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Doença de Parkinson e os Músculos da Garganta

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Doença de Parkinson e os Músculos da Garganta
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A doença de Parkinson é um distúrbio neurológico e degenerativo do sistema nervoso central, que incide principalmente sobre pessoas com mais de 60 anos. A manifestação dos sintomas do Doença de Parkinson geralmente é lenta, e estes tornam-se mais evidentes à medida que a doença progride. Um dos prejuízos decorrentes da Doença de Parkinson é acometimento dos músculos da garganta.

Neste artigo, saiba mais sobre como a doença de Parkinson afeta os músculos da garganta e o gerenciamento desta condição.

Doença de Parkinson e os Músculos da Garganta

Pessoas com Parkinson (DP) podem notar mudanças ou dificuldade em mastigar, comer, falar ou engolir. Essas mudanças podem acontecer a qualquer momento, mas tendem a aumentar à medida que a DP progride. Assim como a condição afeta o movimento em outras partes do corpo, ele também afeta os músculos do rosto, boca e garganta que são usados ​​para falar e engolir.

Alguns dos pacientes acometidos com a Doença de Parkinson têm os músculos da laringe e da cavidade oral comprometidos, e queixam-se muito de engasgos e de lentidão ao falar. Em alguns casos, o comprometimento dos músculos da garganta deve-se à disfunção cerebral neurocognitiva, neuroafetiva ou psicomotora.

Alterações Vocais

As principais alterações vocais provocadas pela Doença de Parkinson são: rouquidão, voz trêmula, soprosidade, redução da intensidade da voz, imprecisão articulatória, gama tonal reduzida e dificuldades na mastigação e na deglutição.

Estas alterações da voz podem minimizar a efetividade da comunicação oral dos pacientes parkinsonianos, afetando seu bem-estar social, psicológico e econômico.

As alterações vocais citadas nos pacientes com Parkinson têm sido atribuídas ao fechamento glótico incompleto, à redução da sinergia e ativação da musculatura laríngea, atrofia ou fadiga muscular, assimetria de tensão ou movimento das pregas vocais, rigidez das pregas vocais ou dos músculos respiratórios.

Disfagia

A disfagia é uma das complicações que podem ser ocasionadas pelo Parkinson. Trata-se, basicamente, da dificuldade em fazer a deglutição de alimentos ou líquidos. Esta condição pode comprometer o estado nutricional do paciente, em estágios mais avançados.

A disfagia pode levar a menor tempo de sobrevida em um paciente com doença de Parkinson, não apenas porque os músculos afetados da garganta podem dificultar a deglutição – daí a ingestão de alimentos e aumento da chance de desnutrição do paciente – mas também porque aumenta a possibilidade de pneumonia por aspiração.

Doença de Parkinson e os Músculos da Garganta – Diagnóstico e Tratamento

O médico responsável pelo diagnóstico, avaliação e tratamento de alterações vocais é o otorrinolaringologista. Os pacientes parkinsonianos que têm seus músculos da garganta acometidos devem procurar este profissional, para obter uma avaliação clínica e um diagnóstico assertivo acerca da alteração vocal. Sintomas como Dor de Garganta ou Dificuldade para Engolir são motivos para procurar o atendimento de um médico otorrinolaringologista.

Após o diagnóstico médico, o paciente deve dar início ao tratamento prescrito para estimular sua musculatura comprometida, de acordo suas especificidades – região afetada e estágio da doença.

O tratamento tradicional para para as alterações vocais do paciente parkinsoniano possui três abordagens distintas: mioterapia, coordenação das estruturas de fala e respiração. São exercícios realizados de uma a duas vezes por semana, com foco na articulação, velocidade e emissão da voz.

O tratamento para a reabilitação da voz exige muita dedicação e disciplina do paciente. É um processo geralmente lento, mas os resultados surgem ao longo do tempo, quando o paciente realiza adequadamente as seguintes etapas:

  • A terapia intensiva de deglutição por um fonoaudiólogo pode ajudar a superar a fraqueza do aparelho de deglutição, fortalecendo exercícios ou manobras compensatórias.
  • Sentar-se ereto e manter a cabeça levemente para a frente enquanto come pode ajudar.
  • Modificações na dieta, como a ingestão de alimentos moles e puré, podem ajudar.
  • O tubo de alimentação gástrica nos estágios finais da doença pode se tornar necessário.

Também é importante estar atento a diversos cuidados com a voz, para prevenir sintomas como dor de garganta e rouquidão persistente, alteração na qualidade da voz e dificuldade de engolir.

Doença de Parkinson e os Músculos da Garganta – Acompanhamento Médico

O acompanhamento médico regular dos pacientes com alterações vocais provocadas pela Doença de Parkinson é de extrema importância em sua reabilitação. Os exercícios prescritos podem até ser realizados em casa.

O processo de reabilitação vocal é lento, mas traz resultados positivos quando realizado corretamente, elevando a efetividade da comunicação, alimentação e qualidade de vida do paciente parkinsoniano. A orientação é seguir à risca as orientações do otorrinolaringologista.

Artigo Publicado em: 30 de janeiro de 2018 e Atualizado em 14 de agosto de 2019

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