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Corpos Estranhos no Ouvido

Corpos Estranhos no Ouvido

Corpos estranhos no ouvido é um termo que refere-se a qualquer objeto ou substância que possa ser introduzido no ouvido – intencionalmente ou por acidente.

O canal auditivo é extremamente sensível. Ele possui uma fina camada de pele que confere pouco amortecimento. Por este motivo, a tentativa de remoção pode ser extremamente dolorosa, quando não realizada adequadamente em um hospital.

Neste artigo, saiba mais sobre as complicações que um corpo estranho no ouvido pode causar e como proceder nesse caso.

Por que Corpos Estranhos no Ouvido São Frequentes?

A grande maioria dos objetos encontrados nos ouvidos são colocados voluntariamente, geralmente por crianças, apenas por curiosidade ou brincadeiras. Dormir no chão também pode aumentar as chances de algum inseto entrar em seus ouvidos.

Alguns corpos estranhos comuns de serem encontrados nos ouvidos são:

  • Grãos de pipoca
  • Feijões
  • Pedras
  • Insetos
  • Partes de brinquedos
  • Papel
  • Algodão
  • Miçangas

Quando Suspeitar se Há Algo Errado no Ouvido?

A maioria das pessoas pode perceber se há algo em seus ouvidos. O canal auditivo, onde a maioria dos objetos ficam presos, é muito sensível. Além disso, o canal auditivo termina no tímpano, que também é altamente sensível.

Os sintomas de se ter um corpo estranho no ouvido depende do objeto que se encontra na cavidade auricular, seu tamanho, forma e qual o tipo de substância.

A pessoa com corpos estranhos no ouvido pode ter algum destes sintomas:

  • sensação de “ouvido entupido”,
  • dor de ouvido,
  • perda auditiva,
  • inflamação
  • irritação.

O diagnóstico em crianças pode ser um desafio, pois elas não têm idade suficiente para falar sobre sua dor. Então, os pais podem identificar este problema através de sinais como vermelhidão, inchaço ou secreção (sangue, líquido inflamatório ou pus) na região do ouvido afetado.

Em pacientes assintomáticos, o relato dos pais pode indicar a existência do corpo estranho.

Remoção de Corpos Estranhos

O canal auditivo externo estreita na junção óssea-cartilagínea. Por isto, corpos estranhos nesta cavidade podem resultar em maior dificuldade de remoção. Quando há uma tentativa incorreta de remoção de objetos neste local, eles podem ser empurrados no sentido mais interno.

A membrana timpânica pode ser danificada pelos objetos presos ou pelos instrumentos utilizados nas tentativas de remover. Por este motivo, a indicação é levar a pessoa imediatamente à emergência médica, ao invés de tentar remover em casa.

Quando possível, é recomendável evitar comer ou beber qualquer coisa, caso seja necessário realizar sedação para que o procedimento de remoção seja mais seguro. Na realidade, a sedação é mais segura se a pessoa não engolir nada por 8 a 12 horas antes do procedimento.

Em casos de insetos no ouvido, é necessário que estejam mortos antes da remoção. Para isto, utilizamos álcool, lidocaína 1%, éter ou óleo mineral. A remoção é realizada com a irrigação, aspiração ou através de uma pinça especializada. Este Procedimento é feito somente por uma equipe médica qualificada.

Superfícies irregulares, lisas e arredondadas podem ser removidas com a pinça. Se o objeto for arredondado e liso pode-se tentar aspiração ou aplicação de cola adesiva em um cotonete especial, utilizado em procedimentos cirúrgicos.

Quando a Remoção é mais Complicada

Alguns casos são mais complicados para se realizar uma remoção adequada:

  • Quando há necessidade de anestesia
  • Trauma no canal ou Membrana Timpânica (MT)
  • Corpo estranho não visualizado, fortemente aderido ou tocando a MT
  • Quando há Falha na primeira tentativa de remoção

A manipulação excessiva pode gerar edema, hematoma ou deslocar o objeto em direção a Membrana Timpânica. Além disso, quando há falha na primeira tentativa de remoção, torna-se mais difícil realizar uma remoção segura em próximas tentativas, devido a sangramentos que podem ocorrer e atrapalhar a visualização do corpo estranho. Em casos de infecção por demora na remoção ou trauma no canal auditivo, pode ser necessário o uso de antibióticos.

Assim, o recomendado é que você não tente remover um corpo estranho do ouvido em casa. Procure atendimento médico imediatamente.

Referência: Mayo Clinic

O que é Laringoscopia

O que é Laringoscopia? Conheça Melhor o Exame

O que é Laringoscopia? A laringoscopia trata-se de um exame relativamente simples que permite que o médico observe as vias aéreas superiores (nariz, laringe e faringe) do paciente através de um aparelho endoscópico, denominado laringoscópio.

O procedimento é utilizado principalmente no diagnóstico de problemas da laringe (via aérea responsável pela produção do som), função que deu origem ao termo. O exame também permite o controle da evolução de algumas cirurgias e patologias.

Além dessas utilidades, a laringoscopia pode ser útil na realização de intervenções de cunho terapêutico, tais como: retirada de pólipos, nódulos e corpos estranhos, cauterização de lesões vasculares e dilatação de estreitamentos.

Saiba o que é Laringoscopia

Existem dois tipos de aparelhos diferentes para a realização da laringoscopia: um deles é um aparelho rígido, geralmente introduzido pela boca do paciente. O outro é de um aparelho flexível que consiste em um fino tubo de fibras óticas, introduzido pelo nariz (nasolaringoscopia).

A semelhança entre o laringoscópio rígido e flexível é que ambos possuem em sua extremidade uma minicâmera que detecta imagens do interior das vias aéreas superiores do paciente e permite que o profissional as visualize, seja por via direta ou através de um monitor de vídeo.

Quando a visualização se dá por vídeo, o exame recebe a denominação de videolaringoscopia ou videonasolaringoscopia.

O que é Laringoscopia – Como Funciona o Procedimento

A laringoscopia não exige preparamento prévio – exceto jejum absoluto de oito horas antecedentes ao exame – e não impede o paciente de retornar às suas atividades cotidianas após o exame.

O procedimento é realizado em ambiente ambulatorial e tem duração média de 5 a 10 minutos. O paciente permanece sentado durante todo o procedimento, apenas com a língua para fora da boca, se for o caso.

As regiões da faringe e da laringe são previamente anestesiadas (geralmente com spray anestésico)  e então o laringoscópio é introduzido via oral ou nasal, e direcionado à região que será examinada.

A introdução do aparelho não costuma causar grandes incômodos aos pacientes. Porém, em alguns casos, o procedimento pode provocar reações apesar da anestesia, tais como: espirros, tosses, náuseas, vômitos, rouquidão passageira, inflamação e inchaço da garganta.

O exame não se restringe a nenhuma idade, mas a laringoscopia via oral exige certa colaboração do paciente, que só é possível de ser obtida a partir dos 12 ou 13 anos de idade.

Dependendo da resistência do paciente, o médico pode optar em realizar o exame de laringoscopia com o paciente sedado, principalmente nos casos de crianças.

O que é Laringoscopia – Indicações

A laringoscopia é uma ferramenta útil no diagnóstico de lesões orgânicas ou funcionais localizadas na cavidade oral,  oral, orofaringe, hipofaringe, laringe e cordas vocais. O exame é solicitado nos casos de pacientes que apresentam:

  • Rouquidão ou disfonia prolongadas;
  • Tosse crônica ou acompanhada de sangue;
  • Dificuldade/dor para engolir ou mastigar;
  • Surgimento de aftas com frequência;
  • Refluxo gastroesofágico;
  • Dor de garganta crônica;
  • Suspeita de câncer;
  • Tabagismo crônico;
  • Sensação de possuir um caroço na garganta;
  • Histórico familiar de câncer de cabeça ou pescoço.

O que é Laringoscopia – Contraindicações

O exame de laringoscopia quase não possui contraindicações. Cabe ao especialista avaliar as especificidades de cada paciente e restringir o procedimento, quando julgar necessário.

Os pacientes portadores de distúrbios neurológicos, cardiopatias graves, doenças pulmonares crônicas ou alergias aos medicamentos utilizados no exame merecem uma atenção especial em relação ao aconselhamento da laringoscopia.

O que é Laringoscopia – Cuidados Posteriores

Quando se trata do exame simples de laringoscopia, sem sedativo, o paciente pode ser liberado logo após do exame, sem restrição para retornar às suas atividades cotidianas. A única recomendação é que o mesmo permaneça em repouso durante as horas seguintes ao procedimento, mantendo uma alimentação leve.

Já nos casos em que o paciente recebeu o sedativo, este deve aguardar cerca de 30 minutos até o fim do efeito da medicação e contar com um acompanhante para abandonar o ambulatório. Nas 12 horas posteriores ao procedimento, o paciente não deve dirigir ou realizar tarefas complexas e permanecer em repouso absoluto, evitando tossir, respirar e assoar o nariz.

O mais importante é ouvir atentamente as orientações do médico após a realização da laringoscopia, e seguir os cuidados posteriores recomendados.

Referência: HealthDirect

Artigo Publicado em: 28 de março de 2018 e Atualizado em: 09 de outubro de 2019

Corpos Estranhos na Cavidade Nasal

Corpos Estranhos na Cavidade Nasal

Corpos Estranhos na Cavidade Nasal. Um corpo estranho é qualquer objeto ou substância colocada no interior do corpo. Quando isto acontece no nariz, chamamos de corpo estranho na cavidade nasal. Estes acidentes são causas das mais frequentes de uma visita emergencial ao médico otorrinolaringologista, sendo muito mais comuns em crianças, jovens e pacientes psiquiátricos. Asfixia por corpos estranhos é uma das principais causas de morte em crianças de 0 a 3 anos. Aproximadamente 60% dos casos são do sexo masculino.

Continue lendo este artigo para saber mais sobre esta emergência e como proceder se isto acontecer com o seu filho.

Por que as Crianças Colocam Corpos Estranhos na Cavidade Nasal?

Durante uma brincadeira, imitando o comportamento de outra criança, ou mesmo por simples curiosidade, é comum que as crianças coloquem objetos no nariz. Isso é até natural, já que elas estão aprendendo como as coisas funcionam: inclusive em seu próprio corpo!

É possível que corpos estranhos entrem no nariz de uma criança enquanto ela está dormindo. Geralmente, isso acontece com pequenos insetos.

A palavra “corpo estranho” já significa que ele não deveria estar lá. Embora possa parecer inofensivo, existe um grande risco de asfixia e ferimentos graves. Infecções também podem ocorrer, especialmente se houver demora nos procedimentos de remoção.

O que Pode ser Introduzido “Acidentalmente” no Nariz

São diversos os materiais que podem ser colocados no nariz: isso vai depender da curiosidade do seu filho! Entre os principais casos que observamos em nossa prática clínica, estão:

  • Grãos
  • Bolinhas
  • Pedrinhas
  • Brinquedos pequenos
  • Botões
  • Pecinhas de brinquedos
  • Pequenos pedaços de alimentos
  • Bateria de relógio

É importante dar ainda maior atenção quando o objeto inserido for uma bateria. Elas podem causar ferimentos graves em poucas horas, ou mesmo vazar, causando ainda maiores complicações.

Sintomas de Corpos Estranhos na Cavidade Nasal

Quando uma criança coloca um corpo estranho no nariz, ela pode apresentar alguns sintomas:

  • Secreção nasal apenas de um lado
  • Mal cheiro na região nasal
  • Febre
  • Dificuldade para respirar

Também pode ser possível que uma criança tenha um corpo estranho no nariz e não apresentar nenhuma queixa. Nesse caso, é importante que os pais fiquem atentos para que a situação não se torne mais grave.

Como Realizamos a Remoção de Corpos Estranhos na Cavidade Nasal

A primeira recomendação é manter a calma. Se o seu filho perceber sua apreensão, pode ficar agitado e dificultar a remoção. Ao suspeitar que ele tem um corpo estranho no nariz, leve-o para a emergência médica, mesmo se você não conseguir visualizar o objeto.

É de extrema importância que pessoas não habilitadas não tentem remover o corpo estranho. Isto é uma emergência médica e seu filho deve ser levado imediatamente ao hospital. Quanto mais tempo demorar para realizar a remoção, maior a gravidade do quadro.

Além disso, ao tentar remover o corpo estranho em casa, há riscos de lesões de outras estruturas. Por exemplo, se a criança tentar assoar as duas narinas ao mesmo tempo para expelir o material, isto pode danificar os tímpanos. A remoção no hospital é feita de forma segura, por uma equipe médica altamente qualificada.

O procedimento é realizado da forma mais confortável possível para o seu filho: é aplicado um anestésico tópico dentro do nariz e, quando necessário, um medicamento que ajuda na prevenção de hemorragias. Após a remoção, pode ser necessário o uso de antibióticos, para prevenir infecções.

Referência: Stanford Children’s Health

Estenose Laringotraqueal na Criança

Cirurgia Reconstrutiva – Estenose Laringotraqueal na Criança

O Dr Philippe Monnier já há mais de 5 anos participa de cursos com a equipe de Otorrinolaringologia do Hospital São Camilo Pompeia. Este ano, será realizada no dia 30 de setembro uma aula aberta com o tema: “Estenose Laringotraqueal na Criança: conceitos atuais e desafios”. A seguir, haverá discussão de casos a serem operados.

Cirurgia Reconstrutiva – Estenose Laringotraqueal na Criança

Uma das principais causas da estenose de laringe em crianças com traqueostomia é a utilização de intubação orotraqueal nas unidades de terapia intensiva neonatais e pediátricas, durante longos períodos. Grande parte dos casos de cirurgias reconstrutivas da laringe e da traqueia, operados na técnica tradicional apresentam alguma falha.

A técnica cirúrgica desenvolvida pelo Dr. Philippe Monnier atende esses casos complexos, fornecendo novamente a qualidade de vida às crianças que teriam que conviver com a traqueostomia para o resto da vida.

Para o Dr. José Antonio Pinto, a oportunidade de operar em conjunto com o Dr. Monnier, que é uma referência na Europa e no mundo, está sendo de grande aprendizado para todos os profissionais, pois o médico suíço desenvolveu uma técnica cirúrgica própria, já que poucos médicos realizam esse tipo de cirurgia em crianças, por interferir em áreas delicadas e vitais do organismo.

A Estenose Laringotraqueal na Criança

A estenose de laringe é caracterizada por um estreitamento desta estrutura. Isso acontece em função de uma cicatriz, que pode ser parcial ou completa, congênita ou adquirida. Entre as causas adquiridas, temos os traumas internos e os traumas externos. Estes podem ser cervicais, devido a acidentes automobilísticos, por colisão com fios de pipa, agressões com objetos corto-contusos ou penetrantes e lesões por sufocação ou enforcamento.

Nos casos de estenoses causadas por trauma endolaríngeo, temos aquelas associadas com intubação prolongada. Lesões decorrentes do uso das sondas nasogástricas e queimaduras físicas ou químicas também são causas. Infecções, como tuberculose, sífilis, hanseníase, micoses profundas e difteria são raras. No entanto, doenças inflamatórias crônicas, por exemplo lúpus eritematoso sistêmico, policondrite recidivante, amiloidose e epidermólise bolhosa podem levar ao desenvolvimento de estenoses laríngeas.

Estenose Laringotraqueal na Criança – Aula Aberta com Dr Philippe Monnier

O médico suíço Dr. Philippe Monnier é maior cirurgião de vias aéreas pediátricas do mundo.

Professor Emérito de Otorrinolaringologia e Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Centro Universitário Vaudois (CHUV) de Lausanne, Suíça, o Dr. Philippe Monnier é considerado a maior autoridade mundial nas cirurgias de vias aéreas em crianças. O Professor Monnier é Presidente e Chefe do Departamento de Otorrinolaringologia, Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Hospital Universitário Vaudois. A cada ano, ele ministra diversas palestras para o público em todo o mundo sobre o manejo da estenose subglótica em lactentes e crianças.

Nas últimas três décadas, ele trabalhou com determinação no estabelecimento da equipe de vias aéreas de Lausanne. E também na criação de uma geração de cirurgiões e funcionários dedicados e qualificados. Que podem realizar um grande número de reconstruções pediátricas e aéreas abertas e endoscópicas de adultos.

A aula aberta terá o tema: “Estenose Laringotraqueal na Criança: conceitos atuais e desafios”. Será realizada no dia 30 de setembro, às 19h, no anfiteatro do Hospital São Camilo Pompeia. (rua Tavares Bastos, 541 – Pompeia, São Paulo). A seguir, haverá discussão de casos a serem operados. Para confirmar sua presença, envie um email para [email protected]

 

Rouquidão Prolongada

Rouquidão Prolongada – Quando Procurar Ajuda Médica

Rouquidão Prolongada. A rouquidão trata-se da mudança que ocorre no tom ou na qualidade da voz; um tom de voz mais “áspero”, pode-se dizer. Existem dois tipos de rouquidão: a aguda (de curta duração) e a crônica (de longa duração). Veja neste artigo quando este sintoma indica o motivo de procurar ajuda médica.

Rouquidão Prolongada – Saiba Mais

A rouquidão aparece comumente após festas com som alto, principalmente em junção ao uso de cigarro e álcool, ou em profissões que exigem muita comunicação. Esses casos são episódios de rouquidão aguda, geralmente ocasionados pelo cansaço vocal. A voz retorna ao normal dentro de alguns dias, com o descanso e os cuidados necessários.

Entretanto, mesmo esses episódios de rouquidão devem ser encarados como anormalidades do corpo, e não como uma simples casualidade passageira. Existem algumas condições médicas graves que desencadeiam a rouquidão constante, podendo vir acompanhadas inclusive de sintomas como tosse, dor, pigarro, sangue, dificuldade para respirar ou engolir, entre outros.

Causas da Rouquidão Prolongada

A rouquidão representa um mau funcionamento da laringe que, através da vibração das cordas vocais, emite o som. O uso indevido da voz (como nos exemplos citados acima) pode gerar inflamação nas cordas vocais e, consequentemente, a rouquidão.

Porém, quando a condição é recorrente ou acompanhada de outros sintomas, pode ser um sinal de alerta de doenças mais graves, tais como:

  • Doença das Vias Aéreas Superiores – As vias aéreas nasais são estruturas constituídas pelas cavidades nasais, faringe e laringe. Toda e qualquer condição que acometa essa região – geralmente gripes, resfriados, alergias e inflamações virais/bacterianas – e cause algum tipo de irritação e/ou dor na garganta, pode ocasionar a rouquidão.
  • Refluxo Faringo-Laríngeo (RFL) – O refluxo é um ácido do estômago que geralmente que afeta o exôfago. Porém, em casos mais graves e não tratados, a condição pode afetar a faringe e a laringe, provocando irritação e dor na região devido à nocividade da substância à garganta. Esses sintomas vêm acompanhados ainda de tosse seca, pigarro e rouquidão.
  • Papilomatose laríngea – A papiloma de laringe é uma enfermidade causada pela infecção por HPV, que acarreta tumores benignos na região da laringe. O sintoma inicial da doença é a rouquidão e a alteração da voz, e em casos mais extremos a papiloma pode até mesmo vir a bloquear as vias respiratórias, de acordo com sua progressão, podendo levar o paciente a dificuldades respiratórias intensas.
  • Câncer de Laringe – São muitos os fatores que podem ocasionar o câncer de laringe, entre eles: falta de cuidado com a garganta, lesões nas cordas vocais, refluxo faringolaríngeo e papiloma de laringe. O tumor pode se encontrar em diferentes regiões, mas, quando localizado nas cordas vocais, a rouquidão é o primeiro sintoma que se manifesta.

Outras Causas

Além das citadas acima, existem outras condições podem desencadear a rouquidão, tais como: alergias, inalação de substâncias irritantes, tosse crônica, aneurismas da aorta superior, broncoscopia, dano aos nervos ligados à voz, tireoide pouco ativa, nódulo nas cordas vocais, fraqueza dos músculos em torno da laringe, consumo excessivo de cigarro e/ou álcool e puberdade.

Quando Procurar Ajuda Médica

Caso a rouquidão seja recorrente ou venha acompanhada de outros sintomas, como dificuldade em respirar ou engolir, muita salivação, ou se o paciente for um bebê com menos de três meses, deve-se procurar ajuda médica. O especialista será capaz de diagnosticar a causa da rouquidão e prescrever o tratamento adequado.

Referência: Cleveland Clinic

Artigo Publicado em: 7 de março de 2018 e Atualizado em: 11 de setembro de 2019

Otorrinolaringologia

Do Hospital Ibirapuera ao Núcleo de Otorrinolaringologia de São Paulo

Do Hospital Ibirapuera ao Núcleo de Otorrinolaringologia de São Paulo – Conheça a Nossa História! Nos anos 60, o Brasil passava por importantes transformações comportamentais, que se refletiam em toda a sociedade. Na área da Medicina, inúmeras faculdades foram criadas, assim como diversas especialidades foram sendo aperfeiçoadas. E este foi o caso da Otorrinolaringologia.

Neste artigo, vamos conhecer um pouco deste processo que, em São Paulo, incluiu a história do Hospital Ibirapuera, referência na especialidade de Otorrinolaringologia, durante todo o seu período de existência. Acompanhe.

Do Hospital Ibirapuera ao Núcleo de Otorrinolaringologia

O Instituto de Otorrinolaringologia e Endoscopia Peroral

OtorrinolaringologiaEm meados de 1960, um grupo de otorrinos que trabalhavam juntos no Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo e no Hospital das Clínicas da USP, resolveram montar uma clínica comum a todos. Para tal, alugaram uma casa na rua Correia Dias, 73, no bairro do Paraíso, e fundaram o Instituto de Otorrinolaringologia e Endoscopia Peroral (IOEP).

Desde grupo inicial, constavam Moisés Cutim (chefe do Serviço de ORL do HSPE), Paulo Cunha Cintra, Luiz Pereira Barreto Sobrinho, Cid Pupo, Brás Nicodemos, Mauro Spinelli, Zenshi Hishiki, Domenico Modesto, Antonio Douglas Menon, Rhadamés Ribas Neto, Walter Freitas, Fabio Freire, Paulo Carvalho, Antonio Carlos Graça Wagner, Augusto Pastore Filho e José Antonio Pinto.

O IOEP atendia pacientes particulares e de alguns convênios, mantendo plantão de 24 horas na especialidade, uma grande novidade na época. Cirurgias também eram realizadas na clínica.

A Ampliação do IOEP

Em 1967, ocorreu a unificação dos institutos de previdência (antes representados por vários grupos, como dos bancários, dos comerciários, etc.), em um único: o INPS (Instituto Nacional de Previdência Social). Também foi criada a 2ª. Tarefa, medida que possibilitou aos médicos previdenciários serem remunerados por seus procedimentos cirúrgicos, estimulando assim a produtividade.

Já então bem estruturado, o IOEP foi credenciado para atendimento das emergências e cirurgias do INPS e, como oferecia cobertura com plantonistas 24 hs., muitos otorrinos passaram a fazer suas cirurgias no Instituto.

O grande movimento cirúrgico levou a alugarem casa vizinha para a ampliação das internações e das salas cirúrgicas. Em pouco tempo, já eram realizadas mais de 50 cirurgias por dia. Com este movimento crescente, o grupo partiu para a ideia de construir um hospital próprio especializado em ORL, adquirindo terreno na recém inaugurada Avenida Rubem Berta, próximo ao Hospital do Servidor e da AACD.

A Inauguração do Hospital Ibirapuera

Hospital Ibirapuera - OtorrinolaringologiaCom um projeto bastante audacioso, em 4 de agosto de 1969, inaugurava-se o Hospital Ibirapuera S.A., com área física de mais de 1.400 m2 em sua parte térrea e com fundações em sua parte posterior para mais 10 andares com 400 m2 cada.

Em seu térreo, havia recepção, 5 consultórios, 1 consultório de fonoaudiologia, 5 apartamentos, 3 enfermarias, posto de enfermagem, centro cirúrgico com vestiário, 3 salas cirúrgicas grandes e 2 pequenas, sala de recuperação e área de pronto atendimento.

Apresentava também toda infraestrutura hospitalar, como lavanderia, cozinha e vestiários. Como o primeiro hospital especializado em São Paulo, o Hospital Ibirapuera tornou-se uma referência na Otorrinolaringologia paulista e brasileira, onde atuavam os seus proprietários e também grande número de otorrinos da cidade.

O Centro de Estudos do Hospital Ibirapuera

Em 1973, foi criado o Centro de Estudos do Hospital Ibirapuera, sendo seu primeiro presidente José Antonio Pinto, que organizou então a Residência Médica em Otorrinolaringologia, uma das primeiras no Brasil fora dos centros universitários.

Foram seus primeiros residentes Lauro João Lobo Alcantara, formado pela Universidade Federal do Paraná, Simone Pavie Simon, da Escola de Medicina e Saúde Pública da Bahia e Jarbas Barbosa, da Faculdade Medicina do Triângulo Mineiro de Uberaba.

A residência em Otorrinolaringologia do Hospital Ibirapuera tornou-se uma das mais concorridas do país e por ela já passaram mais de 150 médicos. Veja a lista atualizada dos nossos residentes em outubro de 2018:

Adriana Meneghini –RS
Adma Roberta Yoshida Zavanela – SP
Aguilar Rodrigues Junior- SP
Airton Gonçalves- SP
Aldo Edel Cassol Stamm- SP
Alexandre Felippu – SP
Almir Francisco de Assis Rolla- BA
Ana Carla Souza Marqui-SP
André Freitas Cavallini da Silva – SP
Andréia Felix Perazzio
Andreia Natalia Azevedo Ferreira de Vasconcelos – SP
Ângela Maria Pereira de Barros
Antonio Abel Pauperio- SP
Antonio Fernando Salaroli
Beatriz Silveira Zalla – SP
Arturo Frick Carpes- SP
Áureo Fernandes Borges Junior- RN
Carlos Antonio Rodrigues de Faria- SP
Carlos Eduardo Cervantes dos Santos- SP
Carlos Otavio Branco Graminho- SP
Carlos Tadeu Rodrigues de Souza- BA
Carolina de Farias Aires Leal
Cassia Paloma da Cunha Onofre-SP
Cauê Duarte -SP
Cris Vanessa Gasgues
Celso Gomes – SP
Charif Abrão Elias- SP
Charly Torregrossa- SP
Davi Davi Knoll Ribeiro – SP
David Grinstein Kramer- BOLÍVIA
Delmer Jonas Polimeni Perfeiro- SC
Denílson Storck Fomin- SP
Denise Abritta- SP
Deraldino Alves Campos- BA
Domingos Lamonica Neto- SP
Donaldson Antonio Breda- SP
Edson Carlos Miranda Monteiro- SP
Eduardo Amaro Bogaz- SP
Eduardo Barbosa de Souza- BA
Eduardo Nogueira Magri – SP
Elcio Izumi Mizoguchi – SP
Eloísa Pires do Prado- SP
Fabiana
Fabio Caracho Batista – SP
Fabio Freire Junior- SP
Fabíola Esteves Garcia Caldas – SP
Maria de Fátima C. Albuquerque Milito – AL
Fernando Arruda Ramos- SC
Fernando César Cervantes dos Santos- SP
Fernando Jose Sales Carneiro- SP
Francisco José Coser- PR
Gabriel David Hushi- SP
Gabriel Santos de Freitas – SP
Gabriella Spinola Jahic – SP
Geraldo Rafael Muniz- SC
Glaura Maria Pimentel Ferreira- SP
Gustavo Duarte Paiva Ferreira- SP
Gustavo Juliani Faller- RS
Haroldo Fernandes Vilela- SC
Heitor Sonda- PR
Heloísa dos Santos Sobreira Nunes – SP
Henrique César Fellipu Pinto- SP
Henrique Wambier – PR
Irajá Alves de Oliveira Junior- RS
Janaina Guidotti Cunha
Jarbas Barbosa
Jeanne da Rosa Oiticica Ramalho- SP
João Elmar de Oliveira
João Fernandes Leal
João Osvaldo dos Santos- MT
José Carlos Maruoka- SP
José Milton Moura Borges- PI
Josemar dos Santos Soares – PB
Jucicleide Bezerra Coimbra- SP
Julio Marcos Pinheiro- MG
Juvêncio Coelho Lustosa- BA
Kelly Elia Abdo – SP
Khalil Fouad Hanna- SP
Laércio Freitas de Oliveira- BA
Laila Puranen Mourão Martins – SP
Larissa Souza Barreto – SE
Lauro João Lobo Alcântara- PR
Leonardo Marques Gomes – BA
Letícia Weber Wächter – RS
Levon Mikhitarian Neto- SP
Lina Ana Medeiros Hirsch – SC
Lis Tozzatti Fernandes- RS
Lucia Helena da Costa Pinto- SP
Luciana Balester Mello de Godoy- SP
Luciana Lagatta Benatti-SP
Luiz Alberto Gonçalves de Andrade- BA
Luiz Antonio Baldivieso Schemy- MG
Luiz Eduardo Wambier-PR
Luiz Henrique Vaz- SC
Luiz Marcio Hummel-SP
Luiz Nobuo Miyamura- PR
Mab Furlan- SP
Marcus Alexandre Sodré- PB
Maria Angélica Ayres Alencar- PR
Maria José Costa Coser- RS
Mariana Baptistella Mazzotti – SP
Marina Spadari Ártico
Mario Luiz Augusto da S. Freitas- SP
Massao Yamada Sawamura – SP
Mauro Knoll- SP
Michele Villa Flor Brunoro-DF
Milena Nathalia Shingu Funai
Milton Pomponet da Cunha Moura- BA
Modesta Ishii- SP
Mônica de Oliveira Nóbrega- SP
Milton Hiroshi Abe- SP
Nilvano Alves Andrade- BA
Obionor Alves de Nóbrega- PA
Olavo Luiz Estefanato- RS
Paola Barbieri Pasquali
Paula Zimath
Paulo de Tarso Moura Borges
Pedro Luiz Coser- RS
Pedro Paulo V. da Cunha Cintra- SP
Rafael Moliterno Neto- SP
Raul Antonio Ferreira- SP
Regina Helena N. Gonçaves
Reinaldo Luiz Salmaso- SP
Renata Coutinho Ribeiro – SP
Renato César Abssanra- SP
Renato Euclides Carvalho de Velloso Vianna
Renato José Corso- RS
Ricardo Azevedo Sallum- SP
Roberta Moss Rinke – SP
Roberto Duarte Paiva Ferreira- SP
Robson Vieira Santos- BA
Rodrigo Kohler – SC
Rodrigo Prestes do Reis – SP
Rogério de Oliveira Barros- PR
Rômulo Augusto Barros- SP
Rose Mirian Souza Di Matteo- SP
Rozania Soeli dos Santos- SP
Rubens Huber da Silva-SP
Ruy Carlos Carvalho de Souza Lobo- BA
Salvador do Carmo Rodrigues- SP
Saulo de Tarso Sgarbi- SP
Sávio Nogueira da Silva Junior- SP
Seliram Barros Fontenele Dias – MA
Sergio Bittencourt- SP
Sergio Lourentz Seballos- RS
Silvana Bellotto- SP
Silvia Helena Lanza
Simone Pavie Simon- SP
Sonia Rodrigues Pereira- BA
Suhenia Ligia P. Lima- PB
Teresa Monteiro Teixeira Cardoso -SP
Thiago Branco Sônego – PR
Ulisses José Ribeiro- SP
Valeria Brandão Marquis
Valtrudes Alves Pamplona – MG
Washington Luiz Cerqueira de Almeida – BA

A Fundação do Núcleo de Otorrinolaringologia de São Paulo

Em final de 1985, o Hospital Ibirapuera encerrou suas atividades em Otorrinolaringologia, devido problemas societários, sendo vendido a uma empresa seguradora na área da saúde.

Durante 16 anos de intensa atividade, o Hospital Ibirapuera marcou uma era dentro da Otorrinolaringologia, em seu aspecto assistencial e no desenvolvimento da especialidade em nosso país.

Além de centro de excelência na formação de novos especialistas, fomentou o desenvolvimento das mais modernas técnicas em ORL, como a microcirurgia da laringe, a microcirurgia endonasal, a cirurgia da base do crânio, o uso dos raios laser em ORL e outras. A lacuna aberta com o seu encerramento jamais foi preenchida.

A Continuidade da Residência em Otorrinolaringologia

Com o encerramento do Hospital Ibirapuera, o Dr. José Antonio Pinto fundou o NÚCLEO DE OTORRINOLARINGOLOGIA E CIRURGIA DE CABEÇA E PESCOÇO DE SÃO PAULO, juntamente com outros colegas, dando andamento ao programa de residência médica em Otorrinolaringologia, que funciona ininterruptamente até hoje.

Este programa continuou inicialmente no Hospital Nossa Senhora de Lourdes, posteriormente no Hospital Bandeirantes e na Clínica Infantil do Ipiranga. Desde 1993, o Núcleo de ORL funciona no Hospital e Maternidade São Camilo – Pompéia, localizado a Avenida Pompéia, 1137 e em sua sede, na Alameda dos Nhambiquaras, 159, Moema, São Paulo.

Mais de 70 novos otorrinolaringologistas foram formados nos 16 anos de existência do Hospital Ibirapuera, nomes de relevância dentro do cenário de nossa especialidade. Nos últimos 20 anos, o Núcleo de Otorrinolaringologia, Medicina do Sono e Cirurgia de Cabeça e Pescoço de São Paulo, continuando esta mesma missão, contribuiu com mais 68 novos otorrinolaringologistas para nosso país.

Sob a direção do Dr. José Antonio Pinto, atendemos a todos os setores da Otorrinolaringologia, Medicina do Sono, Cirurgia de Cabeça e Pescoço e Cirurgia Crânio-maxilo-facial, contando também com os seguintes médicos, chefes da Residência em Otorrinolaringologia:

– Dr. José Antonio Pinto

– Dr. Henrique Cesar Felippu Pinto

– Dr. Pedro Paulo Cintra

– Dr. Fernando Cesar Cervantes dos Santos

– Dra. Heloisa dos Santos Sobreira Nunes

– Dr. André Freitas Cavallini

– Dr. Eduardo Amaro Bogaz

– Dr. Arturo Frick Carpes

– Dr. Aguilar Rodrigues

– Dra. Simone Pavie Simon

Nossa participação em inúmeros congressos da Otorrinolaringologia, a publicação de nossos artigos em periódicos internacionais e o valor de aceitarmos o desafio de ser a primeira equipe no Brasil a realizar a cirurgia de reconstrução das vias aéreas, por estenose laringotraqueal na infância, nos mostra que estamos no caminho certo e cumprindo a nossa missão.

Artigo Publicado em: 19 de novembro de 2017 e Atualizado em: 04 de setembro de 2019

Doença de Parkinson e os Músculos da Garganta

Doença de Parkinson e os Músculos da Garganta

A doença de Parkinson é um distúrbio neurológico e degenerativo do sistema nervoso central, que incide principalmente sobre pessoas com mais de 60 anos. A manifestação dos sintomas do Doença de Parkinson geralmente é lenta, e estes tornam-se mais evidentes à medida que a doença progride. Um dos prejuízos decorrentes da Doença de Parkinson é acometimento dos músculos da garganta.

Neste artigo, saiba mais sobre como a doença de Parkinson afeta os músculos da garganta e o gerenciamento desta condição.

Doença de Parkinson e os Músculos da Garganta

Pessoas com Parkinson (DP) podem notar mudanças ou dificuldade em mastigar, comer, falar ou engolir. Essas mudanças podem acontecer a qualquer momento, mas tendem a aumentar à medida que a DP progride. Assim como a condição afeta o movimento em outras partes do corpo, ele também afeta os músculos do rosto, boca e garganta que são usados ​​para falar e engolir.

Alguns dos pacientes acometidos com a Doença de Parkinson têm os músculos da laringe e da cavidade oral comprometidos, e queixam-se muito de engasgos e de lentidão ao falar. Em alguns casos, o comprometimento dos músculos da garganta deve-se à disfunção cerebral neurocognitiva, neuroafetiva ou psicomotora.

Alterações Vocais

As principais alterações vocais provocadas pela Doença de Parkinson são: rouquidão, voz trêmula, soprosidade, redução da intensidade da voz, imprecisão articulatória, gama tonal reduzida e dificuldades na mastigação e na deglutição.

Estas alterações da voz podem minimizar a efetividade da comunicação oral dos pacientes parkinsonianos, afetando seu bem-estar social, psicológico e econômico.

As alterações vocais citadas nos pacientes com Parkinson têm sido atribuídas ao fechamento glótico incompleto, à redução da sinergia e ativação da musculatura laríngea, atrofia ou fadiga muscular, assimetria de tensão ou movimento das pregas vocais, rigidez das pregas vocais ou dos músculos respiratórios.

Disfagia

A disfagia é uma das complicações que podem ser ocasionadas pelo Parkinson. Trata-se, basicamente, da dificuldade em fazer a deglutição de alimentos ou líquidos. Esta condição pode comprometer o estado nutricional do paciente, em estágios mais avançados.

A disfagia pode levar a menor tempo de sobrevida em um paciente com doença de Parkinson, não apenas porque os músculos afetados da garganta podem dificultar a deglutição – daí a ingestão de alimentos e aumento da chance de desnutrição do paciente – mas também porque aumenta a possibilidade de pneumonia por aspiração.

Doença de Parkinson e os Músculos da Garganta – Diagnóstico e Tratamento

O médico responsável pelo diagnóstico, avaliação e tratamento de alterações vocais é o otorrinolaringologista. Os pacientes parkinsonianos que têm seus músculos da garganta acometidos devem procurar este profissional, para obter uma avaliação clínica e um diagnóstico assertivo acerca da alteração vocal. Sintomas como Dor de Garganta ou Dificuldade para Engolir são motivos para procurar o atendimento de um médico otorrinolaringologista.

Após o diagnóstico médico, o paciente deve dar início ao tratamento prescrito para estimular sua musculatura comprometida, de acordo suas especificidades – região afetada e estágio da doença.

O tratamento tradicional para para as alterações vocais do paciente parkinsoniano possui três abordagens distintas: mioterapia, coordenação das estruturas de fala e respiração. São exercícios realizados de uma a duas vezes por semana, com foco na articulação, velocidade e emissão da voz.

O tratamento para a reabilitação da voz exige muita dedicação e disciplina do paciente. É um processo geralmente lento, mas os resultados surgem ao longo do tempo, quando o paciente realiza adequadamente as seguintes etapas:

  • A terapia intensiva de deglutição por um fonoaudiólogo pode ajudar a superar a fraqueza do aparelho de deglutição, fortalecendo exercícios ou manobras compensatórias.
  • Sentar-se ereto e manter a cabeça levemente para a frente enquanto come pode ajudar.
  • Modificações na dieta, como a ingestão de alimentos moles e puré, podem ajudar.
  • O tubo de alimentação gástrica nos estágios finais da doença pode se tornar necessário.

Também é importante estar atento a diversos cuidados com a voz, para prevenir sintomas como dor de garganta e rouquidão persistente, alteração na qualidade da voz e dificuldade de engolir.

Doença de Parkinson e os Músculos da Garganta – Acompanhamento Médico

O acompanhamento médico regular dos pacientes com alterações vocais provocadas pela Doença de Parkinson é de extrema importância em sua reabilitação. Os exercícios prescritos podem até ser realizados em casa.

O processo de reabilitação vocal é lento, mas traz resultados positivos quando realizado corretamente, elevando a efetividade da comunicação, alimentação e qualidade de vida do paciente parkinsoniano. A orientação é seguir à risca as orientações do otorrinolaringologista.

Artigo Publicado em: 30 de janeiro de 2018 e Atualizado em 14 de agosto de 2019

Apneia do Sono e AVC

Apneia do Sono e AVC

Uma das principais avaliações que todos nós precisamos fazer diz respeito a quão bem respiramos durante o sono. Nós roncamos ou temos problemas para respirar enquanto dormimos? Apneia do sono não tratada e AVC possuem uma relação de risco, mas o tratamento da apneia do sono pode ajudar a prevenir o acidente vascular cerebral.

Veja neste artigo como os problemas respiratórios do sono aumentam seu fator de risco para acidente vascular cerebral.

Apneia do Sono não Tratada e AVC

Se você parar de respirar por 10 segundos ou mais durante o sono, poderá ter apneia do sono. O diagnóstico é realizado para qualquer pessoa que tenha uma média de 5 desses episódios por hora todas as noites.

A apneia obstrutiva do sono (AOS) é a forma de apneia do sono mais comum. Ocorre como resultado de uma mecânica defeituosa na via aérea superior. Pode ser causada por tecidos excessivamente grandes ou inchados, como a língua ou úvula bloqueando a passagem do ar. Outra condição que leva à AOS é a retenção de áreas fluidas e / ou gordurosas excessivas no pescoço, que pressionam a via aérea, dificultando a passagem do ar.

O colapso ou bloqueio de tecidos nessa área pode levar a respirações ofegantes, ronco alto, insônia, sono interrompido, pesadelos por não conseguir respirar e outros sintomas menos óbvios, como sonolência diurna excessiva, pressão alta, dor de cabeça matinal ou uma garganta extremamente seca ou dolorida ao despertar.

De acordo com um estudo da National Stroke Foundation, a apneia do sono pode ser um efeito posterior ao derrame, mas também pode ser a causa de um acidente vascular cerebral de primeira vez ou recorrente. A condição causa baixos níveis de oxigênio e pressão alta, ambos fatores que podem aumentar o risco de um derrame futuro.

Como a Apneia do Sono não Tratada pode Levar ao AVC

Durante um episódio apneico, o corpo realiza uma incrível quantidade de esforço para tentar abrir as vias aéreas e respirar. Infelizmente, esse esforço muitas vezes não fornece ao cérebro o oxigênio necessário para manter todo o corpo e todos os seus sistemas funcionando sem problemas durante o sono.

Quando o baixo nível de oxigênio no sangue persiste, o sistema nervoso simpático libera surtos de hormônios do estresse que elevam os níveis de pressão arterial e levam a flutuações na frequência cardíaca.

Com o tempo, essas condições contínuas e não tratadas durante o sono levarão a problemas sistêmicos com pressão arterial alta não controlada e uma condição de arritmia cardíaca conhecida como fibrilação atrial (AFib). Hipertensão e Afib são dois fatores de risco bem conhecidos para o acidente vascular cerebral.

Uma pesquisa do New England Journal of Medicine demonstrou evidências conclusivas de que a apneia do sono está significativamente associada ao risco de acidente vascular cerebral ou morte por qualquer causa, e essa associação é independente de outros fatores de risco, incluindo hipertensão.

Gravidade da Relação entre Apneia do Sono e AVC

Não é incomum as pessoas morrerem durante o sono ou sofrer danos cerebrais extensos, como resultado de um AVC durante a noite.

Se você tem um problema de respiração durante o sono, pode experimentar vários dos sintomas acima mencionados, ou ouvir de entes queridos que você ronca alto ou suspira enquanto dorme.

Não deixe de investigar esses sintomas ou observações. Procure um médico do sono, para realizar o diagnóstico por meio de um estudo do sono. Tratar o ronco e a apneia do sono pode levar a um risco muito reduzido de acidente vascular cerebral, bem como melhorias na sua qualidade de vida e saúde e bem-estar geral.

Apneia do Sono e Doenças Cardiovasculares

Apneia do Sono e Doenças Cardiovasculares

Apneia do sono e doenças cardiovasculares. Apneia do sono e / ou ronco habitual passaram a ser reconhecidos como fatores de risco independentes para hipertensão arterial, arritmias cardíacas, doença arterial coronariana, infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral isquêmico somente no final do século XX, quando pesquisadores reconheceram que pacientes com apneia do sono não tratada tinham maior risco de morbidade cardiovascular em comparação com pacientes com apneia do sono tratada. Estudos populacionais também já sugeriram que a apneia do sono pode ser um fator de risco para demência vascular.

Veja neste artigo mais informações sobre a relação entre apneia do sono e o desenvolvimento das doenças cardiovasculares.

Apneia do Sono e Doenças Cardiovasculares

Compreender os efeitos da apneia do sono no sistema nervoso autônomo (SNA) é importante para melhor compreensão da apneia do sono e as doenças cardiovasculares. O relógio biológico do corpo – núcleo supraquiasmático tem ritmicidade autônoma em sua atividade neuronal. As funções do corpo moduladas pelo SNA incluem equilíbrio simpático-parassimpático, produção de glicose hepática e sensibilidade à insulina.

Durante o sono, alterações fisiológicas na atividade respiratória e cardiovascular são predominantemente dependentes do ciclo do sono e mediadas pelo controle autonômico. Durante o NREM, há um aumento na atividade parassimpática, enquanto durante o sono REM, há uma diminuição na atividade parassimpática, responsável pelo aumento da atividade cardiovascular durante o último.

Qualquer excitação durante o sono resulta em aumento da atividade respiratória e cardiovascular. A ritmicidade intrínseca aumenta a frequência cardíaca e a pressão arterial com a inclinação do equilíbrio simpático-parassimpático em direção ao primeiro, imediatamente antes de acordar, preparando o corpo para as atividades diárias.

As respostas fisiopatológicas à AOS ocorrem principalmente em resposta à diminuição da tensão arterial de oxigênio iônico e ao aumento da tensão arterial por dióxido de carbono. Estes provocam um aumento na atividade do sistema nervoso simpático, causando vasoconstrição periférica para desviar o fluxo sanguíneo para órgãos vitais. Ao mesmo tempo, a atividade parassimpática reduz a atividade miocárdica e, consequentemente, as necessidades de oxigênio.

No final dos episódios apneicos, há um aumento na pressão sanguínea à medida que a função miocárdica é restaurada. A vasoconstrição e as alterações na atividade miocárdica causam um aumento na carga cardíaca, enquanto a vasoconstrição pulmonar induzida pela hipóxia pode contribuir para a insuficiência cardíaca.

Episódios frequentes e sustentados contribuem para a não-imersão da pressão arterial durante a noite e sensibilização da resposta sensorial hipóxica dos corpos carotídeos, que induz alterações nos níveis genéticos associados ao aumento do estresse oxidativo. A microneurografia demonstrou aumento da atividade nervosa simpática muscular no término de apneias em pacientes com AOS.

Apneia do Sono e Doenças Cardiovasculares – Tratamento com CPAP

O uso de CPAP melhora o equilíbrio simpático-parassimpático em pacientes com apneia do sono moderada e grave e melhora a variabilidade da frequência cardíaca. Outros tipos de aparelhos para apneia também podem ser indicados para tratamento, de acordo com as particularidades de cada paciente.

Em resumo, os pacientes com apneia do sono não tratada tendem a ter uma atividade simpática aumentada e desregulação autonômica que pode se beneficiar com o manejo da AOS com CPAP.

Núcleo do Sono

Núcleo do Sono – Conheça Melhor o Nosso Trabalho

Os distúrbios do sono podem causar graves danos à saúde. Como é durante o sono que o nosso organismo executa diversos mecanismos para regenerar-se, quando não dormimos bem, temos como consequência enfermidades cardiovasculares, metabólicas, cognitivas, entre outras. Neste artigo, saiba mais sobre o que é um Núcleo do Sono e como é a atuação de seus profissionais, no sentido de prevenir e tratar problemas como estes.

Núcleo do Sono – A Medicina do Sono

Segundo o autor Allan Hobson, em 1989, temos aprendido mais acerca do sono nos últimos 60 anos que nos anteriores 6.000 anos. Apesar deste complexo fenômeno ocupar um terço das nossas vidas, somente na segunda metade do século XX, a Medicina despertou para esta área.

Por volta dos anos 90, surgiu no Brasil a necessidade de profissionais especializados no tratamento de pacientes com doenças complexas relacionadas ao sono, como a apneia. A partir de então, a especialidade Medicina do Sono começou a se estabelecer, não só visando o tratamento de pacientes com apneia, mas também daqueles portadores dos diversos distúrbios do sono.

A Medicina do Sono tornou-se uma especialidade multidisciplinar envolvendo neurologistas, pneumologistas, psiquiatras, otorrinolaringologistas, bucomaxilos, cardiologistas, endocrinologistas, cirurgiões bariátricos, dentistas, fisioterapeutas e nutricionistas.

O que é um Núcleo do Sono

O objetivo de um Núcleo do Sono é desenvolver um sistema multidisciplinar para resgatar a saúde e o bem-estar de pacientes portadores de distúrbios do sono, evitando complicações como obesidade, doenças metabólicas, degenerativas, cardiovasculares e até mesmo ortopédicas.

Assim como existem inúmeros fatores que podem levar ao desenvolvimento de problemas ao dormir, também dispomos de uma gama de tecnologias que possibilitam diagnosticar os distúrbios do sono. As abordagens terapêuticas para estes problemas também estão cada vez mais aperfeiçoadas.

Quando Procurar um Núcleo do Sono

Entre os diversos problemas que podem afetar a qualidade do sono, estão a apneia, a insônia, a sonolência excessiva, a síndrome das pernas inquietas, o bruxismo e o sonambulismo. Na realidade, devido ao estilo de vida cada vez mais corrido e estressante a que estamos expostos, a cada dia vemos novas causas para um sono não reparador.

Uma adequada orientação sobre quando procurar o atendimento de profissionais especializados em sono está mais relacionada às consequências que estes problemas trazem à vida do indivíduo.

No momento em que a dificuldade para pegar no sono à noite, ou uma sonolência excessiva durante o dia começam a interferir em aspectos como o desempenho profissional ou o tempo com a família, buscar ajuda em um núcleo do sono pode ser o fator determinante para resgatar a saúde e também a qualidade de vida.

Porque Consultar o Núcleo do Sono

Atualmente, os distúrbios respiratórios do sono são causas frequentes de noites mal dormidas. Contudo, existem outras causas para um sono não reparador.

Entre elas estão os problemas hormonais, como hiper e hipotireoidismo; algumas doenças psiquiátricas e neurológicas, como ansiedade, depressão, doença de Parkinson, doenças cerebrais isquêmicas e doença de Alzheimer e doenças que causam dores, principalmente durante a noite, como a fibromialgia.

Situações como estas podem provocar muita sonolência durante o dia ou dificuldade para adormecer. Portanto, é necessário um diagnóstico diferencial, realizado preferencialmente por uma equipe multidisciplinar. Assim, podemos avaliar o paciente como um todo, para que o tratamento ofereça o melhor resultado.

Você percebe que poderia dormir melhor? Marque uma consulta com a nossa equipe e deixe-nos ajudar.

Artigo  Publicado em: 4 de dezembro de 2017 e atualizado em 24 de julho de 2019

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