Horário de Atendimento:

8:00h - 20:00h

  • pt-br

Telefone:

(11) 5573-1970

Apneia do Sono e AVC

Apneia do Sono e AVC

Uma das principais avaliações que todos nós precisamos fazer diz respeito a quão bem respiramos durante o sono. Nós roncamos ou temos problemas para respirar enquanto dormimos? Apneia do sono não tratada e AVC possuem uma relação de risco, mas o tratamento da apneia do sono pode ajudar a prevenir o acidente vascular cerebral.

Veja neste artigo como os problemas respiratórios do sono aumentam seu fator de risco para acidente vascular cerebral.

Apneia do Sono não Tratada e AVC

Se você parar de respirar por 10 segundos ou mais durante o sono, poderá ter apneia do sono. O diagnóstico é realizado para qualquer pessoa que tenha uma média de 5 desses episódios por hora todas as noites.

A apneia obstrutiva do sono (AOS) é a forma de apneia do sono mais comum. Ocorre como resultado de uma mecânica defeituosa na via aérea superior. Pode ser causada por tecidos excessivamente grandes ou inchados, como a língua ou úvula bloqueando a passagem do ar. Outra condição que leva à AOS é a retenção de áreas fluidas e / ou gordurosas excessivas no pescoço, que pressionam a via aérea, dificultando a passagem do ar.

O colapso ou bloqueio de tecidos nessa área pode levar a respirações ofegantes, ronco alto, insônia, sono interrompido, pesadelos por não conseguir respirar e outros sintomas menos óbvios, como sonolência diurna excessiva, pressão alta, dor de cabeça matinal ou uma garganta extremamente seca ou dolorida ao despertar.

De acordo com um estudo da National Stroke Foundation, a apneia do sono pode ser um efeito posterior ao derrame, mas também pode ser a causa de um acidente vascular cerebral de primeira vez ou recorrente. A condição causa baixos níveis de oxigênio e pressão alta, ambos fatores que podem aumentar o risco de um derrame futuro.

Como a Apneia do Sono não Tratada pode Levar ao AVC

Durante um episódio apneico, o corpo realiza uma incrível quantidade de esforço para tentar abrir as vias aéreas e respirar. Infelizmente, esse esforço muitas vezes não fornece ao cérebro o oxigênio necessário para manter todo o corpo e todos os seus sistemas funcionando sem problemas durante o sono.

Quando o baixo nível de oxigênio no sangue persiste, o sistema nervoso simpático libera surtos de hormônios do estresse que elevam os níveis de pressão arterial e levam a flutuações na frequência cardíaca.

Com o tempo, essas condições contínuas e não tratadas durante o sono levarão a problemas sistêmicos com pressão arterial alta não controlada e uma condição de arritmia cardíaca conhecida como fibrilação atrial (AFib). Hipertensão e Afib são dois fatores de risco bem conhecidos para o acidente vascular cerebral.

Uma pesquisa do New England Journal of Medicine demonstrou evidências conclusivas de que a apneia do sono está significativamente associada ao risco de acidente vascular cerebral ou morte por qualquer causa, e essa associação é independente de outros fatores de risco, incluindo hipertensão.

Gravidade da Relação entre Apneia do Sono e AVC

Não é incomum as pessoas morrerem durante o sono ou sofrer danos cerebrais extensos, como resultado de um AVC durante a noite.

Se você tem um problema de respiração durante o sono, pode experimentar vários dos sintomas acima mencionados, ou ouvir de entes queridos que você ronca alto ou suspira enquanto dorme.

Não deixe de investigar esses sintomas ou observações. Procure um médico do sono, para realizar o diagnóstico por meio de um estudo do sono. Tratar o ronco e a apneia do sono pode levar a um risco muito reduzido de acidente vascular cerebral, bem como melhorias na sua qualidade de vida e saúde e bem-estar geral.

Apneia do Sono e Doenças Cardiovasculares

Apneia do Sono e Doenças Cardiovasculares

Apneia do sono e doenças cardiovasculares. Apneia do sono e / ou ronco habitual passaram a ser reconhecidos como fatores de risco independentes para hipertensão arterial, arritmias cardíacas, doença arterial coronariana, infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral isquêmico somente no final do século XX, quando pesquisadores reconheceram que pacientes com apneia do sono não tratada tinham maior risco de morbidade cardiovascular em comparação com pacientes com apneia do sono tratada. Estudos populacionais também já sugeriram que a apneia do sono pode ser um fator de risco para demência vascular.

Veja neste artigo mais informações sobre a relação entre apneia do sono e o desenvolvimento das doenças cardiovasculares.

Apneia do Sono e Doenças Cardiovasculares

Compreender os efeitos da apneia do sono no sistema nervoso autônomo (SNA) é importante para melhor compreensão da apneia do sono e as doenças cardiovasculares. O relógio biológico do corpo – núcleo supraquiasmático tem ritmicidade autônoma em sua atividade neuronal. As funções do corpo moduladas pelo SNA incluem equilíbrio simpático-parassimpático, produção de glicose hepática e sensibilidade à insulina.

Durante o sono, alterações fisiológicas na atividade respiratória e cardiovascular são predominantemente dependentes do ciclo do sono e mediadas pelo controle autonômico. Durante o NREM, há um aumento na atividade parassimpática, enquanto durante o sono REM, há uma diminuição na atividade parassimpática, responsável pelo aumento da atividade cardiovascular durante o último.

Qualquer excitação durante o sono resulta em aumento da atividade respiratória e cardiovascular. A ritmicidade intrínseca aumenta a frequência cardíaca e a pressão arterial com a inclinação do equilíbrio simpático-parassimpático em direção ao primeiro, imediatamente antes de acordar, preparando o corpo para as atividades diárias.

As respostas fisiopatológicas à AOS ocorrem principalmente em resposta à diminuição da tensão arterial de oxigênio iônico e ao aumento da tensão arterial por dióxido de carbono. Estes provocam um aumento na atividade do sistema nervoso simpático, causando vasoconstrição periférica para desviar o fluxo sanguíneo para órgãos vitais. Ao mesmo tempo, a atividade parassimpática reduz a atividade miocárdica e, consequentemente, as necessidades de oxigênio.

No final dos episódios apneicos, há um aumento na pressão sanguínea à medida que a função miocárdica é restaurada. A vasoconstrição e as alterações na atividade miocárdica causam um aumento na carga cardíaca, enquanto a vasoconstrição pulmonar induzida pela hipóxia pode contribuir para a insuficiência cardíaca.

Episódios frequentes e sustentados contribuem para a não-imersão da pressão arterial durante a noite e sensibilização da resposta sensorial hipóxica dos corpos carotídeos, que induz alterações nos níveis genéticos associados ao aumento do estresse oxidativo. A microneurografia demonstrou aumento da atividade nervosa simpática muscular no término de apneias em pacientes com AOS.

Apneia do Sono e Doenças Cardiovasculares – Tratamento com CPAP

O uso de CPAP melhora o equilíbrio simpático-parassimpático em pacientes com apneia do sono moderada e grave e melhora a variabilidade da frequência cardíaca. Outros tipos de aparelhos para apneia também podem ser indicados para tratamento, de acordo com as particularidades de cada paciente.

Em resumo, os pacientes com apneia do sono não tratada tendem a ter uma atividade simpática aumentada e desregulação autonômica que pode se beneficiar com o manejo da AOS com CPAP.

Núcleo do Sono

Núcleo do Sono – Conheça Melhor o Nosso Trabalho

Os distúrbios do sono podem causar graves danos à saúde. Como é durante o sono que o nosso organismo executa diversos mecanismos para regenerar-se, quando não dormimos bem, temos como consequência enfermidades cardiovasculares, metabólicas, cognitivas, entre outras. Neste artigo, saiba mais sobre o que é um Núcleo do Sono e como é a atuação de seus profissionais, no sentido de prevenir e tratar problemas como estes.

Núcleo do Sono – A Medicina do Sono

Segundo o autor Allan Hobson, em 1989, temos aprendido mais acerca do sono nos últimos 60 anos que nos anteriores 6.000 anos. Apesar deste complexo fenômeno ocupar um terço das nossas vidas, somente na segunda metade do século XX, a Medicina despertou para esta área.

Por volta dos anos 90, surgiu no Brasil a necessidade de profissionais especializados no tratamento de pacientes com doenças complexas relacionadas ao sono, como a apneia. A partir de então, a especialidade Medicina do Sono começou a se estabelecer, não só visando o tratamento de pacientes com apneia, mas também daqueles portadores dos diversos distúrbios do sono.

A Medicina do Sono tornou-se uma especialidade multidisciplinar envolvendo neurologistas, pneumologistas, psiquiatras, otorrinolaringologistas, bucomaxilos, cardiologistas, endocrinologistas, cirurgiões bariátricos, dentistas, fisioterapeutas e nutricionistas.

O que é um Núcleo do Sono

O objetivo de um Núcleo do Sono é desenvolver um sistema multidisciplinar para resgatar a saúde e o bem-estar de pacientes portadores de distúrbios do sono, evitando complicações como obesidade, doenças metabólicas, degenerativas, cardiovasculares e até mesmo ortopédicas.

Assim como existem inúmeros fatores que podem levar ao desenvolvimento de problemas ao dormir, também dispomos de uma gama de tecnologias que possibilitam diagnosticar os distúrbios do sono. As abordagens terapêuticas para estes problemas também estão cada vez mais aperfeiçoadas.

Quando Procurar um Núcleo do Sono

Entre os diversos problemas que podem afetar a qualidade do sono, estão a apneia, a insônia, a sonolência excessiva, a síndrome das pernas inquietas, o bruxismo e o sonambulismo. Na realidade, devido ao estilo de vida cada vez mais corrido e estressante a que estamos expostos, a cada dia vemos novas causas para um sono não reparador.

Uma adequada orientação sobre quando procurar o atendimento de profissionais especializados em sono está mais relacionada às consequências que estes problemas trazem à vida do indivíduo.

No momento em que a dificuldade para pegar no sono à noite, ou uma sonolência excessiva durante o dia começam a interferir em aspectos como o desempenho profissional ou o tempo com a família, buscar ajuda em um núcleo do sono pode ser o fator determinante para resgatar a saúde e também a qualidade de vida.

Porque Consultar o Núcleo do Sono

Atualmente, os distúrbios respiratórios do sono são causas frequentes de noites mal dormidas. Contudo, existem outras causas para um sono não reparador.

Entre elas estão os problemas hormonais, como hiper e hipotireoidismo; algumas doenças psiquiátricas e neurológicas, como ansiedade, depressão, doença de Parkinson, doenças cerebrais isquêmicas e doença de Alzheimer e doenças que causam dores, principalmente durante a noite, como a fibromialgia.

Situações como estas podem provocar muita sonolência durante o dia ou dificuldade para adormecer. Portanto, é necessário um diagnóstico diferencial, realizado preferencialmente por uma equipe multidisciplinar. Assim, podemos avaliar o paciente como um todo, para que o tratamento ofereça o melhor resultado.

Você percebe que poderia dormir melhor? Marque uma consulta com a nossa equipe e deixe-nos ajudar.

Artigo  Publicado em: 4 de dezembro de 2017 e atualizado em 24 de julho de 2019

Disfonia Espasmódica

Disfonia Espasmódica – Diagnóstico e Tratamento

A disfonia espasmódica, chamada também de distonia laríngea, trata-se de um distúrbio vocal raro provocado por espasmos ou movimentos involuntários de um ou mais músculos da laringe ou do aparelho vocal, que resultam na tensão das pregas vocais e no aumento da resistência glótica.

Neste artigo, você saberá mais informações sobre a condição, seus sintomas e tratamento. Acompanhe.

A Disfonia Espasmódica

A disfonia do tipo espasmódica incide sobretudo em pessoas na terceira idade, e é mais frequente em mulheres, mas pode afetar qualquer pessoa. Ainda de origem desconhecida, a doença persiste como umas das mais difíceis de serem diagnosticadas e tratadas.

Os sintomas da disfonia espasmódica variam desde uma dificuldade ocasional do paciente em pronunciar uma ou outra palavra, até uma dificuldade forte o suficiente para prejudicar sua comunicação. A doença impacta negativamente a qualidade de vida do indivíduo, podendo levá-lo até mesmo ao isolamento social.

Classificações e Sintomas

A disfonia espasmódica divide-se em três tipos: D.E de adução, D.E de abdução e D.E mista. A classificação varia de acordo com a musculatura laríngea envolvida.

Os sintomas do distúrbio manifestam-se somente no momento da fala e podem aumentar ou reduzir, de acordo com o tipo de emissão. São eles: voz tensa-estrangulada; quebras de sonoridade instáveis; esforço fonatório excessivo; esforço para emitir a voz e cansaço vocal.

Diagnóstico

A disfonia espasmódica é uma doença rara e difícil de ser diagnosticada, e por isso o intervalo de tempo entre a manifestação dos sintomas e o diagnóstico geralmente é muito longo: os portadores deste distúrbio vocal levam, em média, mais de 4 anos para serem assertivamente diagnosticados.

O diagnóstico da disfonia espasmódica baseia-se na descrição da progressão dos sintomas e em uma avaliação detalhada do paciente.

O principal recurso diagnóstico da disfonia espasmódica é o exame laringoscópico; entretanto, este não evidencia alterações estruturais que caracterizam a doença. Por isso, muitos pacientes são diagnosticados equivocadamente como portadores de distúrbios conversivos ou psiquiátricos.

Avaliação Clínica

A avaliação dos pacientes com disfonia espasmódica é realizada por uma equipe médica que inclui um otorrinolaringologista (médico especializado em distúrbios do ouvido, nariz e garganta), um fonoaudiólogo (especialista habilitado para diagnosticar e tratar distúrbios de fala, linguagem e voz) e um neurologista (médico especializado em distúrbios do sistema nervoso).

O otorrinolaringologista é responsável por avaliar o movimento das pregas vocais, através de um procedimento denominado nasolaringoscopia por fibra óptica, que consiste na introdução de um pequeno tubo luminoso para examinar o nariz e a garganta do paciente.

Tratamento

Atualmente, não existe cura para a disfonia espasmódica, mas existem tratamentos disponíveis eficazes na minimização dos sintomas do distúrbio. A terapia vocal pode reduzir alguns sintomas, sobretudo em casos mais leves.

Aconselhamentos psicológicos e ocupacionais podem beneficiar os pacientes de disfonia espasmódica, ajudando-os a encarar a condição de maneira positiva e se adaptar a ela.

Aplicação da Toxina Botulínica

O tratamento atual mais promissor na redução dos sintomas é a aplicação de pequena quantidades da toxina botulínica (botox) nos músculos afetados da laringe. Estas injeções geralmente promovem uma melhora da voz por um período de 3 a 4 meses, e depois os sintomas retornam gradativamente.

Por isso, o ideal é que a aplicação da toxina botulínica seja feita novamente após este período, para manter a melhora da voz. Os efeitos colaterais do tratamento, que geralmente passam após alguns dias ou semanas, podem incluir fraqueza temporária, voz sussurrada e dificuldades ocasionais de deglutição.

Artigo Publicado em: 17 de janeiro de 2018 e Revisado em 29 de maio de 2019

Medicina do Sono

Otorrinolaringologia e a Medicina do Sono

A Academia Americana de Otorrinolaringologia reconhece o importante papel da Otorrinolaringologia na Medicina do Sono, o que também gostaríamos de trazer à realidade brasileira.

Apesar do sono ocupar um terço das nossas vidas, somente na segunda metade do século XX a Medicina despertou para este complexo fenômeno. As pesquisas sobre o sono nasceram em Chicago com Kleitman, ganhando corpo com a descoberta do sono REM pelo mesmo e seu aluno Asersinsky em 1953.

Continue esta leitura e compreenda melhor o papel da Otorrinolaringologia na Medicina do Sono.

O Desenvolvimento da Medicina do Sono

A partir das pesquisas sobre o sono na segunda metade do século XX, uma explosão de pesquisas fundamentais foram acontecendo nos campos da eletrofisiologia, farmacologia, bioquímica, com o reconhecimento dos mistérios do sono e seus distúrbios.

Este rápido processo de desenvolvimento fica bem demonstrado com o crescimento das clínicas e laboratórios do sono que, a partir da Clínica de Distúrbios do Sono da Universidade de Stanford criada por Dement e seu discípulo Guilleminault em 1970, chegaram a 100 nos anos 80, atingindo hoje quase 3.000 nos USA.

A Medicina do Sono tornou-se uma especialidade multidisciplinar envolvendo neurologistas, pneumologistas, psiquiatras, otorrinolaringologistas, bucomaxilos, cardiologistas, endocrinologistas, cirurgiões bariátricos, dentistas, fisioterapeutas e nutricionistas.

Paralelamente, houve um especial interesse da indústria médica no desenvolvimento de aparelhos para diagnóstico (equipamentos de polissonografia) e tratamento (CPAP, equipamentos cirúrgicos).

No Brasil, este progresso chegou mais tarde, porém, expandiu-se rapidamente nos anos 90 e transformou-se numa das áreas mais atraentes de estudo e trabalho para o ORL.

A Evolução da Otorrinolaringologia no Tratamento da Apneia do Sono

Inicialmente como o último da linha, o Otorrinolaringologista era indicado para realizar traqueostomias naqueles pacientes com apneia grave sem outras alternativas.

Posteriormente, com um melhor conhecimento sobre as enfermidades do sono e com a descrição de Guilleminault de que a Síndrome da Apneia e Hipopneia Obstrutiva do Sono (SAHOS) não era um privilegio dos obesos, procedimentos cirúrgicos específicos com objetivo de reconstrução das vias aéreas superiores popularizaram-se nos anos 80 e 90, como a uvulopalatofaringoplastia, cirurgias nasais, de língua e sobre o esqueleto facial.

Depois de um grande entusiasmo inicial, resultados irrealísticos e controversos mostraram-se desanimadores em longo prazo, a grande maioria por indicações imprecisas e inconsistentes envolvendo somente uma área da obstrução, deixando outras áreas colapsáveis sem tratamento.

Isto levou ao descrédito o tratamento cirúrgico para a apneia do sono, estimulando os tratamentos não cirúrgicos, tentando-se de várias formas demonstrar a pouca efetividade das cirurgias.

Como em toda enfermidade complexa e de múltiplas variáveis, a Síndrome da Apneia-Hipopneia Obstrutiva do Sono (SAHOS) tem ainda aspectos não explicados em sua fisiopatologia, porém, o Otorrinolaringologista tem hoje uma melhor compreensão sobre como avaliar um paciente com esta patologia, tendo em conta que 80% deles apresentam múltiplos pontos de colapso das VAS que devem ser tratados.

Novas Perspectivas para a Medicina do Sono

No tratamento do câncer de cabeça e pescoço, temos o sistema TNM, um sistema de classificação para os médicos estadiarem diferentes tipos de câncer, com base em determinadas normas, sendo o guia fundamental na seleção do tratamento apropriado.

Contudo, nos distúrbios respiratórios sono-dependentes ainda não tínhamos um sistema de estadiamento universalmente aceito, o que agora vamos gradualmente conseguindo como o demonstra o estadiamento proposto por Friedman baseado na posição da língua, no tamanho das tonsilas palatinas e no índice de massa corporal.

Uma avaliação precisa constitui a peça fundamental no bom resultado do procedimento. E vemos atualmente que estas estatísticas melhoram a cada dia, podendo-se falar em melhora considerável da apneia por meio de cirurgias nasais, faríngeas, de base de língua e de avançamento maxilo-mandibular.

Artigo Publicado em: 17 de julho de 2017 e atualizado em: 22 de maio de 2019

Cuidados com a Voz

Semana da Voz 2019 – Conheça os Principais Cuidados com a Voz

Abril é o mês em que celebramos a voz humana como um recurso único para a humanidade. Cada país pode fazer escolhas diferentes sobre como abordar esse evento, com muitas atividades diferentes, desde performances artísticas até eventos de melhoria da saúde. A maioria das atividades do Dia Mundial da Voz acontece no dia 16 de abril, mas muitos eventos se estendem por toda a semana ou até mesmo durante todo o mês. Aproveitando esta mobilização, estamos promovendo em nossos sites e mídias sociais a Semana da Voz, com dicas e orientações de cuidados com a voz.

Principais Cuidados com a Voz

O Dr. José Antônio Pinto, ex-presidente da ABVL, chefe do Serviço de Otorrinolaringologia do Hospital e Maternidade São Camilo e especialista dos hospitais Albert Einstein e Oswaldo Cruz, fala sobre os problemas que podem afetar a voz humana – e o carinho que devemos ter com ela.

Sintomas como dor de garganta e rouquidão persistente, alteração na qualidade da voz, dificuldade de engolir e sensação de um caroço na garganta merecem investigação médica.

Esse é o começo de uma necessária conscientização da população brasileira sobre a importância da voz, suas alterações e cuidados que ela merece. “Alertando e orientando a sociedade para os cuidados com a voz, estamos prevenindo seus problemas e preservando o mais importante meio de comunicação da espécie humana e o instrumento de trabalho da maioria de nossa população” diz o Dr. José Antônio Pinto.

O que Pode Prejudicar a Voz?

Câncer de Laringe

O câncer de laringe, ou das cordas vocais, evidentemente é o mais grave distúrbio que pode acometer a voz, mas outras alterações vocais podem afetar nosso desempenho social e profissional. “Toda voz de qualidade ruim altera a qualidade de vida, de um modo ou de outro”.

Ele reforça a recomendação de que toda rouquidão que persista por mais de 15 dias deve ser investigada. Os especialistas têm hoje inúmeros recursos para visualizar diretamente o aparelho vocal, em busca de pólipos, tumores, focos hemorrágicos. Fibras ópticas e telescópios chegam diretamente ao local, pela boca ou pelo nariz, dando ao médico a oportunidade de registrar, em vídeo, tudo o que foi encontrado.

Pode ser, por exemplo, uma lesão precursora do câncer de laringe – uma leucoplasia, uma “nata de leite” sobre a corda vocal. Ou a formação de uma película sobre as cordas vocais que as faz perder a capacidade de vibração. Tudo isso altera a qualidade da voz – e a alteração vocal deve servir como um indício do problema. O Dr. José Antônio Pinto diz que os tumores da laringe podem ser considerados como uma doença social. Entre suas causas principais, estão o abuso de álcool, o refluxo gástrico (que pode ser atribuído a maus hábitos alimentares) e, sobretudo, ao tabagismo: 90% dos portadores de câncer na laringe são fumantes.

Como se vê, o câncer de laringe, se não pode ser inteiramente prevenido, tem causas que podem ser evitadas com bons hábitos de vida. Mas mesmo que isso não ocorra, o diagnóstico precoce faz toda a diferença. Quando a lesão está em seus estágios iniciais, a remoção do tumor pode ser feita por meio de cirurgia endoscópica a laser, com um mínimo de trauma. O paciente se interna de manhã e é liberado a tarde. E, o mais importante, como destaca o Dr. José Antônio Pinto: preservando a voz.

Mesmo quando o tumor já está mais avançado, a manutenção das cordas vocais e, consequentemente, da voz, pode ser alcançada – mas aí com um prognóstico mais reservado. Resumindo: pessoas com rouquidão persistente ou algum dos sintomas descritos acima não devem temer o diagnóstico e o tratamento, que no passado era mutilante. Pelo contrário: o diagnóstico precoce significa manter a voz. Nas campanhas da voz, 25% dos pacientes examinados, em média, costuma apresentar alterações objetivas no exame da laringe, variando de lesões benignas a lesões malignas iniciais.

Calos e Abuso Vocal

Evidentemente, nem toda lesão de cordas vocais é câncer. Os chamados calos vocais são lesões produzidas por abuso vocal.

Como explica o Dr. José Antônio Pinto, o uso da voz num tom muito acima do normal é a principal causa dos calos. Isso afeta, geralmente, pessoas que usam a voz profissionalmente, muitas horas por dia – como professores, leiloeiros, locutores. Ou mesmo pessoas que simplesmente falam acima do tom – gritando ou se alterando com frequência.

“A voz é um instrumento humano maravilhoso, mas é preciso saber usar”. Nessas situações, uma reeducação foniátrica – a cargo de um fonoaudiólogo – pode ser indicada para não gerar lesões mais complexas.

Pigarros insistentes, às vezes até por tique nervoso ou maneirismo, também podem produzir lesões nas cordas vocais. Eles provocam os chamados “golpes de glote” – um choque brusco nas cordas vocais que, em certas situações, pode ser causado também por refluxo gástrico. Em vez de pigarro, o médico recomenda: “Tome um copo d’água, respire fundo”. Aliás, tomar bastante líquido é uma recomendação genérica que também é feita pelos laringologistas.

Outros Inimigos da Laringe

Ar-condicionado, que resseca vias aéreas, e bebidas excessivamente geladas, que produzem choque térmico podem ser prejudiciais. É claro que há pessoas mais sensíveis a esses dois fatores – em outras, elas não têm nenhuma repercussão vocal. É uma questão de conhecer seu próprio organismo.

E as “pastilhas de garganta”? Segundo o Dr. José Antônio, em geral esses produtos não alcançam a laringe e as cordas vocais, embora possam até amenizar uma “dor de garganta”. Nesse particular, inaladores de vapor teriam melhor efeito anti ressecamento.

E as bebidas alcoólicas? Uma boa dose de conhaque não seria um “santo remédio” para “limpar a garganta”? Claro que não, diz o Dr. José Antônio. “O álcool pode relaxar a garganta no momento que entra na boca. Depois, porém, produz um edema na corda vocal”. Não é à toa que o fumo e o álcool, nessa ordem, sejam os principais inimigos da voz.

O Dia Mundial da Voz

Em 1999, alguns médicos se reuniram em São Paulo com uma preocupação: o câncer de laringe, que vitimava 15 mil brasileiros por ano, sendo 8 mil casos fatais. Além disso, as chamadas doenças vocais eram desconhecidas da maioria das pessoas. Seria necessário difundir mais conhecimentos sobre os cuidados com a voz, para evitar problemas como estes.

Diante desse quadro, os médicos da atual ABLV (Academia Brasileira de Laringologia e Voz) lançaram a Campanha Nacional da Voz, um programa de orientação, informação e, principalmente, respeito pela voz, instrumento de trabalho de 70% dos brasileiros.

Desde então, todos os anos, no Dia Mundial da Voz, 16 de abril, os especialistas atendem cerca de 40 mil pessoas em todo o país, orientando e até detectando doenças relacionadas a nosso aparelho vocal.

A Academia Americana de Otorrinolaringologia e Cirurgia de Cabeça e Pescoço, através do seu Comitê de Voz, trabalhou para criar uma equipe para escolher o tema da campanha no ano de 2019. Após discussão e reflexão, a frase que está sendo adotada para como slogan para o dia da voz é: “Seja amigo da sua voz!”

Artigo Publicado em: 9 de maio de 2018 e Atualizado em 17 de abril de 2019

 

Hipertrofia de Adenoide em Adultos

A hipertrofia de adenoide é comum em crianças. O tamanho da adenoide aumenta até a idade de 6 anos, depois se atrofia lentamente e desaparece completamente com a idade de 16 anos. A hipertrofia de adenoide em adultos ainda é rara, mas está aumentando por várias causas.

O presente artigo aborda o aumento da massa adenoideana na nasofaringe, associados ou não à amigdalite crônica, assim como as causas da adenoide aumentada e as diferentes sintomatologias desses casos.

A Hipertrofia de Adenoide em Adultos

Os tecidos esponjosos (a adenoide), localizados entre a região do nariz e a região posterior à garganta, possuem uma tendência de reduzir o seu tamanho, por processos naturais do organismo. Isto acontece quando os indivíduos passam pela fase da adolescência e entram na fase adulta. Contudo, é muito comum que possam ocorrer os casos onde os pacientes adultos persistem a sofrer com esse incômodo.

Causas da Hipertrofia de Adenoide em Adultos

As adenoides são pequenas glândulas que começam a se formar ainda no período da gestação, enquanto o bebê está sendo formado na barriga, e o trabalho principal das mesmas no organismo é conseguir combater e prevenir a instalação de uma série de doenças no organismo, como as infecções, ou seja, elas possuem a mesma função que as amígdalas.

Por esse motivo, é extremamente comum que a hipertrofia de adenoide seja encontrada em pacientes com menor idade, fazendo com que eles possam ser mais afetados pelas infecções, e também de acordo com o fato de que as glândulas irão, geralmente, desaparecer conforme os mesmos avançarem para a idade adulta.

Nos casos em que as adenoides não são eliminadas do organismo, desaparecendo, elas podem também apresentar inflamações na vida adulta. Os sinais desse processo podem se dar em doenças do trato respiratório, infecções e diversos tipos de inflamações, e, um dos mais comuns, a apneia do sono.

As principais causas da disfunção de hipertrofia da adenoide em adultos se concentram nos fatores seguintes:

  • Disfunções do sistema de controle hormonal;
  • Obesidade e/ou sobrepeso;
  • Disfunções do sistema endócrino em adultos;
  • Tendências e heranças genéticas que influenciam na ocorrência do problema.

Hipertrofia de Adenoide em Adultos – Diagnóstico

Há uma série de procedimentos que podem ser realizados mediante ao acompanhamento com um profissional otorrinolaringologista especializado que possa indicar tanto os procedimentos para amenização dos sintomas, quanto para um tratamento mais intensivo.

Para os pacientes que apresentam alguns sintomas como a coriza, a dificuldade de respiração – principalmente no período noturno – e distúrbios do sono como a apneia, que é um dos principais sintomas que pode indicar a presença da doença em indivíduos adultos, e que é muito perigosa para a saúde, pois pode ocasionar problemas diversos devido à diminuição da qualidade do sono, o principal método de ação a partir da identificação dos sintomas é procurar a orientação de um médico especializado.

Por meio das consultas com o médico, é possível realizar exames que irão comprovar a ocorrência da hipertrofia de adenoide em adultos – o exame que geralmente é realizado nos casos de suspeita da doença é a rinoscopia, em que uma ferramenta específica localiza as glândulas da adenoide e identifica se elas estão inflamadas.

Hipertrofia de Adenoide em Adultos – Tratamento

A parte do diagnóstico para os adultos é extremamente importante, porque fará com que todos os sintomas e os prejuízos à saúde possam ser identificados de acordo com a sua relação com as glândulas inflamadas. A partir do mesmo, o tratamento a ser realizado poderá ocorrer de várias formas.

O curso de tratamento escolhido pelo profissional irá depender tanto do nível da inflamação presente nas glândulas de adenoide, quanto da necessidade de intervenção cirúrgica que pode se estabelecer de acordo com a extensão da mesma.

O método mais tradicional de tratamento para a hipertrofia de adenoide em adultos envolve a utilização de medicamentos de ação antibiótica, aliados também ao uso de medicamentos corticoides, que, de acordo com as orientações corretas do médico, podem surtir efeitos muito satisfatórios para os indivíduos que sofrem com as inflamações.

Alguns tipos de tratamentos naturais, para os indivíduos que preferirem evitar a utilização de medicamentos fortes como os citados acima, também podem ser eficazes, e é importante lembrar que o uso de soro fisiológico pode ser um ótimo método de manutenção para que o nariz possa se manter saudável e livre de infecções.

O processo de diagnóstico realizado com acompanhamento médico é muito importante, pois ele poderá identificar os casos de hipertrofia de adenoide em adultos que apresentam inflamações em graus mais elevados, fazendo com que seja necessário a retirada das glândulas por meio de procedimentos cirúrgicos, que fazem a raspagem das mesmas – a cirurgia é conhecida como adenoidectomia.

Para os pacientes que precisarem se submeter à cirurgia, não é preciso alarmar-se, pois o procedimento é completamente seguro, sendo realizado de forma rápida, e a recuperação tem um período de no máximo duas semanas.

Hipertrofia de Adenoide? Marque uma consulta e deixe-nos ajudar.

Artigo Publicado em: 10 de janeiro de 2018 e Atualizado em 03 de abril de 2019

O que é Disfonia

O que é Disfonia e Quais São as suas Causas?

Você sabe o que é disfonia? O termo abrange qualquer complicação na emissão vocal que impeça ou dificulte a produção natural da voz. Trata-se de um sintoma presente em vários distúrbios vocais, que se manifesta ora como principal, ora como secundário. Os distúrbios vocais provocam limitações de ordem física, emocional e profissional nos pacientes.

Saiba mais sobre este distúrbio, suas causas e formas de tratamento, com a leitura deste artigo.

O que é Disfonia

A manifestação da disfonia se dá por meio de uma série de alterações, tais como: esforço para emitir a voz, cansaço ao falar, dificuldade em manter a voz, rouquidão, variações na frequência habitual da voz, falta de volume e projeção, pouca resistência ao falar e perda da eficiência vocal.

O que é Disfonia – Categorias Etiológicas

A disfonia é classificada como um sintoma que compõe o quadro de distúrbios da voz, e não como uma doença. As disfonias são divididas em três categorias etiológicas:

Disfonia Orgânica

A disfonia orgânica pode ser provocada por diversos fatores, e tem impacto direto sobre a voz. Alguns exemplos são: alterações vocais devido a neoplasias da laringe, doenças neurológicas, inflamações ou infecções agudas associadas a gripes, laringites e faringites.

Disfonia Funcional

A disfonia funcional trata-se de um distúrbio do comportamento vocal, ou seja, uma alteração provocada pelo próprio uso da voz. Pode ser decorrente do uso inadequado/abusivo da voz, inadaptações vocais e alterações psicogênicas.

Disfonia Organofuncional

A disfonia organofuncional é uma lesão estrutural benigna localizada nas pregas vocais, secundária ao comportamento inadequado ou alterado da voz. Geralmente, é consequência de uma disfonia funcional não tratada.

O que é Disfonia – Tipos de Lesões

As disfonias funcionais muitas vezes resultam em lesões orgânicas, tais como: nódulos, pólipos e edemas localizados nas pregas vocais.

Ambas alterações têm em comum o fato de apresentarem uma resposta inflamatória a agentes agressivos, sejam eles de natureza externa ou apenas consequências do mau uso da voz.

Nódulos

Os nódulos são decorrentes de fatores anatômicos predisponentes, fatores de personalidade (como ansiedade, perfeccionismo ou agressividade) e de comportamento vocal incorreto (uso excessivo e/ou abusivo da voz). Geralmente, o tratamento dos nódulos se dá através da fonoterapia, salvo alguns casos de indicação cirúrgica.

Pólipos

Os pólipos caracterizam-se por inflamações de aparência vascularizada, decorrentes de traumas em regiões mais profundas da lâmina da própria laringe. O paciente que sofre da condição apresenta rouquidão.

As causas mais comuns são: abuso vocal, agentes irritantes, alergias, infecções agudas, entre outras. O tratamento é cirúrgico.

Edemas das Pregas Vocais

Os edemas das pregas vocais, geralmente localizados e agudos, têm relação com o comportamento vocal (uso excessivo e/ou abusivo da voz). É encontrado principalmente em pessoas expostas a fatores irritantes externos, como o tabagismo.

O tratamento dos edemas discretos é medicamentoso, fonoterápico ou através de repouso da voz. Quando o edema é volumoso, requer intervenção cirúrgica para remoção, seguida de reabilitação fonoaudiológica.

Infecções

Fatores infecciosos, incluindo as sinusites, diminuem a ressonância vocal e causam alterações na função respiratória, provocando modificações na voz.

As infecções podem ser causadas por fatores imunológicos, endócrinos, auditivos e emocionais, capazes de alterar a emissão vocal.

De início, as infecções das vias aéreas superiores impactam diretamente sobre a faringe e a laringe, podendo causar irritação e edema das pregas vocais. A evolução desses processos infecciosos podem culminar em atividades danosas (como a tosse), que geram traumatismo nas pregas vocais.

Laringite Crônica

A laringite crônica trata-se do resultado do agravamento das irritações crônicas desta região. Os sintomas mais comuns são: rouquidão, tosse, sensação de corpo estranho na garganta, secreção, pigarro e dor de garganta.

O tratamento se dá através da eliminação de fatores que provocam irritação à laringe e da mudança de hábitos, como melhorar a higiene vocal e evitar o abuso de voz.

O que é Disfonia – Buscando Ajuda Médica

Os especialistas responsáveis pela avaliação e pelo tratamento da disfonia são o fonoaudiólogo ou o otorrinolaringologista.

É evidente a necessidade da criação de políticas voltadas à prevenção do surgimento de disfonias, através do desenvolvimento de programas de saúde vocal, visando ações educativas voltadas à utilização correta da voz, orientação de cuidados vocais e outras informações sobre a saúde vocal – especialmente aos profissionais que fazem uso constante da voz.

Medidas de prevenção sempre são o melhor tratamento: esteja sempre alerta à sua saúde vocal e mantenha um acompanhamento médico regular, assim como bons hábitos de comportamento e de higiene vocal.

Artigo Publicado em 04 de abril de 2018 e Atualizado em 27 de fevereiro de 2019

Bruxismo Infantil

Bruxismo Infantil – Saiba Mais

 

Uma das doenças mais mal diagnosticadas entre os pequenos, o Bruxismo Infantil, tem sido pauta para discussões que envolvem principalmente o aspecto social do convívio das crianças num mundo que exerce cada vez mais pressão sobre os indivíduos.

Continue a leitura para saber mais sobre este distúrbio do sono, suas causas e formas de tratamento.

O Bruxismo Infantil

Justamente por não ser uma doença cuja conversa e compreensão é incentivada para os pequenos, até mesmo pela falta de comunicação dos mesmos em relação aos sintomas, o bruxismo infantil pode ser extremamente prejudicial para a saúde em geral das crianças caso não seja tratado corretamente.

A percepção das crianças em relação ao mundo que as cerca pode ser um enigma para os adultos, por isso, para uma maior compreensão dos fatores que podem levar os pequenos a desenvolverem este tipo de comportamento involuntário, é essencial que haja uma observação extremamente detalhada por parte dos adultos.

Para além disso, é crucial entender também que o bruxismo infantil pode ser o causador de inúmeras enfermidades caso não seja diagnosticado e tratado de forma correta: a mastigação, método principal para a nutrição das crianças e dos seres humanos em geral, pode ser muito prejudicada, levando a complicações mais sérias caso o problema não seja corrigido à tempo.

Como Ocorre o Bruxismo Infantil?

O bruxismo infantil ocorre da mesma maneira que o bruxismo em adultos: se dá por meio da contração e do ranger dos músculos da face e da mandíbula, afetando a saúde dos dentes, bem como causando dores de cabeça, dores musculares na face, e uma série de problemas que estas consequências podem ocasionar.

É uma doença de cunho psicológico em sua maioria, mas estudos recentes apontam a influência de doenças respiratórias nas crianças que podem ser a causa do bruxismo infantil em uma grande parcela das mesmas.

Quais São as Causas do Bruxismo Infantil?

Há inúmeras causas possíveis para que as crianças passem a ranger os dentes durante o sono de forma a prejudicarem a dentição e os processos que envolvem a evolução da mesma, bem como os que dependem dela, como a mastigação, a respiração adequada e um funcionamento na vida social efetivo.

As crianças que passam por situações estressantes, como o divórcio dos pais, a realização de uma rotina que seja cheia de estímulos, bem como diversas outras situações em convívios sociais como mudanças de escolas e ambientes familiares podem sofrer com o bruxismo infantil como resultado.

Como mencionado anteriormente, é necessário entender que as doenças respiratórias como a rinite e a sinusite, que afetam profundamente os mecanismos das vias aéreas e, consequentemente, o funcionamento da mandíbula e da dentição durante a noite, podem agir também como causas da enfermidade, piorando a condição inclusive delas próprias.

Por Que o Bruxismo Infantil é de Difícil Diagnóstico e Tratamento?

Para a maioria dos adultos, entender e comunicar-se com uma criança de uma forma que seja horizontal e equivalente pode apresentar-se como um desafio e tanto. Por este motivo, é comum que as dores e sintomas que são exibidos pelos pequenos possam atuar de forma a descartar completamente a possibilidade dela estar sofrendo com o bruxismo infantil.

Fora isso, os sintomas associados a esta doença podem ser muito enganadores: as dores de cabeça, o sono durante o dia devido a um mau descanso durante a noite, a dificuldade de consumir produtos quentes ou frios pelo desgaste sofrido pela dentição… todos estes fatores podem apontar uma série de enfermidades antes que os pais possam pensar em bruxismo infantil.

Assim, para que os profissionais médicos possam conseguir analisar de forma ampla e correta para que seja feito o diagnóstico do caso de bruxismo infantil, é necessário que os pais estejam sempre atentos a todos os sintomas.

Estes sintomas muitas vezes são descartados por métodos e remédios que mascaram os mesmos, como remédios para dor e a sonequinha da tarde, que livra a criança de continuar cansada ao longo do dia, criando um ciclo ainda maior dos sintomas.

Tratamentos para o Bruxismo Infantil

Os tratamentos para o bruxismo infantil são similares aos tratamentos para o bruxismo em adultos, ou seja, é extremamente recomendada a utilização de uma placa para a contenção dos movimentos involuntários sofridos pela mandíbula ao decorrer das noites de sono, mas, para além disso, o acompanhamento psicológico das crianças e adultos também se torna essencial.

Entender quais são as causas emocionais e de diversas outras áreas que estão causando o aparecimento dos sintomas nas crianças é uma questão de necessidade: é a partir da compreensão destes sintomas que os médicos poderão conseguir tratar a raiz dos problemas, possibilitando uma melhor qualidade de vida às crianças, ao se livrar do bruxismo infantil.

O acompanhamento psicológico é, de fato, uma ótima ferramenta para conseguir fazer com que as crianças possam estar em contato constante com as suas indagações, medos, anseios e felicidades, o que pode ser crucial durantes os processos de desenvolvimento tanto da personalidade das mesmas quanto da sua atuação em sociedade.

Aqui no Núcleo de Otorrinolaringologia e Medicina do Sono, dispomos de uma equipe multidisciplinar totalmente qualificada para o tratamento de bruxismo em todas as idades. Marque uma consulta e venha conhecer o nosso trabalho.

Artigo Publicado em: 3 de outubro de 2017 e Atualizado em 20 de fevereiro de 2019

Tratamento da Apneia do Sono

Atuação do Otorrinolaringologista no Tratamento da Apneia do Sono

 

Como em toda enfermidade complexa e de múltiplas variáveis, a Síndrome da Apneia-Hipopneia Obstrutiva do Sono (SAHOS) tem ainda aspectos não explicados em sua fisiopatologia, porém, o Otorrinolaringologista tem hoje uma melhor compreensão sobre como avaliar um paciente com esta patologia, tendo em conta que 80% deles apresentam múltiplos pontos de colapso das VAS que devem ser tratados. Com a leitura deste artigo, saiba mais sobre a atuação do médico otorrino no tratamento da apneia do sono.

A Otorrinolaringologia no Tratamento da Apneia do Sono

Inicialmente, como o ultimo da linha, o Otorrinolaringologista era indicado para realizar traqueostomias naqueles pacientes com apneia grave sem outras alternativas.

Posteriormente, com um melhor conhecimento sobre as enfermidades do sono e com a descrição de Guilleminault de que a Síndrome da Apneia e Hipopneia Obstrutiva do Sono (SAHOS) não era um privilegio dos obesos, procedimentos cirúrgicos específicos com objetivo de reconstrução das vias aéreas superiores popularizaram-se nos anos 80 e 90, como a uvulopalatofaringoplastia, cirurgias nasais, de língua e sobre o esqueleto facial.

Uma avaliação precisa constitui a peça fundamental no bom resultado do procedimento. E vemos atualmente que estas estatísticas melhoram a cada dia, podendo-se falar em melhora considerável da apneia por meio de cirurgias nasais, faríngeas, de base de língua e de avançamento maxilo-mandibular.

Apesar da grande evolução no diagnóstico e tratamento da SAHOS, ainda ouvimos afirmações, inclusive de otorrinolaringologistas, de que a apneia não tem cura. Isto se deve também a uma visão limitada do profissional não habilitado a intervenções sobre a base da língua e o esqueleto facial.

Por outro lado, não devemos nos colocar somente como cirurgiões. Ao ORL compete, além dos tratamentos cirúrgicos, saber orientar antes de mais nada sobre as opções não cirúrgicas aos seus pacientes, sejam terapias comportamentais, de adaptação de CPAPs ou aparelhos intra-orais.

A Medicina do Sono é hoje uma realidade dentro da Otorrinolaringologia e deve fazer parte de nosso trabalho clínico e cirúrgico. Nossos programas de residência médica e de educação médica continuada devem reforçar seus interesses e tópicos sobre Medicina do Sono.

Tratamento da Apneia do Sono – Otimizando a Atuação da Otorrinolaringologia

Seguindo as próprias premissas da Academia Americana de Otorrinolaringologia, a ABORL-CCF está incrementando esforços no sentido de mostrar a importância do Otorrinolaringologista no tratamento do mais importante distúrbio do sono, a apneia obstrutiva, enfatizando:

1 – um melhor currículo sobre Medicina do Sono em nossos programas de residência, com um maior número de tópicos sobre o tema em nossos cursos de educação continuada e congressos;

2 – divulgação das evidências dos benefícios dos tratamentos otorrinolaringológicos para a apneia obstrutiva do sono;

3 – definição da apneia obstrutiva do sono como um distúrbio da via aérea superior (VAS), área de domínio da ORL, sendo o Otorrinolaringologista o único especialista habilitado a examinar a VAS e treinado para realizar mudanças anatômicas nesta região;

4 – promoção perante a mídia, com informações sobre o importante papel do ORL no tratamento da apneia obstrutiva do sono, pois vemos divulgações frequentes nas áreas de comunicação de especialistas do sono nas quais os ORL são indevidamente excluídos.

Diante de uma realidade em que se procurava distanciar o ORL desta área de distúrbios respiratórios sono-dependentes, acreditamos que, com estas ações, podemos conscientizar a nossa Sociedade e chamar a atenção de todos os profissionais que trabalham na Medicina do Sono para o relevante papel do Otorrinolaringologista na avaliação e tratamento desta complexa síndrome.

Artigo Publicado em: 24 de julho de 2017 e Atualizado em 13 de fevereiro de 2019

Se trata de uma plataforma moderada por Dr. Arturo Frick Carpes, Dr. José Antonio Pinto e Dra. Heloisa dos Santos. Todos os moderadores citados são responsáveis pela produção, edição, adaptação e curadoria dos textos presentes neste site, além de sua manutenção financeira. Este site é orientado ao público leigo e seu conteúdo é somente de intento informativo e pode não ser adequado a todos usuários. O conteúdo deste site não substitui o médico. Todos devem sempre consultar seu médico antes de tomar qualquer decisão com respeito à sua saúde. Este site utiliza cookies para lhe proporcionar uma melhor experiência. Ao navegar no mesmo, está a consentir a sua utilização. Caso pretenda saber mais, consulte a nossa Política de Privacidade/Cookie. Este site não hospeda ou recebe financiamento de publicidade ou exibição de conteúdo comercial. Política de Banners: Não temos publicidade e não fazemos trocas de Banner ou Display. Missão Do Site: prover Soluções cada vez mais completas de forma facilitada para a gestão da saúde e o bem-estar das pessoas, com excelência, humanidade e sustentabilidade.Todos os utilizadores da plataforma se comprometem a divulgar apenas informações verdadeiras. Caso o comentário não trate de uma experiência pessoal, forneça referências(links) sobre qualquer informação médica à ser publicada. Os comentários são visíveis a todos. Podem ser alterados ou apagados.