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Sono REM

Sono R.E.M. – O Que é e Qual Sua Importância

O sono é uma parte vital e extremamente importante para a otimização da saúde e manutenção de uma qualidade de vida adequada, ajudando o organismo humano a funcionar corretamente ao longo das horas que está acordado. Todas as partes do sono são muito importantes para a sua qualidade, mas o sono R.E.M. é especialmente fascinante porque é um momento de intensa atividade cerebral.

Além disso, essa fase do sono, dentre as muitas pelas quais nosso organismo passa, é muito importante também porque promove os métodos de aprendizado, fixando os conhecimentos e informações adquiridos ao longo dos dias, bem como cria os nossos sonhos.

Aproveitando a Semana do Sono, momento em que buscamos conscientizar sobre a necessidade de um sono de qualidade, fique conosco neste artigo para saber mais sobre essa fase do sono e sua importância.

O Sono R.E.M.

Enquanto temos o nosso descanso absolutamente necessário, que revitaliza e revigora o organismo, o corpo passa por uma série de ciclos de sono.

Os ciclos de sono ao longo da noite ocorrem em períodos que variam em torno de noventa e cento e vinte minutos de duração para cada, e o sono R.E.M. toma uma parte de cerca de 20% a 25% da proporção total dos ciclos ao longo da noite, podendo diminuir ao longo dos processos de envelhecimento – e, nos bebês, o sono R.E.M. ocorre por cerca de 80% do período da noite.

Como Acontece o Sono R.E.M.

Especificamente, o ciclo do sono R.E.M. se dá a partir da última metade do período de descanso, especialmente durante as três horas que se passam antes que o indivíduo desperte, e o componente do sono R.E.M. em cada ciclo de sono aumenta conforme a noite passa.

Como o nome sugere, a sigla se traduz em Rapid Eye Movements – do inglês ‘movimentos rápidos dos olhos’, o sono R.E.M. é o estado em que nossos olhos ficam se movendo de um lado para o outro enquanto permanecem fechados, um fenômeno que, aliás, pode ser monitorado e medido por um exame chamado eletro-oculografia.

Essa movimentação dos olhos não se dá de forma constante, mas sim de forma intermitente – ou seja, em fases. Embora diversos estudos sejam realizados a respeito do sono R.E.M., ainda não é sabido exatamente o propósito dos movimentos acelerados dos olhos durante esse ciclo do descanso, mas acredita-se que eles possam estar relacionados às imagens visuais internas que acontecem nos sonhos ao longo do período R.E.M.

Isso se dá especialmente por que essas imagens são associadas com picos de atividades cerebrais nas regiões que envolvem a utilização da visão – bem como em outros locais no córtex cerebral.

Por Que o Sono R.E.M. é Importante?

O sono R.E.M. é extremamente importante para a saúde e para todos os ciclos de sono porque é durante esse período em que são estimuladas as áreas do cérebro humano essenciais para os processos de aprendizado e para que o órgão possa realizar a criação e a retenção de novas memórias.

De acordo com estudos que privaram ratos da fase do sono R.E.M., sua expectativa de vida foi significativamente reduzida – de dois a três anos para cinco semanas. Os ratos que foram privados de todos os ciclos de sono viveram em média durante três semanas.

Portanto, a importância do sono R.E.M. está no fato de que, durante esse estágio do sono, nossos cérebros exercitam conexões neurais extremamente importantes que são a chave para o bem estar e a saúde, de forma geral, da mente e do corpo físico.

Despertares Durante o Sono R.E.M.

Embora a maioria das pessoas geralmente não seja acordada ao longo da duração do sono R.E.M., como alguns outros animais fazem, nós temos a tendência de acordar mais frequentemente ao longo dessa duração do que durante os outros estágios do descanso noturno.

Geralmente, esses micro despertares acontecem por períodos extremamente pequenos, durando apenas alguns segundos, e a pessoa que acorda geralmente não tem memória alguma da situação. Se muito estimulada, entretanto, uma pessoa pode acordar completamente, e, então, demorar um ciclo de sono inteiro, que se dá em torno de uma hora e meia a duas horas para conseguir dormir novamente.

Embora o sono R.E.M. tenha sido considerado amplamente como uma necessidade fisiológica, estudos recentes comprovam que, por exemplo, em casos onde os seres humanos são privados do estágio do sono R.E.M., eles tendem a compensar essa atividade ao sonharem durante os outros ciclos de sono.

Outros animais, por exemplo, quando não podem realizar o ciclo de sono R.E.M. por um período de até dois meses, parecem serem capazes de continuar suas vidas com pouca ou nenhuma mudança em relação à seus comportamentos ou apresentarem danos ou prejuízos à saúde física.

Mas é importante salientar a importância de um sono completo e reparador, que inclui estágios de sono R.E.M. Se você sente que poderia dormir melhor, marque uma consulta e deixe-nos ajudar a melhorar a qualidade do seu sono.

Publicado em: 23 de janeiro de 2018 e atualizado em: 20 de março de 2019

Sono, Saúde e Qualidade de Vida

A Relação Entre Sono, Saúde e Qualidade de Vida

Veja neste artigo mais informações sobre a relação entre sono, saúde e qualidade de vida.

Sono, Saúde e Qualidade de Vida

Uma pesquisa realizada pelo Instituto de Ciências Biológicas e da Saúde da Universidade Federal de Alagoas demonstrou que as noites ruins de sono podem afetar as memórias de curto prazo verbal, operacional e visuoespacial, principalmente nos homens. Já nas mulheres, foi registrado um leve declínio na memória de curto prazo verbal.

Os pesquisadores também concluíram que esquecer palavras, decorar um número de telefone, montar um quebra-cabeça ou se localizar em um ambiente recentemente conhecido são tarefas que podem ser mais difíceis para quem não dorme adequadamente.

Distúrbios do Sono em Homens e Mulheres

Com base nos dados deste estudo, que foi realizado de 2015 a 2016  pelo Laboratório de Eletrofisiologia e Metabolismo Celular da Universidade, os efeitos da má qualidade do sono são diferentes entre homens e mulheres.

Os pesquisadores constataram que o homem sofre mais com as noites mal dormidas. Embora as mulheres relatem um maior número de queixas por causa das poucas horas de descanso, elas demonstraram uma maior resistência.

A pesquisa ainda concluiu que os homens deitam mais tarde e dormem menos, além de apresentarem um sono mais fragmentado. Já as mulheres vão para cama mais cedo e dormem cerca de 24 minutos a mais que eles, mesmo demorando um pouco a mais para adormecer.

Por Quanto Tempo Devemos Dormir?

De acordo com a Associação Mundial de Medicina do Sono, saúde e qualidade de vida a duração adequada de descanso para a maioria dos adultos jovens é de 7 a 9 horas de sono. Porém, há uma pequena parcela da população que se sente bem dormindo apenas 6 horas por noite. Chamamos essas pessoas de “dormidores curtos”.

Na realidade, o ideal é dormir o suficiente para promover o descanso, a restauração mental e orgânica. Dessa forma, evitamos flutuações do humor e mantemos o equilíbrio do sistema imunológico e cardiovascular.

É válido considerar que este tempo de sono, saúde e qualidade de vida pode variar de acordo à fase da vida. Numa fase de aprendizado, por exemplo, a falta adequada de descanso resulta em alteração de humor e prejuízo cognitivo. Estudos já demonstram irritabilidade,
agressividade e sintomas depressivos associados a horas insuficientes de sono, principalmente entre os estudantes.

Dicas para um Sono mais Restaurador

Entre as medidas recomendadas para melhorar a qualidade do descanso, estão a adoção de um horário regular para deitar e acordar, excluir o café e bebidas estimulantes depois das 17:00 e não usar o smartphone e o computador pelo menos
uma hora antes de dormir.

Quer mais Qualidade de Vida? Procure nossa Clínica. Agende uma consulta.

 

Artigo Publicado em: 3 de julho de 2017 e Atualizado em 6 de fevereiro de 2019

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Disfunção Erétil na Apneia do Sono

A apneia do sono é um distúrbio caracterizado pela ocorrência frequente de obstrução da via aérea superior durante o sono. A condição pode acarretar em múltiplas consequências clínicas, incluindo alterações na regulação neural, hormonal e vascular, que favorecem o desenvolvimento de um quadro de DE (Disfunção Erétil).

Disfunção erétil é o termo empregado para a incapacidade consistente em obter ou manter uma ereção peniana que conceda uma relação sexual efetiva. A incidência da condição se dá sobre homens, sobretudo na faixa etária dos 40 aos 69 anos.

Uma pesquisa, realizada por um grupo de estudiosos e divulgada na Revista Portuguesa de Pneumologia, analisou uma amostra de indivíduos com apneia do sono, com objetivo de determinar a prevalência da disfunção erétil nestes pacientes.

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Disfunção Erétil na Apneia do Sono

No estudo, foram incluídas 62 pessoas do sexo masculino, com idade média de 52 anos e com diagnóstico recente de SAOS (Síndrome de Apneia Obstrutiva do Sono). Eles preencheram um questionário composto por cinco questões relativas à função erétil e satisfação.

A pontuação obtida no questionário do estudo varia de 5 a 25, e compreende as classificações de disfunção erétil em cinco categorias: ausente, leve, leve à moderada, moderada e grave.

Todos os participantes da pesquisa foram submetidos a exames que calculam o número de episódios de apneia, assim como o índice de dessaturação de oxigênio por hora de sono.

Disfunção Erétil na Apneia do Sono – Resultados do estudo

Os resultados do estudo evidenciaram que diversos fatores se associam à disfunção erétil nos pacientes de apneia do sono, incluindo faixa etária, diabetes, obesidade, tabagismo, alcoolismo, hipertensão arterial, determinados tipos de medicação e antecedentes clínicos pessoais (como a ocorrência de um AVC, por exemplo).

Estima-se que a prevalência de disfunção erétil em pacientes com apneia é de 64,4%, sendo leve em 38,7%, de leve a moderada em 17,7%, moderada em 3,2% e grave em 4,8%.

O envelhecimento é um dos fatores mais determinantes na agravação do quadro de DE. Os grupos que apresentam algum dos fatores de risco citados estão diretamente associados aos episódios mais severos de disfunção erétil na apneia do sono.

Os resultados da pesquisa constataram também que a prevalência de disfunção erétil é maior no grupo de pacientes com quadros mais avançados de apneia do sono.

Disfunção Erétil na Apneia do Sono – Buscando Ajuda Médica

A disfunção erétil é uma condição mais comum do que se pensa entre os pacientes de apneia do sono; entretanto, muitos escondem e subestimam o problema devido ao constrangimento e à dificuldade em aceitar a condição e buscar ajuda médica.

Existem tratamentos disponíveis e eficazes relacionados à disfunção erétil na apneia do sono. Não deixe que o constrangimento te impeça de buscar ajuda médica, e não tenha medo do diagnóstico; quanto antes a condição for detectada, melhor será seu prognóstico.

Se você sofre de disfunção erétil na apneia do sono, não hesite em marcar uma consulta com o médico do sono de sua confiança. O tratamento da apneia do sono promove uma melhora no quadro de DE.

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Distúrbios do Sono na Menopausa

Os distúrbios do sono costumam ser mais frequentes entre mulheres: a Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo afirma que há uma diferença de 30% de incidência entre mulheres e homens. A chegada da menopausa, que ocorre em torno dos 50 anos da mulher, pode potencializar esse problema.

A menopausa é a fase da vida das mulheres que corresponde à interrupção de sua etapa fértil, quando os ovários deixam de produzir o principal hormônio feminino, denominado estrogênio. É o período de 12 meses após a última menstruação espontânea da mulher, que marca a transição entre seu período reprodutivo e não-reprodutivo.

Após a menopausa, muitas mulheres passam a apresentar distúrbios do sono, e no caso das que já apresentavam dificuldades para dormir, as queixas tornam-se mais prevalentes.

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Distúrbios do Sono na Menopausa

A menopausa é um marco de muitas mudanças na vida da mulher, incluindo sua saúde geral e seu perfil de doenças.

Estudos evidenciam que mulheres na menopausa apresentam uma dificuldade maior para dormir, assim como para manter o sono, fatores que minimizam, assim, sua eficiência. A má qualidade do sono pode comprometer suas atividades cotidianas, seu bem-estar mental e físico durante o dia e, consequentemente, sua qualidade de vida.

O aumento dos distúrbios do sono decorrente da menopausa deve-se às mudanças hormonais que ocorrem nesta fase. A mulher nasce com um “estoque” de óvulos que produzirá ao longo de toda a vida. Quando este estoque acaba, os hormônios que até então eram produzidos pelos ovários (progesterona e estrogênio) também sofrem um declínio.

O neurologista Álvaro Pentagna, do Ambulatório de Sono no Adulto do Hospital das Clínicas da USP, explica que a redução destes hormônios origina distúrbios que prejudicam a qualidade do sono da mulher, como a insônia:

“A progesterona é um hormônio que tem o potencial de fazer a pessoa ter mais sono, é como se fosse um indutor de sono. A mulher que engravida, por exemplo, tem o nível de progesterona aumentado, por isso sente aquele monte de sono no início da gestação. Na menopausa acontece o contrário. A progesterona cai e piora a qualidade do sono da mulher”.

Distúrbios do Sono na Menopausa – Apneia do Sono

O hormônio progesterona possui uma propriedade protetora das vias aéreas respiratórias. Quando deixa de ser produzido, a mulher torna-se mais vulnerável ao desenvolvimento de distúrbios respiratórios associados ao sono, como a apneia obstrutiva do sono.

A apneia do sono caracteriza-se pela obstrução completa do fluxo de ar pelo nariz ou pela boca, que ocorre durante o sono. Além de minimizar a concentração de oxigênio no sangue, a paciente de apneia do sono sofre de despertares frequentes durante a noite, que provocam cansaço, fadiga e sonolência durante o dia, baixa produtividade no trabalho e perdas em suas interações sociais.

A fragmentação do sono decorrente da apneia pode gerar uma série de danos graves à saúde da mulher, tais como: anemia, distúrbios renais, aumento da pressão arterial, distúrbios metabólicos e cardiovasculares, neuropatias e síndromes demenciais.

Distúrbios do Sono na Menopausa – Fogachos

O cenário de diminuição dos hormônios estrogênio e testosterona, devido à menopausa, leva a mulher a outra condição prejudicial ao sono: os fogachos.

Os fogachos, como são chamadas as famosas ondas de calor que marcam a menopausa, provocam desconforto à mulher e fragmentam seu sono, uma vez que fazem com que ela acorde diversas vezes durante a noite por conta das mudanças de temperatura.

Distúrbios do Sono na Menopausa – Mudanças de Humor

Problemas emocionais decorrentes da menopausa, como as mudanças de humor, também contribuem para um quadro de insônia. As alterações de humor marcam predominantemente o início da menopausa, a fase de interrupção dos ciclos menstruais.

Nesta fase, é comum que a mulher enfrente mudanças de humor, depressão, ansiedade, condições que favorecem o desenvolvimento de distúrbios do sono na menopausa.

Além disso, os distúrbios emocionais somam-se à condição social, que muitas vezes não vai bem. Problemas no casamento, filhos saindo de casa, o ponto de vista do envelhecimento… são muitos os fatores que podem afetar o aspecto emocional da mulher e colaboram para a má qualidade de seu sono.

Distúrbios do Sono na Menopausa – Buscando Ajuda Médica

Você está enfrentando distúrbios do sono na menopausa e não sabe como combatê-los? Não hesite em buscar ajuda de um médico especialista em sono, e siga suas orientações para melhorar suas noites de sono.

Certamente, bons hábitos de saúde, tais como a prática regular de exercícios físicos e uma dieta alimentar equilibrada, aliados ao acompanhamento médico adequado, são fundamentais no combate aos distúrbios do sono na menopausa. Durma melhor, marque uma consulta com um médico do sono!

Álcool e Apneia do Sono

Consumo de Álcool e a Apneia do Sono

A apneia do sono caracteriza-se por ruídos e interrupções na respiração do paciente, que repetem-se ao menos cinco vezes durante o sono.

Conhecida predominantemente pelo ronco que provoca, a condição é responsável por uma lista extensa de sintomas potencialmente graves, que afetam significativamente a qualidade de vida dos pacientes. Estima-se que cerca de 30% da população brasileira adulta sofre de apneia do sono.

Pacientes que sofrem de apneia do sono têm agravada a oxigenação de seu sangue (a quantidade de sangue que foi oxigenada após passar pelo pulmão) devido ao consumo de álcool.

O consumo frequente de bebidas alcoólicas, mesmo que em níveis moderados, potencializa a gravidade do distúrbio do sono, sobretudo quando aliado a outros fatores de risco, como a obesidade e o tabagismo.

Álcool e Apneia do Sono

Consumo de Álcool e a Apneia do Sono

Segundo um estudo britânico realizado pelo Centro do Sono de Londres, o consumo de bebidas alcoólicas prejudica os ciclos do sono e pode ocasionar danos graves à saúde quando consumido usualmente antes de dormir, como a apneia do sono.

Embora o consumo de álcool diminua o tempo necessário para cair do primeiro sono, ele pode anular o ciclo do sono responsável pelo maior descanso do indivíduo, o sono REM, no qual ocorrem os nossos sonhos.

Apesar da existência de muitos defensores das doses moderadas de álcool antes de dormir – em algumas clínicas e asilos, inclusive, elas são servidas regularmente aos pacientes -, é necessário ter cautela em relação à ingestão destas bebidas.

Segundo Irshaad Ebrahim, diretor-médico do Centro do Sono de Londres, “devemos tomar muito cuidado com a bebida alcoólica (consumida) regularmente. Um ou dois copos à noite podem ser bons no curto prazo, mas se você continua usando uma dose antes de dormir, poderá causar problemas”.

O especialista afirma que, ao ingerir bebidas alcoólicas, é melhor esperar entre uma hora e meia a duas horas para dormir, até que o efeito do álcool passe.

Você está lendo: “Consumo de Álcool e a Apneia do Sono”.

Consumo de Álcool e Alterações do Sono

A partir do estudo britânico realizado, algumas alterações no sono relacionadas ao consumo de álcool foram identificadas, assim como a relação entre o consumo de álcool e a apneia do sono

Primeiramente, a bebida acelera o início do sono. Em seguida, faz com que a pessoa entre em um sono profundo. Essas alterações assemelham-se às provocadas pelos remédios antidepressivos, e até parecem ser bons efeitos colaterais.

Entretanto, a terceira e última mudança é a prejudicial, e impacta o padrão do sono a partir da segunda metade da noite: o consumo de álcool reduz a duração do sono REM, o ciclo do sono que inclui nossos sonhos.

Os resultados do estudo demonstram que ingerir bebidas alcoólicas antes de dormir não é uma prática saudável, e não é útil para obter uma noite de sono de qualidade. Por mais que a pessoa caia rapidamente no sono profundo, o mesmo é interrompido mais tarde.

Como consequência, o sono torna-se menos repousante, pode gerar ronco e até mesmo interrupções na respiração do paciente, configurando um quadro de apneia do sono. Além disso, o álcool deixa a pessoa desidratada e comumente ela tem de levantar para ir ao banheiro durante a noite.

No caso dos pacientes que já sofrem com a apneia do sono, a recomendação é evitar o consumo de álcool, uma vez que o mesmo tem potencial de agravar o quadro do transtorno, além de desconfigurar ainda mais seus padrões de sono.

Distúrbios Emocionais

Distúrbios Emocionais e Insônia – Compreenda a Relação

Estima-se que cerca de 80 milhões de brasileiros sofram com a insônia, distúrbio do sono caracterizado por dificuldades para dormir, despertares frequentes durante a noite e má qualidade do sono.  

A insônia trata-se de um transtorno resultante da interação de fatores físicos, biológicos, genéticos, sociais, psiquiátricos e emocionais. A emoção possui um efeito muito poderoso sobre a química do cérebro e o sono.

Distúrbios Emocionais

Distúrbios Emocionais e Insônia

Distúrbios emocionais, tais como desequilíbrio, traumas, ansiedade, depressão, mudanças de hábitos, perda de emprego, luto e preocupações são fatores que podem influenciar no surgimento de um quadro de insônia e até mesmo no desenvolvimento da insônia crônica.

A insônia, entre outros distúrbios do sono em geral que privem o indivíduo de noites de sono reparadoras, têm potencial de danificar o cérebro, em especial as regiões relacionadas às emoções e à consciência.

Trata-se, portanto, de uma relação bilateral: da mesma forma que os distúrbios de cunho emocional podem ocasionar um quadro de insônia, o distúrbio do sono pode também culminar em problemas emocionais e psiquiátricos no paciente.

Distúrbios Emocionais e Insônia – Compreenda a Relação

Existe uma relação entre distúrbios emocionais e insônia: aproximadamente 40% das pessoas que apresentam insônia crônica sofrem de problemas emocionais ou psiquiátricos, incluindo estresse, depressão, bipolaridade, ansiedade, pânico, transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) e paranoia.

É importante saber que a insônia não é um distúrbio aleatório: sua origem remete ao histórico e ao estilo de vida do paciente, inclusive no âmbito emocional e psicológico.

Qualquer mudança significativa no estado emocional do indivíduo pode contribuir para um quadro de insônia aguda. Preocupação, tristeza, medo, alegria e exaltação são estados que alteram a química do cérebro e provocam interrupções e perturbações no sono.

Pesquisas indicam que pacientes que sofrem de insônia apresentam lesões concentradas no hemisfério direito do cérebro, responsável pelas emoções, além de redução na integridade da região responsável pela regulação da consciência, do sono e do estado de alerta.

Distúrbios Emocionais e Insônia – Tratamento

Sabendo que a relação entre distúrbios emocionais e insônia é bilateral, um bom tratamento para o distúrbio do sono deve ser voltado também ao estado emocional do paciente, e vice-versa. Compreender qual é a causa da insônia é um fator determinante na eficácia do tratamento e do combate definitivo da doença.

Um hábito comum entre pessoas que sofrem de insônia é a ingestão de medicamentos para dormir sem prescrição médica. Essa conduta pode trazer prejuízos ainda maiores à saúde do paciente e agravar o quadro do distúrbio do sono.

O primeiro passo do tratamento da insônia é identificar a causa da desordem do sono, e trabalhar a base do problema. Sessões de psicoterapia podem ajudar no tratamento: a evolução do quadro emocional do paciente tende a minimizar os sintomas do distúrbio.

Em alguns casos, é necessário aliar o acompanhamento psiquiátrico ao tratamento da insônia, quando os especialistas julgam necessária a introdução de medicamentos em conjunto à intervenção psicoterapêutica.

Existem outros métodos de tratar os distúrbios emocionais e, consequentemente, tratar a insônia, tais como: meditação, visualização, relaxamento, terapia cognitivo-comportamental (TCC), treinamento autógeno, biofeedback, hipnose, respiração compassada, relaxamento muscular progressivo e tratamento homeopático clássico.

Pare de sofrer com a insônia! Procure um médico do sono e dê início à investigação para identificar a causa da desordem. Ele prescreverá o tratamento adequado de acordo com suas especificidades. Evite a automedicação.

Falta de Sono

Falta de Sono – Causas e Consequências

Dormir não é apenas um ato prazeroso, mas também uma necessidade humana. Adormecer e sonhar ainda são atos enigmáticos desde o princípio da humanidade; enquanto dormimos, nossos corpos mantêm-se ativos, assim como nossa mente e todas nossas funções vitais – exceto as funções relacionadas à consciência plena. Veja neste artigo quais são as causas e consequências da falta de sono à sua saúde.

Falta de Sono

Falta de Sono

Existe uma quantidade habitual de horas de sono: oito horas por noite. No entanto, não são todos que se adaptam a esse tempo. Algumas pessoas sentem-se satisfeitas e renovadas dormindo quatro horas por noite. Outras, não se sentem satisfeitas dormindo por menos de nove horas. O fato é que, diariamente, boa parte da população sofre com a falta de sono.

A quantidade de horas de sono varia com o passar do tempo, hábitos e características de cada pessoa. Quando recém-nascidos, precisamos de um longo período de sono; entretanto, conforme envelhecemos, esse período diminui e nos habituamos com poucas horas de sono.

Sintomas da Falta de Sono

Ao menos uma vez na vida você já passou pela experiência de dormir menos horas que o suficiente. Consequentemente, surgem sensações de cansaço, dores de cabeça, náuseas, tonturas, falta de concentração, lentidão das atividades mentais e até mesmo sensação de irrealidade.

Os sintomas agravam-se conforme o tempo sem dormir se prolonga: visão turva, dores musculares, enfraquecimento do sistema muscular, tremores, aumento dos níveis de colesterol, problemas de memória, ansiedade, depressão, enxaqueca, alucinações e aumento da pressão arterial são alguns deles.

Falta de Sono – Causas

A falta de sono afeta grande parte da população, que encontra dificuldades em dormir e/ou permanecer dormindo durante o tempo suficiente. As causas mais comuns dessa privação são: estresse, exigências da vida acadêmica/profissional e maus hábitos de sono. Pode ser causada também por distúrbios psiquiátricos e até mesmo doenças.

Na maioria das vezes, a falta de sono tem relação com maus hábitos, tais como: uso de aparelhos eletrônicos, consumo de alimentos estimulantes e realização de atividades agitadas pouco antes de dormir.

O estresse mental também está relacionado à falta de sono. No nosso cotidiano, problemas em casa, no trabalho e na vida acadêmica, entre outras situações que gerem exaustão podem impedir uma noite de sono satisfatória. As insônias causadas por estresse geralmente são curtas.

Pessoas que trabalham em turnos e não tem horário definido para dormir e acordar costumam ser vítimas da falta de sono, assim como viajantes, mulheres grávidas ou que estão na fase da menopausa, idosos, usuários de drogas, etc.

Existem muitas causas para este problema, desde o ambiente onde se dorme e hábitos inadequados, até transtornos mentais e outras condições médicas, como transtornos hormonais, problemas respiratórios, dores crônicas, entre outras. A utilização de alguns medicamentos também pode estar relacionada com a privação do sono.

Falta de Sono – Consequências

Dormir o suficiente é um dos pilares para a boa saúde e qualidade de vida da população. Isso inclui a duração, continuidade e profundidade do sono. A privação dessa necessidade pode acarretar consequências altamente prejudiciais à saúde física e mental, como doenças cardiovasculares, câncer, diabetes e depressão.

A falta de sono muitas vezes vem relacionada à obesidade, má-alimentação e diabetes. Isso ocorre porque grande parte das pessoas que dormem pouco, alimentam-se mal. Dormir menos que o necessário aumenta o apetite e a resistência à insulina, além de afetar a regulação do metabolismo, principalmente em crianças.

Transtornos Físicos, Mentais e Comportamentais

Dormir pouco pode causar transtornos físicos, mentais e comportamentais. Pessoas que sofrem de problemas psicológicos, ansiedade e depressão são alvos de falta de sono, assim como, pessoas que sofrem de privação de sono tem tendem a ter sua saúde mental afetada: é um ciclo vicioso.

A probabilidade de sofrer um acidente aumenta à medida que as horas de sono diminuem: um em cada cinco acidentes tem relação com a falta de sono. Além do risco de sofrer acidentes no trânsito ao dormir no volante, a privação do sono te expõe a outros riscos, como acidentes domésticos, entre outros.

Outra consequência da falta de sono é o impacto no rendimento físico. Uma boa noite de sono é necessária para que haja energia durante o dia, para realização das nossas atividades cotidianas. Se não há descanso durante a noite, o processo de regeneração de tecidos cerebrais e físicos é prejudicado, afetando o rendimento intelectual e físico.

A ausência de sono gera diversos impactos negativos sobre a saúde, em curto e longo prazo, na capacidade de atenção, memória e aprendizagem das pessoas (perda cognitiva). Além de todos os problemas citados, ela pode causar também a diminuição da libido, prejuízos à saúde da pele, etc.

A importância de dormir oito horas por noite frequentemente é subestimada, quando, na realidade, deveria ser encarada seriamente pela sociedade, devido à gravidade das consequências que a ausência desse hábito pode acarretar.

Síndrome das Pernas Inquietas

Conheça a Síndrome das Pernas Inquietas

Síndrome das Pernas Inquietas é um distúrbio caracterizado por agitação motora dos membros inferiores involuntariamente, além de sensibilidade nesta região.

Síndrome das Pernas Inquietas

Em casos mais graves, esta patologia pode acometer os membros superiores. Seus sintomas são mais acentuados geralmente no período noturno, quando o paciente se encontra em repouso.

A síndrome compromete a qualidade de vida dos indivíduos que a possuem, pois atrapalha seu sono durante a noite, causando no dia seguinte indisposição, irritabilidade, cansaço e sonolência excessiva.

Este artigo busca reunir informações para auxiliar no melhor entendimento desta patologia, como suas causas, sintomas, diagnóstico e tratamentos.

Como é Caracterizada a Síndrome das Pernas Inquietas

A Síndrome das Pernas Inquietas é uma condição em que um individuo sente uma incontrolável vontade de mover as pernas e executa estes movimentos de forma involuntária.

Normalmente, este quadro aparece no período da noite quando o paciente se encontra em um estado de repouso ou dormindo, fato que atrapalha a qualidade de seu sono.

Sintomas

Um dos principais sintomas, mas não único, é a incessante vontade de movimentar os membros inferiores. O aparecimento de formigamentos, arrepios, fisgadas musculares, dores, queimações, comichões e outros semelhantes também são relatados pelos pacientes.

Uma das características mais marcantes desta síndrome é a urgência que a pessoa sente em movimentar as pernas quando se encontra deitada ou sentada e uma considerável piora no quadro clínico à noite.

Perder essa vontade ao alongar, sacudir ou cruzar as pernas também faz parte do quadro de sintomas desta patologia, assim como ter crises periódicas de movimentos involuntários durante o sono, como chutes e espasmos.

Causas

Não se tem certeza das causas da Síndrome das Pernas Inquietas, mas alguns médicos especialistas sugerem que esteja relacionada a um desequilíbrio de dopamina e ferro no cérebro, responsáveis por enviar estímulos que controlam os movimentos corporais, ou uma predisposição genética.

Fatores de Risco

Além das causas mais comuns para esta patologia, alguns fatores de risco também podem estar associados ao surgimento deste quadro clínico.

  1. Gravidez

Algumas gestantes costumam apresentar a síndrome das pernas inquietas, mas após o nascimento do bebê o quadro tende a se dissipar e não aparecer mais.

  1. Doenças Crônicas

Patologias crônicas como neuropatia periférica, doença de Parkinson, problemas renais, diabetes, distúrbios na tireoide e outras podem desencadear o surgimento desta síndrome.

  1. Uso de Álcool ou Cafeína

O uso constante de álcool ou bebidas que contêm alto teor de cafeína podem contribuir para o aparecimento desta patologia, pois interferem na taxa de dopamina no cérebro.

  1. Remédios para Transtornos Psicológicos

Alguns remédios para o tratamento de transtornos psiquiátricos podem contribuir para o surgimento da síndrome por estarem associados ao equilíbrio ou desequilibro de hormônios cerebrais, entre eles a própria dopamina.

Buscando Ajuda Médica

Muitos pacientes convivem com a Síndrome das Pernas Inquietas e não se atentam ao problema, por não causar incômodo real. Porém, é essencial procurar ajuda de um especialista em sono quando os sintomas da patologia surgirem, pois estes podem se agravar e atrapalhar a qualidade de vida do indivíduo.

Diagnóstico

O diagnóstico se dá através de consulta médica, onde o profissional questionará o paciente sobre seus sintomas e então executará uma série de exames físicos e neurológicos para confirmar o diagnóstico da doença.

Um dos exames mais comuns é a eletromiografia, onde agulhas são inseridas no membro problemático, para enviar estímulos que vão verificar a atividade elétrica durante as contrações musculares.

Um outro exame bem comum para diagnosticar o quadro é o de velocidade de condução nervosa, onde é usado uma corrente elétrica de módulo fraco para estimulação dos nervos, medindo assim o tempo que eles levam para responder a este impulso.

É importante a análise clínica através de exames específicos, pois muitos outros quadros patológicos apresentam sintomas parecidos com o da síndrome, como Fibromialgia, Doença de Parkinson, Neuropatia diabética, problemas de circulação sanguínea e outros.

Tratamentos

O tratamento para a Síndrome das Pernas Inquietas se dá através de medicamentos, mudanças de hábitos ou resolução de doenças subjacentes que estejam ocasionando esta condição.

Como não existem medicamentos especificados para o caso, a prescrição é feita com drogas que aumentem os níveis de dopamina no cérebro, alterem os canais de cálcio, Benzodiazepinas e Opioides em pequenas doses.

No quesito de mudança de hábitos podem ser recomendadas técnicas relaxantes como o ioga e meditação, massagens, banhos mornos, exercícios regulares que envolvam alongamentos, redução do consumo de álcool, tabaco, cafeína e outros.

Você apresenta sintomas da Síndrome das Pernas Inquietas? Marque uma consulta, pois com o tratamento adequado, é possível resgatar a qualidade do seu sono.

Noite Feliz

Mensagem de Boas Festas – Noite Feliz! Sono Feliz! Dia Feliz!

Mesmo neste momento em que vivemos, com tantas atividades no trabalho, nos estudos e nas tarefas pessoais, precisamos nos lembrar daquilo que é muito importante para, não somente um dia agradável e com bom humor, mas também para manter a saúde em dia: uma noite feliz!

Noite Feliz

Nesta época festiva, a canção “noite feliz” nos faz lembrar do motivo para todas as comemorações. Mas neste artigo, gostaríamos de estender este conceito e aproximá-lo um pouco mais da nossa realidade, dizendo que, para ter uma noite feliz, é necessário cuidarmos para ter um “sono feliz”.

Esses cuidados são chamados de “higiene do sono”. Na realidade, são passos que podemos seguir, durante o dia e próximo da hora de dormir, que favorecem uma noite de sono adequada, para acordamos revigorados e prontos para enfrentar a rotina.

Passo a Passo para uma Noite Feliz

Higiene do sono significa fazer uma limpeza de tudo que pode interferir na qualidade do sono. Isto deve ser feito não somente na hora de dormir, mas ao longo do dia também, já que muitas coisas que fazemos durante o dia podem influenciar nas horas de sono. Veja a seguir algumas dicas para favorecer o sono reparador:

Bons Hábitos Diários que Favorecem o Sono

  •         Manter horários regulares para dormir e acordar;
  •         Evitar sonecas prolongadas durante o dia. Para não interferir no sono à noite, as sonecas devem durar, no máximo, 30 minutos;
  •         Praticar atividade física regular de 4 a 5 horas antes de dormir é melhor do que de manhã, principalmente quando a pessoa sofre de insônia;
  •         Não guardar ressentimentos, evitar o estresse e preocupações, quando possível. Procure desabafar, quando necessário. Tudo isto também ajuda a relaxar a mente na hora de dormir;
  •         Usar técnicas de relaxamento durante o dia, nos momentos de tensão, e também antes de dormir, faz com que, ao chegar a noite, nossa mente esteja mais tranquila;
  •         Cuide da saúde nasal. Quando o nariz está entupido, há dificuldade de respiração e, consequentemente, um esforço respiratório maior ao dormir. Contudo, ao invés de usar corticoides nasais, é importante procurar um médico para tratar o problema corretamente, eliminando as causas, e não apenas os sintomas.

Cuidados Noturnos que Favorecem o Sono

  •         Evitar o consumo de substâncias ilícitas. A nicotina é ainda mais estimulante que a cafeína. E o álcool, apesar de induzir ao sono, reduz a qualidade do sono e diminui a capacidade ventilatória, favorecendo os episódios de apneia do sono;
  •         Cuidado com os remédios para dormir. Procure não tomar por conta própria, pois o acompanhamento médico é indispensável para que o uso destes medicamentos seja feito por um curto prazo de tempo;
  •         Deixe o ambiente tranquilo, bem arejado, escuro e confortável;
  •         Evitar televisão e outros aparelhos eletrônicos, pois a luz emitida por eles diminuem a secreção da melatonina, o hormônio que induz ao sono;
  •         Procure ingerir alimentos com fácil digestão. É recomendado jantar 3 horas antes de dormir e comer uma fruta de digestão leve antes de ir deitar. Evite frutas ácidas, gordura e fritura;
  •         Tomar um banho quente também ajuda a relaxar o corpo, colaborando com a indução ao sono.

Outras Recomendações para a sua Noite Feliz

Se o sono não vier, não brigue com a cama! Saia da cama e vá ler em outro lugar. Mas é importante que a leitura seja em um livro, não no tablet ou outro aparelho eletrônico.

É importante acrescentar que a quantidade de horas não importa tanto, desde que você durma o suficiente para acordar bem.

Essas práticas podem ser consideradas como um verdadeiro ritual do sono, e funcionam na maioria dos casos. Entretanto, quando elas não funcionarem, pode haver algum distúrbio do sono que precisa ser tratado. Assim, é importante procurar o médico especialista do sono para diagnóstico e tratamento.

Aproveitamos esta oportunidade, para desejar a você e aos seus, boas festas, muitas noites felizes e muitos dias felizes no ano que está chegando!

Dr. José Antonio Pinto, Médico do Sono

Médico do Sono – Quem é este Profissional?

Médico do Sono?

E como ele pode te ajudar?

Dr. José Antonio Pinto, Médico do SonoO Médico do Sono é o profissional indicado para diagnosticar e tratar problemas que prejudicam o sono reparador. Este especialista estuda as funções do sono, os seus distúrbios e o impacto destes na vida dos indivíduos.

Sabemos que os problemas para dormir estão associados a uma grande variedade de doenças, incluindo disfunção neuro cognitiva e riscos de mortalidade aumentados, especialmente devido a problemas metabólicos e cardiovasculares. Isto porque, quando não dormimos bem, o nosso organismo deixa de executar diversos mecanismos para regenerar-se, já que é durante o sono profundo que esses processos acontecem.

Dada a importância do Médico do Sono para a nossa saúde e qualidade de vida, neste artigo vamos conhecer mais de perto este profissional e como ele pode nos ajudar.

Médico do Sono – O Início de Tudo

O primeiro atendimento de Medicina do Sono no Brasil foi em 1977. No entanto, Peretz Lavie em sua obra Restless Nigths, comenta como encontrou na Conway Library da Escola de Medicina de Harvard mais de 900 artigos médicos do século XIX sobre “Sono” e “Distúrbios do Sono”.

Na realidade, as pesquisas sobre o sono ganharam corpo com a descoberta do sono REM, em 1953. A partir de então, uma explosão de pesquisas foram acontecendo nos campos da eletrofisiologia, farmacologia, bioquímica e otorrinolaringologia, com o reconhecimento dos mistérios do sono.

Este rápido desenvolvimento ficou bem demonstrado com o crescimento das clínicas e laboratórios do sono, que chegaram a 100 nos anos 80, atingindo hoje quase 3.000 nos USA.

Mas Qual é o Médico do Sono?

A Medicina do Sono tornou-se uma especialidade multidisciplinar. Médicos neurologistas, pneumologistas, psiquiatras, otorrinolaringologistas, bucomaxilos, cardiologistas, endocrinologistas, cirurgiões bariátricos, dentistas, fisioterapeutas e nutricionistas fazem parte do corpo clínico de um Instituto do Sono.

Inicialmente, o Médico Otorrinolaringologista era considerado o último da linha para o tratamento dos distúrbios do sono, indicado apenas para realizar traqueostomias naqueles pacientes com apneia grave, sem outras alternativas. Com um melhor conhecimento sobre as enfermidades do sono, procedimentos ambulatoriais e cirúrgicos específicos, com objetivo de reconstrução das vias aéreas superiores, popularizaram-se nos anos 80 e 90.

Assim, o Otorrinolaringologista é o Médico do Sono indicado para o diagnóstico e tratamento da Síndrome da Apneia-Hipopneia Obstrutiva do Sono, por ter uma melhor compreensão sobre como avaliar os pacientes com esta patologia, tendo em conta que 80% deles apresentam múltiplos pontos de colapso das vias aéreas superiores, que devem ser tratados.

Quando Procurar um Médico do Sono

Entre os problemas que afetam a qualidade do sono, estão:

  • apneia do sono;
  • insônia;
  • sonolência excessiva;
  • síndrome das pernas inquietas;
  • bruxismo;
  • sonambulismo.

Quando estes problemas começam a interferir em aspectos como o desempenho profissional ou o tempo com a família, procurar o atendimento de um Médico do Sono pode ser o fator determinante para resgatar a saúde e também a qualidade de vida.

Dr. José Antônio Pinto – O Nosso Médico do Sono

Com trajetórias de vida e de carreira lendárias, o Dr. José Antonio Pinto possui grande participação no desenvolvimento da Medicina do Sono, assim como no crescimento e na modernização desta especialidade.

Com graduação em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Paraná (1962) e títulos de especialista em Otorrinolaringologia, Cirurgia de Cabeça e Pescoço e Medicina do Sono pela Associação Médica Brasileira, o Dr. José Antonio Pinto é Diretor do Núcleo de Otorrinolaringologia, Cirurgia de Cabeça e Pescoço e Medicina do Sono de São Paulo, atuando também no Hospital e Maternidade São Camilo, no Hospital Israelita Albert Einstein e no Hospital Alemão Oswaldo Cruz.

É autor dos livros Ronco e Apneia do Sono, já na 2ª edição, Técnicas Cirúrgicas Avançadas no tratamento do ronco e apneia do sono, Laser em Otorrinolaringologia e Cirurgia de Cabeça e Pescoço, mais de 20 capítulos de livros e dezenas de artigos em revistas médicas nacionais e internacionais.

Dr. José Antonio Pinto – Reconhecimento em Nível Internacional

congresso IFOS 2017Introdutor de técnicas inovadoras no diagnóstico e tratamento do ronco e da apneia do sono, o Dr. José Antonio Pinto tem desenvolvido intenso trabalho em nosso país e no exterior, por meio de cursos e palestras. É um dos fundadores e coordenador do Grupo de Estudos Latino-Americano em Roncopatia e Apneia do Sono (GELARA) e membro fundador da International Surgical Sleep Society, entidades internacionais que promovem a difusão do estudo e tratamento das alterações obstrutivas do sono.

Participando ativamente de inúmeras sociedades científicas, tem recebido diversos prêmios e homenagens de reconhecimento por sua contribuição à educação e ao desenvolvimento da Otorinolaringologia no Brasil e no exterior.

Recentemente, contamos com sua participação no 21º Congresso Mundial de ORL da IFOS 2017, em Paris, ministrando uma palestra sobre o procedimento diagnóstico de sonoendoscopia e participando de uma mesa redonda, onde apresentou nova técnica de cirurgia para apneia do sono.

Sua participação também foi de grande importância no 47° Congresso Brasileiro de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial, em Florianópolis, com a palestra “A evolução da cirurgia esquelética no tratamento da SAOS” e a Mesa-redonda sobre oTratamento da SAOS.

Hospital Ibirapuera e a Medicina do Sono em São Paulo

Hospital Ibirapuera - Médico do SonoEm meados de 1960, o Dr. José Antonio Pinto juntamente com colegas otorrinos que trabalhavam no Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo e no Hospital das Clínicas da USP, montaram o IOEP, clínica que atendia pacientes particulares e de alguns convênios, mantendo plantão de 24 horas na especialidade, o que na época era uma grande novidade.

Com o crescimento deste projeto, o grupo decidiu construir um hospital próprio especializado em ORL, na recém inaugurada Avenida Rubem Berta. Em 4 de agosto de 1969, foi inaugurado o Hospital Ibirapuera S.A., com um projeto bastante audacioso em mais de 1.400 m2 de área física.

Sendo o primeiro hospital especializado em São Paulo, o Hospital Ibirapuera tornou-se referência na Otorrinolaringologia paulista e brasileira. Em 1973, foi criado o Centro de Estudos do Hospital Ibirapuera, com seu primeiro presidente o Dr. José Antonio Pinto, que organizou a Residência Médica em Otorrinolaringologia, uma das primeiras no Brasil fora dos centros universitários.

Em 1985, o Hospital Ibirapuera, devido problemas societários, encerrou suas atividades em Otorrinolaringologia, sendo vendido a empresa seguradora na área da saúde.

Dr. José Antonio Pinto e a Residência em Otorrinolaringologia

Com o encerramento do Hospital Ibirapuera, o Dr. José Antonio Pinto fundou o Núcleo de Otorrinolaringologia, Cirurgia de Cabeça e Pescoço e Medicina do Sono de São Paulo, dando andamento ao programa de residência médica em Otorrinolaringologia, que funciona ininterruptamente nestes 36 anos.

Desde 1993, o Curso de Especialização em Otorrinolaringologia do Núcleo de ORL funciona no Hospital e Maternidade São Camilo e em sua sede, na Alameda dos Nhambiquaras, 159, Moema, São Paulo.

Nos 16 anos de existência do Hospital Ibirapuera, foram formados 71 novos otorrinolaringologistas, com nomes de relevância na especialidade. Nos últimos 20 anos, o Núcleo de Otorrinolaringologia, Cirurgia de Cabeça e Pescoço e Medicina do Sono de São Paulo, continuando esta mesma missão, contribuiu com mais 68 novos otorrinolaringologistas distribuídos por todo o país.

Facebook do Médico do Sono

Muitos desafios existem neste campo da Medicina. No entanto, com disposição, empenho e espírito investigativo, é possível torná-los possibilidades de aperfeiçoamento. Esta é a mensagem que recebemos constantemente de nosso Diretor, Mentor e Amigo: Dr. José Antonio Pinto, que reconhece e nos ensina que ser um Médico do Sono é muito mais do que uma especialização, é uma missão de vida.

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