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Comorbidades Associadas à Apneia Obstrutiva do Sono: Introdução

Comorbidades Associadas à Apneia Obstrutiva do Sono
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Comorbidades Associadas à Apneia Obstrutiva do Sono: Introdução
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Veja nesta página, a introdução do artigo: “Comorbidades Associadas à Apneia Obstrutiva do Sono“, publicado online em 10 de março 2016 no periódico International Archives of Otorhinolaryngology.

Comorbidades Associadas à Apneia Obstrutiva do Sono – Introdução

A apneia obstrutiva do sono (AOS) é caracterizada por obstrução parcial ou completa da via aérea recorrente durante o sono, resultando em períodos de apneia, dessaturação de oxihemoglobina e frequentes despertares noturnos com sonolência diurna excessiva como consequência, reduzindo o desempenho no trabalho e nas atividades sociais.

Segundo Young, a prevalência de AOS em adultos entre 30 e 60 anos varia de 2% em mulheres até 4% em homens. Um estudo brasileiro revelou que a incidência de AOS é de ~32,8% na população de São Paulo.

A prevalência de AOS associada a altas taxas de morbidade e mortalidade aumenta com a idade e o pico ocorre aos 55 anos, sendo mais prevalente no sexo masculino na proporção de 2:1. É mais comum em mulheres no período pós-menopausa.

Fisiopatologia da Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono

A fisiopatologia da SAOS ainda não foi totalmente elucidada. Sabemos que durante os eventos respiratórios ocorre uma queda na saturação de oxigênio, causando ativação do barorreflexo, desencadeando uma resposta do sistema nervoso simpático, descarga adrenérgica levando a taquicardia e a picos de hipertensão.

Este processo se repete muitas vezes durante o sono em pacientes apneicos, levando à quimioreflexia periférica de hipersensibilidade. Essa resposta exagerada, mesmo em normóxia, leva à disfunção a longo prazo do barorreflexo, aumento da descarga adrenérgica, disfunção cardiovascular, inflamação sistêmica e desregulação metabólica com resistência à insulina e diabetes mellitus tipo II.

Consequências da Apneia Obstrutiva do Sono

A AOS traz muitas consequências adversas, como hipertensão, obesidade, diabetes mellitus, alterações cardíacas e encefálicas, comportamentais, entre outras, resultando em importante fonte de atenção à saúde pública, gerando um alto impacto financeiro e social. Essas comorbidades estão associadas ao aumento da mortalidade em pacientes com AOS em comparação com a população geral da mesma faixa etária.

A AOS é uma doença sistêmica que causa aumento das citocinas inflamatórias, do fator de necrose tumoral a, da interleucina-6, do aumento da resistência à insulina e da intolerância à glicose.

As doenças cardiovasculares são hoje a principal causa de mortalidade no mundo. Vários estudos confirmam a importância de fatores como tabagismo, níveis elevados de LDL-colesterol, baixos níveis de colesterol HDL, diabetes mellitus, hipertensão, história familiar, obesidade, inatividade física, obesidade central, síndrome metabólica e ingestão de álcool na gênese, da aterosclerose e suas complicações clínicas.

Além desses fatores, há evidências recentes de aumento da mortalidade cardiovascular em pacientes com AOS. Outras comorbidades associadas à AOS são: depressão, asma e doença do refluxo gastroesofágico (DRGE).

A prevalência de DRGE em pacientes com AOS é significativamente maior que na população geral. Estudos recentes mostraram que o tratamento com um dispositivo de pressão positiva contínua nas vias aéreas (CPAP) reduz significativamente os sintomas da DRGE e a exposição do pH ácido no esôfago, bem como melhora o número de despertares e índices de apneia.

Fatores de Risco da Apneia Obstrutiva do Sono

Os fatores de risco para apneia obstrutiva do sono são obesidade, idade, sexo, menopausa, anomalias craniofaciais, tabagismo, uso de álcool e história familiar.

Veja no próximo artigo os detalhes da pesquisa que avaliou a prevalência das principais comorbidades associadas à AOS em um grupo selecionado de pacientes com diagnóstico clínico e polissonográfico de AOS. A importância dessa avaliação mostra-se útil, pois a incidência de pacientes com comorbidades associadas ao AOS tem aumentado de forma consistente e apresenta influência significativa na história natural da doença.

Nunes Dra. Heloisa dos Santos

Otorrino em São Paulo

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