Horário de Atendimento:

8:00h - 20:00h

Telefone:

(11) 5573-1970

Novidades NOSP - Acompanhe

Ronco Primário – Conheça seu Tratamento

Ronco Primário
Facebook
Google+
Twitter
LinkedIn
WhatsApp
Pinterest
StumbleUpon
Ronco Primário – Conheça seu Tratamento
5 (100%) 6 votoss

Veja a seguir a terceira parte do capítulo de um livro, que escrevi juntamente com o Dr. José Antonio Pinto, agora abordando as diferentes abordagens de tratamento do ronco primário. Leia também a primeira e a segunda parte deste texto.

Ronco Primário – Tratamento

O tratamento do ronco primário consiste em intervenção conservadora/comportamental por meio de perda de peso, correção do decúbito durante o sono, evitação de sedativos, tratamento da rinite alérgica e da obstrução nasal e cessação do tabagismo.

Procedimentos cirúrgicos clássicos sobre o palato (faringoplastias) e correção da obstrução nasal são utilizados (septoplastias e turbinoplastias). As técnicas ambulatoriais têm ganhado popularidade, graças à vantagem de se poder evitar a hospitalização e a anestesia geral. Dentre elas, citam-se:

1. Uvulopalatoplastia Assistida por Laser

A LAUP é um procedimento cirúrgico que envolve a redução e o recontorno dos tecidos da úvula e do palato mole, usando o laser de dióxido de carbono, visando à reducão vibratória da orofaringe. Introduzida por Kamami, na França, em 1986, para o tratamento de ronco por meio da vaporização com laser da úvula e da margem livre do palato, tornou-se método amplamente difundido, principalmente na década de 1990, por poder ser utilizada em ambulatório e sob anestesia local. Em seus primeiros procedimentos, Kamanii demonstra 77% de bons resultados em pacientes roncadores não
apneicos.

2. Radiofrequência

A redução do volume de tecido por radiofrequência (RFTVR) é uma tecnologia cirúrgica minimamente invasiva que usa corrente de radiofrequência para reduzir o volume de tecido de forma precisa. A energia da radiofrequência produz uma agitação ionica de moléculas a um nível celular. Os íons tendem a seguir uma mudança de direção com a corrente alternada gerada. A corrente passa através do paciente, o calor é gerado no tecido que envolve o eletrodo e a temperatura máxima variável da radiofrequência é de 105°C. O aumento do calor nos tecidos ocasiona a dissecação e a coagulação de proteínas. Há dois tipos de radiofrequência:
monopolar (SOMNUS GYRUS) e Bipolar.

3. Enrijecimento Palatal por Cautério (CAPSO)

Consiste em desnudar ou ressecar uma área da mucosa palatal na face oral causando cicatrização, fibrose e enrijecimento do palato mole. É realizada anestesia tópica com benzocaína e injetada epinefrina na submucosa da linha média do palato mole estendendo 1 cm lateralmente em cada lado. A cauterização é uma associação de corte e coagulação. Possui ótima hemostasia, minimiza a dor pós-operatória e as lesões térmicas. A vantagem é o baixo custo e as complicações são semelhantes às da LAUP, porém com taxas menores.

4. Injeções Roncoplásticas

As injeções roncoplásticas podem ser realizadas em ó, sob anestesia tópica. O procedimento é simples, rápido, com poucas complicações, e baixo custo, podendo ser repetido.

Aplica-se uma solução de etanol a 50%, diluído em lidocaína a 2% em três pontos do palato mole, um mediano e dois laterais, com uma média de três sessões, em intervalos mensais.

5. Implantes Palatais

A primeira indicação para locação de implante palatal é o tratamento de ronco primário de origem palatal. Tem como vantagem ser um procedimento minimamente invasivo, que dura cerca de 20 minutos, com mínima dor, necessidade apenas de anestesia local, pouco desconforto, pouca morbidade e efetivo enrijecimento do palato.

São inseridos no palato mole, por meio de um aplicador especial, 3 a 5 implantes sintéticos de poliéster paralelos, um na linha média e quatro laterais. Há uma resposta natural do organismo à locação dos implantes, causando um ancoramento deles, encapsulamento e conexão entre eles, o que traz suporte e enrijece o palato, reduzindo obstrução e vibração do tecido.

Ronco Primário – Conclusão

O ronco é um problema multifatorial com constituintes subjacentes que interagem de maneira complexa no processo evolutivo dos distúrbios respiratórios do sono. Portanto, seu diagnóstico é fundamental para a prevenção da SAOS, exigindo investigação clínica acurada associada à polissonografia.

O tratamento, seja clínico, cirúrgico ou comportamental, é complexo e desafiador. Na maioria das vezes, requer abordagem multidisciplinar que inclua diversas especialidades médicas e cirúrgicas. É essencial que haja perda de peso, terapia posicional de decúbito, dieta livre de álcool e sedativos e, principalmente, a adesão do paciente ao plano de tratamento.

A intervenção cirúrgica ambulatorial torna-se uma opção mais viável para pacientes jovens, não obesos e com Mallampati I ou II. Muitas vezes, é necessária uma nova abordagem em segundo tempo, já que o tratamento pode não conter a evolução da doença.

Dr. Arturo Frick Carpes
Otorrinolaringologista desde 2002 Entre outras complementações à formação, realizou Fellowship na Universidade de Stanford, na faculdade de Odontologia de Birmingham nos Estados Unidos. Clínica Ivo Pitanguy, Santa Casa e Hospital de Emergências Souza Aguiar no Rio de Janeiro.

Otorrino em São Paulo

Tratamento para Apneia, Ronco.. faça um exame. Cuide da sua saúde.