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Otite e Viagem de Avião – Estudo com Tripulantes de Voo

Otite e Viagem de Avião
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Otite e Viagem de Avião – Estudo com Tripulantes de Voo
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Veja neste artigo trechos do estudo realizado pelo Dr. José Antônio Pinto, Dra. Heloisa dos Santos e equipe do Núcleo de Otorrinolaringologia e Cirurgia de Cabeça e Pescoço de São Paulo com tripulantes de voo, com o objetivo de esclarecer o tema de “otite e viagem de avião”.

Otite e Viagem de Avião

Os efeitos adversos das variações da pressão ambiente têm sido observados há longa data. Em 1660, Boyle publicou um trabalho em que relata a formação de bolhas em animais relacionados a descompressão. As variações da pressão ambiente, que ocorrem na atividade aérea espacial tem grande importância, tanto pelas alterações fisiológicas que provocam, como pelo grande número de patologias que acarretam.

A função adequada do nariz, ouvido e garganta são indispensáveis para a tripulação de voo. Alterações na pressão durante o voo exigem tuba auditiva, óstios, cavidades e labirinto saudáveis.

Disfunções na anatomia otorrinolaringológica pode levar o tripulante a inaptidão para o trabalho. Tripulantes Técnicos (Comandantes e copilotos) e Tripulantes comerciais (comissários de voo) não devem voar com otite media aguda por várias razões.

Otite e Viagem de Avião – Porque Evitar

Primeiro, esses pacientes sempre possuem um certo grau de desconforto que pode diminuir o desempenho e consequentemente a segurança do voo. Segundo, secreções na orelha média e obstrução da tuba auditiva não
permitem o equilíbrio barométrico adequado em alterações de altitudes.

Terceiro, anti-histamínicos podem causar sonolência. Por estas razões aeronautas são inaptos a voar nessas condições até a remissão completa dos sintomas.

A aeronave voa a uma altitude de aproximadamente 9 a 11 mil metros, com uma pressurização que é equivalente a pressão atmosférica de um local com cerca de 2.500 metros de altitude(portanto o ambiente interno da aeronave não se encontra ao nível do mar como se pensa comumente).

No interior da cabine, além da pressão, o oxigênio está reduzido a 71% quando comparado ao nível do mar. Há dissociação da curva de oxyhemoglobina, sendo que a saturação cai a 90% determinando um ambiente de hipóxia relativa. Essas condições somadas à baixa umidade relativa do ar, facilitam a desidratação e o ressecamento das secreções respiratórias.

Na decolagem, com a diminuição da pressão atmosférica, a pressão no interior do ouvido médio tende a aumentar, assim como o volume dos gases nele contido e há um escape de ar passivo via trompa de Eustáquio desde que
não haja processo obstrutivo no tórus tubário (processo inflamatório, tonsilas faríngeas, tumores), que possam alterar este processo passivo da tuba.

Na aterrisagem, à medida em que a pressão atmosférica vai aumentando, a pressão no interior do ouvido médio, que se igualou à baixa pressão da altitude, encontra-se menor que a pressão atmosférica ambiente.

Processos inflamatórios em vias aéreas superiores (atopias, refluxo, infecção viral ou bacteriana) podem determinar que secreções entrem na cavidade da orelha média agravando ou determinando afecções na orelha média.

Disfunção tubária durante o pouso e decolagem podem causar retração da membrana timpânica, engurgitamento venoso e acúmulo de secreção ou fluido hemorrágico na orelha média.

Se o diferencial de pressões do ouvido médio e a atmosfera ambiente chegar a aproximadamente 100 mmHg, a membrana timpânica pode se romper levando a otalgia, plenitude aural, hipoacusia e tinnitus. Tripulantes com barotite devem ser restringidos ao voo durante o tratamento até a normalização da tuba auditiva.

Exigências Otorrinolaringológicas para o Voo

De acordo com o documento de Inspeção de Saúde e Certificado de capacidade Física da Agencia Reguladora- ANAC (Agencia Nacional da Aviação Civil) – RBAC 67 existem algumas exigências otorrinolaringológicas para o voo:

1) O solicitante não deve ser portador de processo patológico ativo, agudo ou crônico, nem no ouvido interno nem no ouvido médio;
2) O solicitante não deve ser portador de patologia das membranas timpânicas que seja incompatível com o exercício da atividade aérea. Uma perfuração simples e seca da membrana timpânica não implica necessariamente, que haja de considerar-se como incapaz;
3) O solicitante não deve ser portador de obstrução permanente das trompas de Eustáquio;
4) O solicitante não deve ser portador de desordens permanentes dos aparelhos vestibulares, sendo que condições passageiras podem ser consideradas como de incapacidade temporária;
5) Ambos os condutos nasais devem permitir a livre passagem do ar. Não existir nenhuma deformidade grave, nem afecção aguda ou crônica da cavidade bucal, nem das vias aéreas superiores. Não existir patologia aguda ou crônica grave das cavidades paranasais;
6) O solicitante não deve ser portador de deficiência de percepção auditiva que comprometa o bom desempenho de suas funções quando no exercício das atribuições que sua licença lhe concede.

Caso o tripulante não preencha tais requisitos, deve ser afastado da função até a resolução da doença e não pode ser liberado nem mesmo durante o tratamento.

Dra. Heloisa dos Santos

Otorrino em São Paulo

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