de reconstrução das vias aéreas superiores popularizaram-se nos anos 80 e 90, como a uvulopalatofaringoplastia, cirurgias nasais, de língua e sobre o esqueleto facial.

Depois de um grande entusiasmo inicial, resultados irrealísticos e controversos mostraram-se desanimadores em longo prazo, a grande maioria por indicações imprecisas e inconsistentes envolvendo somente uma área da obstrução, deixando outras áreas colapsáveis sem tratamento.

Isto levou ao descrédito o tratamento cirúrgico para a apneia do sono, estimulando os tratamentos não cirúrgicos, tentando-se de várias formas demonstrar a pouca efetividade das cirurgias.

Como em toda enfermidade complexa e de múltiplas variáveis, a Síndrome da Apneia-Hipopneia Obstrutiva do Sono (SAHOS) tem ainda aspectos não explicados em sua fisiopatologia, porém, o Otorrinolaringologista tem hoje uma melhor compreensão sobre como avaliar um paciente com esta patologia, tendo em conta que 80% deles apresentam múltiplos pontos de colapso das VAS que devem ser tratados.

Novas Perspectivas para a Medicina do Sono

No tratamento do câncer de cabeça e pescoço, temos o sistema TNM, um sistema de classificação para os médicos estadiarem diferentes tipos de câncer, com base em determinadas normas, sendo o guia fundamental na seleção do tratamento apropriado.

Contudo, nos distúrbios respiratórios sono-dependentes ainda não tínhamos um sistema de estadiamento universalmente aceito, o que agora vamos gradualmente conseguindo como o demonstra o estadiamento proposto por Friedman baseado na posição da língua, no tamanho das tonsilas palatinas e no índice de massa corporal.

Uma avaliação precisa constitui a peça fundamental no bom resultado do procedimento. E vemos atualmente que estas estatísticas melhoram a cada dia, podendo-se falar em melhora considerável da apneia por meio de cirurgias nasais, faríngeas, de base de língua e de avançamento maxilo-mandibular.

Artigo Publicado em: 17 de julho de 2017 e atualizado em: 22 de maio de 2019

Tipos de Polissonografia

Conheça os Diferentes Tipos de Polissonografia

As polissonografias são classificadas dependendo do nível de complexidade de investigação que oferecem. São classificadas em polissonografias diagnósticas dos níveis I, II, III e IV, polissonografias de titulação de CPAP e de outros aparelhos de ventilação não invasiva, além de polissonografias com montagem neurológica e com vídeo.​ Continue a leitura e saiba mais sobre os tipos de polissonografia.

Os Tipos de Polissonografia Diagnóstica

Polissonografia Nível I

A polissonografia nível I é o exame padrão realizado para diagnóstico dos distúrbios do sono. É um exame diferenciado, realizado no laboratório do sono de forma completa e abrangente. Podemos avaliar os vários estágios do sono, assim como os movimentos corporais, ritmo cardíaco, e os distúrbios respiratórios cujo ronco é o primeiro sintoma.

A polissonografia diagnóstica ou nível I é realizada com canais múltiplos de eletroencefalograma, oculograma, eletrocardiograma, eletromiograma, além de sensores para detecção de ronco, posição corporal, detecção de eventos respiratórios, movimento torácico e abdominal e eletrodos para avaliar movimentos anômalos das pernas e braços quando necessário.

Outras variáveis podem ser adicionadas como vídeo, CO2 transcutâneo e pressão esofágica ( para avaliar o esforço respiratório). A polissonografia tipo 1 distingue eventos centrais de obstrutivos, permite o reconhecimento de alguns diagnósticos alternativos (por distúrbio do movimento periódico dos membros, parassonias REM e não REM) e pode sugerir outras distúrbios (por exemplo, narcolepsia, restrição crônica do sono devido a perturbação do ritmo circadiano ). Fornece informações sobre a fragmentação do sono e despertares que são importantes na gênese dos sintomas diurnos decorrentes de alterações eventos respiratórios.

Polissonografia Nível II

Recentemente, pela dificuldade de locais com condições ideais e pelo alto custo de manutenção para a realização do exame, novos aparelhos de polissonografia foram desenvolvidos para exames domiciliares.

As polissonografias domiciliares tem ganhado mercado nos últimos anos, e tem sido realizadas com cada vez maior precisão e definição diagnóstica. Atualmente temos vários níveis de aparelhos domiciliares para diagnóstico, sendo os níveis II, III e IV os mais utilizados.

As polissonografias de nível II são as mais semelhantes aos exames realizados no laboratório, usando quase todos os parâmetros previamente relatados para diagnóstico. A maior diferença é o número de canais para eletroencefalografia, que é menor nos aparelhos nível 2 domiciliares.

Este tipo de polissonografia consiste em um dispositivo portátil locado. Ele registra um mínimo de sete canais, incluindo EEG, EOG, EMG, ECG ou frequência cardíaca, fluxo aéreo, esforço respiratório e saturação de oxigênio. Este tipo de monitoramento permite o estadiamento do sono e consequentemente cálculo do IAH. Ele é configurado de forma a permitir os estudos em casa.

Pacientes que não são candidatos para a Polissonografia Tipo 2:

A. Fatores relacionados ao paciente:

1. Neuropsicologicos:
• déficit intelectual grave (isso também pode ser um problema para estudos do tipo 1)
• Doença neuromuscular
• Dificuldade de comunicação grave

2. Incapacidade física grave com atendimento inadequado do cuidador

3. Ambiente doméstico inadequado – vários fatores precisam ser considerados
incluindo nível de ruído, interações entre parceiros / família, distância do laboratório de sono e a segurança de qualquer equipe de atendimento

B. Fatores relacionados ao distúrbio do sono:

• Parassonias / detecção de convulsões que requerem câmera infravermelha ou EEG estendido
•Necessidade de Monitoramento de CO2 transcutâneo.
• Confirmação de vídeo sobre os aspectos posicionais

Polissonografia Nível III

Estudo do sono de canal limitado (tipo 3 e 4) têm um número mais restrito de parâmetros medidos, geralmente uma combinação de variáveis respiratórias incluindo saturação arterial de O2, esforço respiratório e fluxo aéreo. Em geral, o estadiamento do sono é omitido nestes estudos.

Estudos tipo 3 têm pelo menos 4 variáveis monitoradas: oximetria mais esforço respiratório (peito, abdômen ou ambos), fluxo de ar (nasal ou oral por pressão ou termistor), posição do corpo, movimento da mandíbula, ECG, tonometria (um marcador de controle autonômico), actigrafia e som (detecção de vibração ou gravação de som verdadeira). Tonometria também está disponível (marcador de controle autonômico e, assim, sono) como adjunto à oximetria. É necessário equipamento descartável (por exemplo, WatchPAT).

A tecnologia da tonometria arterial periférica mede a variação do volume vascular na extremidade do dedo, avaliando o tônus vascular em resposta ao sistema nervoso simpático. Dispositivos como o WatchPAT (registrado) consistem em oximetria de pulso, microfone, tonometria arterial periférica, posição e actigrafia. Tem demonstrado ser uma ferramenta muito eficiente para o diagnóstico ambulatorial da apneia obstrutiva do sono com alta acurácia para apnéia moderada a grave.

Polissonografia Nível IV

O estudo do Tipo 4 é aquele que incorpora apenas um ou dois parâmetros medidos por exemplo saturação de oxigênio, frequência cardíaca ou fluxo de ar.

Limitações da oximetria com frequência são observadas em cardiopatias e pacientes neurológicos. Outras limitações incluem falta de dados posicionais e do tempo na cama em vez do tempo real de sono. Questionários preenchidos pelo paciente e parceiro de cama em relação às estimativas de tempo de sono, posição do corpo e presença de ronco podem ajudar a complementar os dados registrados a partir de estudos do tipo 4.

Pacientes com contra-indicação aos Tipo de Polissonografia 3 e 4:

1. Populações com baixa probabilidade pré-teste de SAOS moderada a grave

2. Pacientes que relatam sintomas sugestivos de uma condição diferente do sono, respiração desordenada que exigirá monitorização mais extensiva, parassonias, narcolepsia, distúrbios periódicos dos movimentos dos membros e epilepsia noturna.

3. Pacientes com qualquer um dos seguintes casos (hipoventilação noturna ou Apnéia central do sono provável):

a. Doença neuromuscular
b. DPOC grave ou doença pulmonar restritiva
c. Hipóxia e / ou hipercapnia em repouso ou necessidade de terapia com oxigênio suplementar
d. Obesidade mórbida e / ou suspeita de síndrome de hipoventilação da obesidade
e. Doença cardiovascular significativa, isto é, hospitalização recente por IAM, angina instável, insuficiência cardíaca descompensada
f. Uso crônico de narcótico
4. Incapacidade de realizar oximetria durante a noite em ambiente não monitorado. Por exemplo doença psiquiátrica significativa ativa.

Apesar das indicações das polissonografias domiciliares terem crescido no mercado, é importante lembrar que são exames realizados sem o acompanhamento técnico do laboratório do sono, podendo ter falhas mais frequentes por perda de sensores durante o sono, aumentando o risco de repetição do exame.

Não se preocupe em identificar qual dos tipos de polissonografia é o mais indicado para o seu caso. O seu médico do sono irá determinar qual exame solicitar para diagnosticar de forma adequada o seu distúrbio do sono.

Cuidados com a Voz

Semana da Voz 2019 – Conheça os Principais Cuidados com a Voz

Abril é o mês em que celebramos a voz humana como um recurso único para a humanidade. Cada país pode fazer escolhas diferentes sobre como abordar esse evento, com muitas atividades diferentes, desde performances artísticas até eventos de melhoria da saúde. A maioria das atividades do Dia Mundial da Voz acontece no dia 16 de abril, mas muitos eventos se estendem por toda a semana ou até mesmo durante todo o mês. Aproveitando esta mobilização, estamos promovendo em nossos sites e mídias sociais a Semana da Voz, com dicas e orientações de cuidados com a voz.

Principais Cuidados com a Voz

O Dr. José Antônio Pinto, ex-presidente da ABVL, chefe do Serviço de Otorrinolaringologia do Hospital e Maternidade São Camilo e especialista dos hospitais Albert Einstein e Oswaldo Cruz, fala sobre os problemas que podem afetar a voz humana – e o carinho que devemos ter com ela.

Sintomas como dor de garganta e rouquidão persistente, alteração na qualidade da voz, dificuldade de engolir e sensação de um caroço na garganta merecem investigação médica.

Esse é o começo de uma necessária conscientização da população brasileira sobre a importância da voz, suas alterações e cuidados que ela merece. “Alertando e orientando a sociedade para os cuidados com a voz, estamos prevenindo seus problemas e preservando o mais importante meio de comunicação da espécie humana e o instrumento de trabalho da maioria de nossa população” diz o Dr. José Antônio Pinto.

O que Pode Prejudicar a Voz?

Câncer de Laringe

O câncer de laringe, ou das cordas vocais, evidentemente é o mais grave distúrbio que pode acometer a voz, mas outras alterações vocais podem afetar nosso desempenho social e profissional. “Toda voz de qualidade ruim altera a qualidade de vida, de um modo ou de outro”.

Ele reforça a recomendação de que toda rouquidão que persista por mais de 15 dias deve ser investigada. Os especialistas têm hoje inúmeros recursos para visualizar diretamente o aparelho vocal, em busca de pólipos, tumores, focos hemorrágicos. Fibras ópticas e telescópios chegam diretamente ao local, pela boca ou pelo nariz, dando ao médico a oportunidade de registrar, em vídeo, tudo o que foi encontrado.

Pode ser, por exemplo, uma lesão precursora do câncer de laringe – uma leucoplasia, uma “nata de leite” sobre a corda vocal. Ou a formação de uma película sobre as cordas vocais que as faz perder a capacidade de vibração. Tudo isso altera a qualidade da voz – e a alteração vocal deve servir como um indício do problema. O Dr. José Antônio Pinto diz que os tumores da laringe podem ser considerados como uma doença social. Entre suas causas principais, estão o abuso de álcool, o refluxo gástrico (que pode ser atribuído a maus hábitos alimentares) e, sobretudo, ao tabagismo: 90% dos portadores de câncer na laringe são fumantes.

Como se vê, o câncer de laringe, se não pode ser inteiramente prevenido, tem causas que podem ser evitadas com bons hábitos de vida. Mas mesmo que isso não ocorra, o diagnóstico precoce faz toda a diferença. Quando a lesão está em seus estágios iniciais, a remoção do tumor pode ser feita por meio de cirurgia endoscópica a laser, com um mínimo de trauma. O paciente se interna de manhã e é liberado a tarde. E, o mais importante, como destaca o Dr. José Antônio Pinto: preservando a voz.

Mesmo quando o tumor já está mais avançado, a manutenção das cordas vocais e, consequentemente, da voz, pode ser alcançada – mas aí com um prognóstico mais reservado. Resumindo: pessoas com rouquidão persistente ou algum dos sintomas descritos acima não devem temer o diagnóstico e o tratamento, que no passado era mutilante. Pelo contrário: o diagnóstico precoce significa manter a voz. Nas campanhas da voz, 25% dos pacientes examinados, em média, costuma apresentar alterações objetivas no exame da laringe, variando de lesões benignas a lesões malignas iniciais.

Calos e Abuso Vocal

Evidentemente, nem toda lesão de cordas vocais é câncer. Os chamados calos vocais são lesões produzidas por abuso vocal.

Como explica o Dr. José Antônio Pinto, o uso da voz num tom muito acima do normal é a principal causa dos calos. Isso afeta, geralmente, pessoas que usam a voz profissionalmente, muitas horas por dia – como professores, leiloeiros, locutores. Ou mesmo pessoas que simplesmente falam acima do tom – gritando ou se alterando com frequência.

“A voz é um instrumento humano maravilhoso, mas é preciso saber usar”. Nessas situações, uma reeducação foniátrica – a cargo de um fonoaudiólogo – pode ser indicada para não gerar lesões mais complexas.

Pigarros insistentes, às vezes até por tique nervoso ou maneirismo, também podem produzir lesões nas cordas vocais. Eles provocam os chamados “golpes de glote” – um choque brusco nas cordas vocais que, em certas situações, pode ser causado também por refluxo gástrico. Em vez de pigarro, o médico recomenda: “Tome um copo d’água, respire fundo”. Aliás, tomar bastante líquido é uma recomendação genérica que também é feita pelos laringologistas.

Outros Inimigos da Laringe

Ar-condicionado, que resseca vias aéreas, e bebidas excessivamente geladas, que produzem choque térmico podem ser prejudiciais. É claro que há pessoas mais sensíveis a esses dois fatores – em outras, elas não têm nenhuma repercussão vocal. É uma questão de conhecer seu próprio organismo.

E as “pastilhas de garganta”? Segundo o Dr. José Antônio, em geral esses produtos não alcançam a laringe e as cordas vocais, embora possam até amenizar uma “dor de garganta”. Nesse particular, inaladores de vapor teriam melhor efeito anti ressecamento.

E as bebidas alcoólicas? Uma boa dose de conhaque não seria um “santo remédio” para “limpar a garganta”? Claro que não, diz o Dr. José Antônio. “O álcool pode relaxar a garganta no momento que entra na boca. Depois, porém, produz um edema na corda vocal”. Não é à toa que o fumo e o álcool, nessa ordem, sejam os principais inimigos da voz.

O Dia Mundial da Voz

Em 1999, alguns médicos se reuniram em São Paulo com uma preocupação: o câncer de laringe, que vitimava 15 mil brasileiros por ano, sendo 8 mil casos fatais. Além disso, as chamadas doenças vocais eram desconhecidas da maioria das pessoas. Seria necessário difundir mais conhecimentos sobre os cuidados com a voz, para evitar problemas como estes.

Diante desse quadro, os médicos da atual ABLV (Academia Brasileira de Laringologia e Voz) lançaram a Campanha Nacional da Voz, um programa de orientação, informação e, principalmente, respeito pela voz, instrumento de trabalho de 70% dos brasileiros.

Desde então, todos os anos, no Dia Mundial da Voz, 16 de abril, os especialistas atendem cerca de 40 mil pessoas em todo o país, orientando e até detectando doenças relacionadas a nosso aparelho vocal.

A Academia Americana de Otorrinolaringologia e Cirurgia de Cabeça e Pescoço, através do seu Comitê de Voz, trabalhou para criar uma equipe para escolher o tema da campanha no ano de 2019. Após discussão e reflexão, a frase que está sendo adotada para como slogan para o dia da voz é: “Seja amigo da sua voz!”

Artigo Publicado em: 9 de maio de 2018 e Atualizado em 17 de abril de 2019

 

Cirurgia Ortognática

A Cirurgia Ortognática no Tratamento dos Distúrbios do Sono

Um fato desconhecido por grande parte da sociedade é a eficácia da cirurgia ortognática no tratamento dos distúrbios do sono, como o ronco e a apneia do sono: pacientes que sofrem desses problemas podem também se beneficiar com a cirurgia.

Continue a leitura e saiba mais sobre a indicação e a realização deste procedimento.

A Cirurgia Ortognática

A cirurgia ortognática trata-se de um procedimento que corrige e reposiciona os ossos da mandíbula e, consequentemente, corrige o posicionamento dentário de pessoas que apresentam assimetria óssea na região. É segura, assertiva, apresenta alto índice de satisfação e traz resultados positivos para o paciente, elevando sua qualidade de vida e sua autoestima, pois melhora a harmonia da face, além das questões de saúde.

O termo ortognático deriva das palavras gregas “orto” (reto) e “gnathos” (mandíbulas). Abrange uma vasta gama de osteotomias maxilares e mandibulares empregadas para a correção e alinhamento de deformidades do esqueleto facial, a fim de obter forma, função e estética adequadas. Este é um serviço que é fornecido normalmente em conjunto com a terapia ortodôntica e visa corrigir grandes más oclusões dento-faciais.

Os Distúrbios Respiratórios do Sono

Existe uma série de distúrbios do sono que afetam diretamente a qualidade de vida do paciente, acarretando, muitas vezes, em sérios prejuízos à sua saúde: o ronco, a Síndrome da Apneia Obstrutiva, a Hipopneia Obstrutiva e a síndrome da resistência da via aérea superior são alguns desses distúrbios.

Muitas pessoas desenvolvem distúrbios do sono respiratórios devido a problemas no desenvolvimento dos ossos maxilares: disfunções nessa região podem afetar diretamente a qualidade do sono.

O paciente que apresenta retrognatismo (maxilar deslocado para trás) possui um estreitamento das vias aéreas inferiores e, quando está deitado, a passagem de ar nessa região diminui. Essas pessoas tendem a desenvolver distúrbios respiratórios durante o sono, principalmente a Síndrome da Apneia Obstrutiva.

A Síndrome da Apneia Obstrutiva é o distúrbio respiratório do sono mais comum. Caracteriza-se pelo ronco, impedimento completo ou parcial da circulação do ar nas vias aéreas durante o sono e, em alguns casos, sensação de sufocamento e micro paradas respiratórias.

Além da sensação de sonolência durante o dia do portador do distúrbio, por conta de não conseguir ter uma noite de sono plena, as consequências podem ser bem mais graves, tais como desordens cardiovasculares e até mesmo morte súbita.

O diagnóstico da condição é feito baseado no exame de polissonografia e através de investigações clínicas. A apneia do sono pode ser classificada em leve, moderada e grave, e seu tratamento varia de acordo com a gravidade de cada caso.

A Cirurgia Ortognática no Tratamento dos Distúrbios do Sono

A cirurgia ortognática realiza diversas funções quando executada, como correções na mordida, na alteração do esqueleto facial e na respiração.

O procedimento cirúrgico é realizado sempre em ambientes hospitalares, sob anestesia geral; o paciente permanece internado durante um dia, mas a duração da cirurgia é de aproximadamente quatro horas.

O profissional responsável pela execução da cirurgia ortognática para tratamento de distúrbios respiratórios de sono é o cirurgião buco-maxilo-facial.

Quando há obstrução na região respiratória por conta de complicações no crescimento dos ossos maxilares, a cirurgia ortognática deve ser a primeira opção no tratamento, e não reservada estritamente para casos severos.

Benefícios da Cirurgia Ortognática no Tratamento dos Distúrbios do Sono

Além de realizar ajustes estéticos na face do paciente, a cirurgia ortognática é considerada o tratamento cirúrgico mais eficaz para distúrbios respiratórios do sono. Como em qualquer ato cirúrgico, há possibilidade de complicações, mas o índice é muito baixo; na maior parte dos casos os resultados são assertivos.

Atualmente, não há necessidade da realização de cortes externos no rosto durante a cirurgia ortognática: o acesso é intraoral, possibilitando a ausência de cicatrizes.

Todos os movimentos da mandíbula do paciente são preservados, ou seja, o procedimento cirúrgico não deixa nenhuma sequela. Após a cirurgia, o paciente tem capacidade de falar e se alimentar normalmente.

Se você sofre de distúrbios respiratórios do sono, a cirurgia ortognática é capaz de te proporcionar novamente noites de sono plenas, e elevar sua qualidade de vida. Marque uma consulta e tire todas as suas dúvidas.

Artigo Publicado em: 14 de fevereiro de 2018 e Atualizado em 10 de abril de 2019

Hipertrofia de Adenoide em Adultos

A hipertrofia de adenoide é comum em crianças. O tamanho da adenoide aumenta até a idade de 6 anos, depois se atrofia lentamente e desaparece completamente com a idade de 16 anos. A hipertrofia de adenoide em adultos ainda é rara, mas está aumentando por várias causas.

O presente artigo aborda o aumento da massa adenoideana na nasofaringe, associados ou não à amigdalite crônica, assim como as causas da adenoide aumentada e as diferentes sintomatologias desses casos.

A Hipertrofia de Adenoide em Adultos

Os tecidos esponjosos (a adenoide), localizados entre a região do nariz e a região posterior à garganta, possuem uma tendência de reduzir o seu tamanho, por processos naturais do organismo. Isto acontece quando os indivíduos passam pela fase da adolescência e entram na fase adulta. Contudo, é muito comum que possam ocorrer os casos onde os pacientes adultos persistem a sofrer com esse incômodo.

Causas da Hipertrofia de Adenoide em Adultos

As adenoides são pequenas glândulas que começam a se formar ainda no período da gestação, enquanto o bebê está sendo formado na barriga, e o trabalho principal das mesmas no organismo é conseguir combater e prevenir a instalação de uma série de doenças no organismo, como as infecções, ou seja, elas possuem a mesma função que as amígdalas.

Por esse motivo, é extremamente comum que a hipertrofia de adenoide seja encontrada em pacientes com menor idade, fazendo com que eles possam ser mais afetados pelas infecções, e também de acordo com o fato de que as glândulas irão, geralmente, desaparecer conforme os mesmos avançarem para a idade adulta.

Nos casos em que as adenoides não são eliminadas do organismo, desaparecendo, elas podem também apresentar inflamações na vida adulta. Os sinais desse processo podem se dar em doenças do trato respiratório, infecções e diversos tipos de inflamações, e, um dos mais comuns, a apneia do sono.

As principais causas da disfunção de hipertrofia da adenoide em adultos se concentram nos fatores seguintes:

  • Disfunções do sistema de controle hormonal;
  • Obesidade e/ou sobrepeso;
  • Disfunções do sistema endócrino em adultos;
  • Tendências e heranças genéticas que influenciam na ocorrência do problema.

Hipertrofia de Adenoide em Adultos – Diagnóstico

Há uma série de procedimentos que podem ser realizados mediante ao acompanhamento com um profissional otorrinolaringologista especializado que possa indicar tanto os procedimentos para amenização dos sintomas, quanto para um tratamento mais intensivo.

Para os pacientes que apresentam alguns sintomas como a coriza, a dificuldade de respiração – principalmente no período noturno – e distúrbios do sono como a apneia, que é um dos principais sintomas que pode indicar a presença da doença em indivíduos adultos, e que é muito perigosa para a saúde, pois pode ocasionar problemas diversos devido à diminuição da qualidade do sono, o principal método de ação a partir da identificação dos sintomas é procurar a orientação de um médico especializado.

Por meio das consultas com o médico, é possível realizar exames que irão comprovar a ocorrência da hipertrofia de adenoide em adultos – o exame que geralmente é realizado nos casos de suspeita da doença é a rinoscopia, em que uma ferramenta específica localiza as glândulas da adenoide e identifica se elas estão inflamadas.

Hipertrofia de Adenoide em Adultos – Tratamento

A parte do diagnóstico para os adultos é extremamente importante, porque fará com que todos os sintomas e os prejuízos à saúde possam ser identificados de acordo com a sua relação com as glândulas inflamadas. A partir do mesmo, o tratamento a ser realizado poderá ocorrer de várias formas.

O curso de tratamento escolhido pelo profissional irá depender tanto do nível da inflamação presente nas glândulas de adenoide, quanto da necessidade de intervenção cirúrgica que pode se estabelecer de acordo com a extensão da mesma.

O método mais tradicional de tratamento para a hipertrofia de adenoide em adultos envolve a utilização de medicamentos de ação antibiótica, aliados também ao uso de medicamentos corticoides, que, de acordo com as orientações corretas do médico, podem surtir efeitos muito satisfatórios para os indivíduos que sofrem com as inflamações.

Alguns tipos de tratamentos naturais, para os indivíduos que preferirem evitar a utilização de medicamentos fortes como os citados acima, também podem ser eficazes, e é importante lembrar que o uso de soro fisiológico pode ser um ótimo método de manutenção para que o nariz possa se manter saudável e livre de infecções.

O processo de diagnóstico realizado com acompanhamento médico é muito importante, pois ele poderá identificar os casos de hipertrofia de adenoide em adultos que apresentam inflamações em graus mais elevados, fazendo com que seja necessário a retirada das glândulas por meio de procedimentos cirúrgicos, que fazem a raspagem das mesmas – a cirurgia é conhecida como adenoidectomia.

Para os pacientes que precisarem se submeter à cirurgia, não é preciso alarmar-se, pois o procedimento é completamente seguro, sendo realizado de forma rápida, e a recuperação tem um período de no máximo duas semanas.

Hipertrofia de Adenoide? Marque uma consulta e deixe-nos ajudar.

Artigo Publicado em: 10 de janeiro de 2018 e Atualizado em 03 de abril de 2019

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