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Apneia do Sono e Diabetes – Uma íntima relação

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Apneia do Sono e Diabetes
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Se você tem diabetes tipo 2, há uma grande chance de ter apneia obstrutiva do sono. A relação entre apneia do sono e diabetes acontece pois a apneia obstrutiva do sono (AOS) altera o metabolismo da glicose e promove a resistência à insulina em ao menos 50% dos casos. Pesquisas estimam que este número chega a 60 a 80%. Neste artigo, vamos demonstrar a interação entre resistência à insulina e apneia do sono, além dos possíveis mecanismos que contribuem para esta comorbidade.

Apneia do Sono e Diabetes

A apneia obstrutiva manifesta-se com a interrupção da respiração durante o sono, por segundos ou até minutos, durante várias vezes à noite. A falta de oxigenação nestas paradas pode causar importantes problemas de saúde, com graves riscos, como ataques cardíacos, pressão alta, arritmias, derrames, diabetes e mesmo demências.

A obesidade é um moderador chave do efeito da AOS no diabetes tipo 2. No entanto, a exposição crônica à hipóxia intermitente e outros efeitos fisiopatológicos da AOS afetam diretamente o metabolismo da glicose, e o tratamento da AOS pode melhorar a homeostase da glicose.

Apneia do Sono e Doenças Cardiovasculares

Diversos estudos já mostraram que pacientes com Apneia Obstrutiva do Sono apresentam maior risco para doenças cardiovasculares. Contudo, ainda permanece inconclusivo se essa associação depende da obesidade ou se ocorre devido a alterações fisiológicas que a própria apneia do sono provoca, como ativação do sistema nervoso simpático, da inflamação e outras desordens que predispõem a danos vasculares.

Os mecanismos subjacentes à disfunção vascular na AOS incluem ativação simpática e estresse oxidativo (por hipóxia intermitente, hipercapnia e despertares). Essas perturbações resultam na redução da produção de vasodilatadores dependentes do endotélio, como o óxido nítrico. Além disso, a AOS está associada a um estado pró-inflamatório e hipercoagulável – outra via que causa lesão vascular. Esses mecanismos explicam a observação de que a gravidade da AOS, conforme indicado pelo IAH, está significativamente associada ao risco de AVC (razão de chances 2,5) em pacientes com diabetes tipo 2. Deve-se notar que este estudo incluiu populações mais velhas e obesas com alta prevalência de AOS (86%). Os efeitos independentes da AOS na DCV devem ser examinados em populações magras e jovens com diabetes tipo 2.

Muitos fatores de risco para doenças cardiovasculares estão fortemente associados ao distúrbio respiratório, entre eles hipertensão, obesidade, resistência à insulina e diabetes tipo 2.

Homens em torno de 40 anos, com sobrepeso ou obesidade apresentam um maior risco de apneia. Isto é preocupante pois a má qualidade do sono que esta doença causa prejudica a qualidade de vida e aumenta os risco de acidente automobilísticos e de trabalho.

A probabilidade destes pacientes terem diabetes tipo 2 também decorre do déficit de sono, estresse, excesso de peso, com dificuldades metabólicas, que levam a dificuldades de manter os níveis de açúcar sob controle.

Além do ronco e sonolência excessiva diurna, o aumento da diurese noturna, dores de cabeça pela manhã, engasgos e sudorese excessiva durante a noite também fazem parte do quadro.

Influência da Apneia do Sono na Síndrome Metabólica

Os mecanismos de resistência à insulina e disfunção das células β pancreáticas explicam as observações epidemiológicas de que a prevalência de pré-diabetes e diabetes tipo 2 está aumentada na AOS. Curiosamente, há evidências que sugerem que a diabetes tipo 2 aumenta independentemente a probabilidade de distúrbios respiratórios do sono, possivelmente devido aos efeitos no sistema nervoso central e autônomo. A prevalência de AOS em pessoas com diabetes tipo 2 é variável, e as estimativas variam de 18% na atenção primária a 58% em uma coorte mais velha e tão alto quanto 86% em populações obesas com diabetes tipo 2.

Tratamento da Apneia do Sono no Controle da Diabetes

Estudos recentes sugerem que o tratamento da AOS com terapia de pressão positiva contínua nas vias aéreas (CPAP) reduz a resistência à insulina e melhora o controle glicêmico em pacientes com pré-diabetes ou diabetes tipo 2.

Se você suspeita de ter apneia do sono, consulte um especialista, que vai realizar um estudo do seu sono. Estes estudos podem ser feitos em laboratórios ou mesmo em sua casa, com maior comodidade.

O diagnóstico precoce da apneia é fundamental para a profilaxia das inúmeras comorbidades que essa doença leva.

São vários tratamentos disponíveis atualmente, sejam cirúrgicos ou não cirúrgicos. Pacientes diabéticos com apneia, quando tratados, apresentam excelente melhora no controle do açúcar no sangue, com diminuição da necessidade de tratamento medicamentoso.

Artigo Publicado em: 14 de setembro de 2017 e Atualizado em: 02 de maio de 2019

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Dr. José Antonio Pinto

Otorrino em São Paulo

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